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Será possível curar a depressão sem medicamentos?

written by aprendaviver
8 · 24 · 16

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O modelo psicoterapêutico HBM pode ser uma opção eficaz para tratar pessoas que sofrem de depressão, conclui estudo.

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A depressão é considerada, nos países industrializados, um dos problemas mais graves de saúde pública da atualidade, tendo sido classificada como a ‘doença do século’ pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2002 e afetando cerca de 350 milhões de pessoas por todo o mundo.

Geralmente tratada com medicamentos que provocam habituação e que entorpecem as pessoas, vários são os especialistas e comunidades científicas que tentam perceber se há outros métodos mais ‘naturais’ de tratar a depressão.

Um estudo português, desenvolvido pela Clínica Mente, avaliou a evolução de 85 pessoas adultas, de ambos os sexos, com diagnóstico de sintomatologia depressiva, oriundos de diversos distritos do país, que fizeram sessões semanais intensivas do modelo terapêutico HBM, com duração de até 2 horas, de acordo com o plano delineado na sessão de avaliação e até os objetivos inicialmente definidos terem sido alcançados.

O modelo HBM – Human Behavior Map Therapy – consiste numa intervenção psicoterapêutica assente no mapa do comportamento humano, que, segundo a Clínica Mente descreve os processos mentais conscientes e inconscientes, permitindo explicar o modo de pensamento e comportamento do ser humano e assim resolver conflitos emocionais, internos e externos, no indivíduo.

Como a clínica informa em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, os resultados obtidos permitiram tirar a conclusão de que é possível curar eficazmente a depressão, especialmente naqueles casos em que o índice depressivo inicial é mais grave, sem recorrer a comprimidos.

Antes da intervenção psicoterapêutica 44,7% da amostra apresentava índices de “depressão grave” e 37,6% “depressão moderada”. Após a intervenção psicoterapêutica com recurso ao modelo HBM, 80% da amostra apresentava-se “não deprimida” e 18,8% apresentava índices de “depressão leve”. Registre-se que para 83,4% da amostra, foram necessárias entre cinco e dez sessões de intervenção terapêutica para ultrapassar o estado depressivo em que se encontravam anteriormente, e recuperar a qualidade de vida e o bem-estar.

POR VÂNIA MARINHO

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Comments

1 Comentário

  1. Daniel Figueiredo

    Dando credibilidade ao artigo e em particular ao método HBM, considerando a intervenção psicoterapêutica que o caracteriza, quero acrescentar que qualquer abordagem de tratamento dos estados depressivos, com eventual exceção de casos considerados muito graves e ou de longo tempo, deverá ser considerada sem o recurso a qualquer tipo de medicamento. É isso que defendo e pratico no Programa “Aprenda Viver”, que criei com base nos muitos casos que conheci e atendi e especialmente dos estudos que tenho vindo a realizar no âmbito, em sintonia com nomes como David Servan-Schreiber, António Damásio, Tom Lewis, Dean Ornish, Scott Shannon, Augusto Cury, entre outros. O programa “Aprenda Viver” reflete e preconiza a ideia do quanto esses quadros se explicam especialmente pelas características idiossincráticas do indivíduo, associadas à morfologia, ou estrutura neural do seu cérebro “construída” ao longo dos anos e à fascinante arbitrariedade e aleatoriedade, do processo das emoções. Conseguimos observar que a maneira mais consistente e rápida de combater um estado depressivo, passa por dotar o paciente, do entendimento do quanto um bom funcionamento dos “mecanismos” cerebrais e neurais, estão muito diretamente relacionados com o entendimento e reconhecimento dessas características idiossincráticas e da respectiva influência nas suas vidas (das suas escolhas, dos seus receios, dos seus sentimentos, das suas vivências e crenças) e ao autoconhecimento mínimo que satisfaça ao nível emocional as necessidades desse indivíduo, no que respeita o bem-estar, realização pessoal, familiar, profissional, etc. Isso quer dizer que a pessoa em estado depressivo, precisa prioritariamente resgatar a sua qualidade de vida pelo entendimento consciente do processo que originou esse estado (em respeito ao fator inteligência) e não pela ingestão de medicamentos que contribuem para a omissão da responsabilização do paciente face ao problema e de um continuado processo de não entendimento das causas e dos episódios físicos e psíquicos que para isso contribuíram. O recurso a medicamentos, pode obviamente resolver e até ser quase inevitável nos casos mais extremos e prolongados, mas quase sempre com resultados no longo prazo, com dramáticas sequelas e sem a garantia de usuais recaídas. O programa “Aprenda Viver”, tem esse diferencial, ou seja evita o processo de recaída porque dota o paciente da consciência do que está em causa e por isso da capacidade de melhor entender as suas emoções.

    Se o tema lhe interesse, bem como o Programa “Aprenda Viver”, acesse a página “Aprenda Viver“, deste site.

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