Quando a compulsão por comprar se apresenta de forma severa, ela se torna uma doença psicológica chamada Oniomania ou Oneomania.

Oniomania (são sinônimos: onemania, oniomania, onomania): impulso exacerbado, doentio, de comprar coisas sem delas necessitar.
A oniomania que é a compulsão por da compra e endividamento atinge pessoas de qualquer classe social.
É distúrbio que foi descrito pela primeira vez como síndrome psiquiátrica no início do século passado.
O transtorno, caracterizado pelo descontrole dos impulsos, atinge cerca de 3% da população. Sendo que 80% das pessoas que tem o transtorno, são mulheres.
Os portadores da Oniomania são os consumidores compulsivos que frequentemente não conseguem resistir à tentação de comprar e que não chegam a pagar suas contas essenciais por gastarem tudo com coisas supérfluas.
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DIFERENÇA DE UM COMPRADOR NORMAL PARA O COMPRADOR COMPULSIVO.
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O comprador normal compra por necessidade ou pela utilidade do produto ou objeto.
O comprador compulsivo consome pelo prazer de consumir e não pela real necessidade do objeto, ou sua utilidade, ele compra mais produtos relacionados à aparência como roupas da moda, sapatos, jóias e relógios.
Existe por parte do comprador compulsivo um descontrole, não há limites.
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A GRATIFICAÇÃO
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A gratificação e a satisfação obtidas através da compra não os permitem avaliar a possibilidade de futuros prejuízos.
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COMPORTAMENTOS MAIS COMUNS NO COMPRADOR COMPULSIVO.
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• Esconder as compras da família ou do parceiro;
• Mentir sobre a quantidade verdadeira de dinheiro gasto em compras; gastar em resposta a sentimentos Negativos como depressão ou tédio;
• Sentir euforia ou ansiedade durante a realização das compras;
• Culpa, vergonha ou auto-depreciação como resultado das compras;
• Se dedicar muito tempo fazendo “malabarismos” com as contas ou com as dívidas para acomodar os gastos;
• Além de uma atração incontrolável por cartões de créditos e cheques especiais.
Uma pessoa só é considerada um consumidor compulsivo se é incapaz de controlar o desejo de comprar e quando os gastos frequentes e excessivos interferem de modo importante em vários aspectos de sua vida.
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COMO SE PROCESSA A COMPULSÃO
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Antes:
Antes de cometer o ato do qual não tem controle, é comum que o consumidor compulsivo apresente ansiedade e/ou excitação.
Durante:
Já durante a execução do ato, experimenta sensações de prazer e gratificação.
E quando, por algum motivo, são impedidos de comprar, os pacientes costumam relatar sensações como angústia, frustração e irritabilidade.
Depois:
A maioria apresenta culpa, vergonha ou algum tipo de remorso ao término do ato.
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O QUE O ATO DE COMPRAR COMPULSIVAMENTE PODE REVELAR
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As compras compulsivas podem levar a sérios problemas psicológicos, ocupacionais, financeiros e familiares que incluem a depressão, enormes dívidas e graves problemas nas relações amorosas.
Vários estudos revelaram que a idade e a situação econômica são os principais fatores de risco para o desenvolvimento desse transtorno.
Os investigadores descobriram um percentual mais elevado em jovens que ganham menos em relação aos indivíduos mais velhos e em melhor situação econômica.
Compras compulsivas podem revelar com muita frequência possível do transtorno bipolar de humor, de exaltação do humor, quando existem sentimentos intensos de alegria e otimismo, associados à falta de capacidade para julgar com clareza as consequências dos atos cometidos.
E normalmente revela pessoas com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), principalmente em pacientes com compulsões de colecionismo.
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A COMPULSÃO POR COMPRAS X DEPENDÊNCIAS QUÍMICAS
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Podemos traçar um paralelo entre as compulsões por compras e as dependências químicas.
Em ambas, há perda de controle e o paciente se expõe a situações danosas para si e também para os outros.
Assim como em alguns casos os dependentes químicos roubam para custear seus vícios, o compulsivo também pode se utilizar de meios ilegais para continuar comprando.
Embora a compulsão por compras possa estar relacionada a outros transtornos, alguns fatores presentes no dia a dia são facilitadores da compra descontrolada. Produtos à venda pela internet, canais de venda na televisão ou grandes promoções de queima de estoque são um grande perigo.
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AS CAUSAS 
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Quanto à origem do transtorno, acredita-se que haja algum déficit do neurotransmissor serotonina, que reconhecidamente proporciona menor ocorrência de impulsividade.
O vazio e as ausências na personalidade do indivíduo são os verdadeiros núcleos da compulsão. Em outras palavras, os compulsivos por compras tentam preencher uma vazio interno com coisas materiais.
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BUSCA DE AJUDA E TRATAMENTO
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Infelizmente, a maioria das pessoas que sofrem do transtorno só costuma procurar ajuda quando as dívidas estão grandes e os gastos exagerados já acarretam problemas familiares, nos relacionamentos, em situações legais, ou até quando dão origem a episódios depressivos de intensidade importante.
Em alguns casos, os portadores do transtorno só chegam ao consultório trazidos por familiares, amigos ou pelo cônjuge.
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TIPOS DE TRATAMENTO
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Medicação:
O tratamento pode envolver medicamentos como antidepressivos ou agentes estabilizadores do humor, e psicoterapia cognitivo-comportamental.
Existem remédios que não alopatas que ajudam em muito, a saber: homeopatia, florais, óleos e essenciais que ajudam em muito no tratamento, sem causar dependência química.
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Grupos de autoajuda:
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Dependendo do caso, duas outras medidas também devem ser levadas em consideração: frequentar grupos de autoajuda, como os devedores anônimos (DA) e nomear algum conselheiro financeiro, que possa orientar o paciente sobre suas movimentações financeiras.
Quando esse último procedimento ocorre, o paciente continua com a responsabilidade de pagar suas contas, porém, não tem acesso a cartões de crédito e a cheques.
É dado a ele, semanalmente, uma quantia previamente combinada à qual deve se adequar.
Além disso, as contas são acompanhadas por meio do fornecimento de recibos ao conselheiro financeiro.
Esta é uma das formas de tentar combater a possibilidade de episódios de compulsão por compras.
Conforme o indivíduo obtém progressos, ele retoma paulatinamente o pleno controle sobre suas finanças.
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Psicoterapia:
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A psicoterapia ajuda em muito, pois leva a pessoa a dar uma nova interpretação aos seus atos, suas necessidades e a descobrir novas maneiras de viver.
É bom que se diga que o tratamento só com medicação raramente tem efeito, portanto é importantíssimo que a pessoa além da medicação faça também psicoterapia.

Por FRANCISCO FERNANDES, Psicanalista Clínico, Acupunturista, Professor, Filósofo, Teólogo e Consultor de Empresa.

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