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Robôs serão melhores de cama que qualquer ser humano

Robôs serão melhores de cama que qualquer ser humano

Máquina de sexo. A expressão está cada vez mais perto da realidade. De acordo com Joel Snell, especialista em robótica do Kirkwood College, em Iowa (EUA), nas próximas décadas os robôs serão tão desenvolvidos que vão se tornar melhores de cama do que qualquer “rival” de carne e osso.

“Porque podem ser programáveis, os robôs vão atender aos desejos de cada indivíduo”, disse ele, segundo reportagem do “Metro”. “O sexo robótico será viciante. Os robôs sempre estarão disponíveis e nunca vão dizer ‘não’. Assim, o vício será facilmente mantido”, acrescentou ele.

Boneca sexual hiperrealista à venda na internet

Boneca sexual hiperrealista à venda na internet

Especialistas em tecnologia e comportamento humano afirmam que, por volta de 2050, o sexo entre humanos e robôs será considerado comum. Alguns acreditam que se apaixonar por uma máquina não será mais tido como “aberração”. Exatamente como no clássico filme “Blade Runner”, em que o personagem vivido por Harrison Ford se apaixona por uma androide, chamada de replicante.

O mercado de bonecas hiperrealistas para fins sexuais está em franco crescimento, especialmente no Oriente.

 

 

 

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por Fernando Moreira

Detalhe da textura da pele de boneca

Robôs serão melhores de cama que qualquer ser humano

Olhar para o futuro próximo, é olhar para a Inteligência Artificial

Inteligência Artificial será tão importante para a sociedade do século 21 quanto o microprocessador o foi para o século 20. Aqui no Brasil, no entanto, inserir a tecnologia produtos e serviços ainda parece ser um sonho distante para os executivos

por Cezar Taurion *

As inovações tecnológicas disruptivas podem provocar grandes impactos na maneira como os negócios operam. Se as empresas existentes ignoram ou demoram a adotar essas inovações, os novos entrantes passam a ter uma imensa vantagem competitiva e tendem a tornar irrelevantes e até mesmo tirar do mercado as “incumbents”.

No cenário atual, onde o novo normal é a volatilidade, incerteza, ambiguidade e complexidade, as organizações precisam ter a inovação em seu DNA, ou seja, torná-la uma atividade recorrente. Já em 2003,Gary Hammel em seu artigo “The Quest for Resilience” apontava: “In the past, executives had the luxury of assuming that business models were more or less immortal. Companies always had to work to get better, of course, but they seldom had to get different—not at their core, not in their essence. Today, getting different is the imperative”. A única chance de sobrevivência é, segundo ele, “for all these companies, and for yours, continued success no longer hinges on momentum. Rather, it rides on resilience—on the ability to dynamically reinvent business models and strategies as circumstances change”. E arremata “The goal is an organization that is constantly making its future rather than defending its past”. Inovar, portanto, não é uma questão só de conquistar vantagem competitiva, mas de sobrevivência empresarial!

A revolução tecnológica é real, convivemos com ela. Em 30 anos passamos a ter no bolso um computador (smartphone) com mais capacidade computacional do que os mainframes dos anos 80. Um gigabyte custava pelo menos US$ 100.00,00 e precisava de um gabinete do tamanho de uma geladeira. Hoje custa zero para usuários de serviços como Google Drive, DropBox e outros. Essa evolução é exponencial. Em poucos anos, praticamente todas as pessoas e as coisas do planeta estarão conectadas.

Na década passada, a disseminação da Internet e explosão da mobilidade com o icônico iPhone levou a criação de novos negócios como Uber, Airbnb, Facebook e YouTube. Hoje, precisamos olhar com atenção uma nova disrupção, similar ao potencial impacto do deslocamento de massas tectônicas no planeta: a Inteligência Artificial (IA). Seu deslocamento da pesquisa para o mundo real acontece pela convergência de fatores como aumento exponencial da capacidade computacional, Big Data, evolução dos algoritmos e Machine Learning. Me atrevo a afirmar que a IA será tão importante para a sociedade do século 21 quanto o microprocessador o foi para o século 20.

Já usamos pitadas de IA em nosso dia a dia. Algoritmos nos ajudam com recomendações na Amazon e Netflix. Facebook reconhece nossos amigos nas fotos que compartilhamos. Google acelera a velocidade da pesquisa usando algoritmos que preveem o que você está buscando, ajudando a completar o texto do termo a ser pesquisado. O Waze nos ajuda a escolher os caminhos com menos trânsito. Os veículos parcialmente autônomos já são realidade e os verdadeiramente autônomos estarão aí em breve. Um exemplo são os primeiros táxis sem motorista rodando (experimentalmente) em Singapura, como podem ler em “World’s First Self-Driving Taxis Debut in Singapore”.

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O que isso significa? Que as empresas que querem se manter competitivas no século 21 não podem ignorar o tsunami da IA que já está chegando. Aqui no Brasil, ainda mal começamos a usar Big Data (ainda está nos planos futuros da imensa maioria das empresas), e imaginar colocar algoritmos e IA em seus serviços e produtos ainda parece ser um sonho distante para os executivos das nossas empresas. Mas elas precisam entregar experiências melhores aos seus clientes e tomar decisões mais acertadas. Para isso algoritmos são a base essencial. Sem algoritmos você não consegue antecipar as necessidades dos seus clientes e nem fazer recomendações adequadas, que melhorem sua experiência. Algoritmos de Machine Learning podem analisar bilhões de sinais e identificar probabilidades de determinado cliente comprar um produto específico ou direcionar qual atendente do call center será mais adequado para atender a uma específica demanda. Mesmo as lojas físicas que respondem por mais de 90% das compras no Brasil podem usar IA através de chatbots, para interagir com seus clientes à medida que eles caminham pelos corredores. Analisando seu histórico como clientes, preferências e outras informações, podem recomendar produtos nas gôndolas. Vale a penaestudar o potencial dos chatbots.

Em resumo, a experiência que eu percebo na Amazon não tem similaridade com as que percebo na maioria dos sites de varejo brasileiros. Os apps que usamos na maioria das empresas brasileiras, de qualquer setor, seja de bancos, seguradoras ou varejistas não proporcionam experiência personalizada. São, em sua maioria, interfaces desktops adaptados para as telas dos smartphones, com mudanças cosméticas.

Por que isso? Creio que existem várias razões. Uma delas, com certeza tem sido a crise econômica dos últimos anos. Mas também coloco na lista o desconhecimento por parte de CEOs e CIOs do potencial da IA, a falta de talentos disponíveis (data scientists) e a precariedade da formação de profissionais para trabalhar com algoritmos e IA por parte da maioria das universidades daqui.

Quanto ao potencial, IA terá imenso impacto nos negócios e na sociedade. Vai mudar negócios, acabar com outros e criar novos. Vai eliminar empregos, transformar outros e criar novos. Vivemos em mundo de mudanças exponenciais e embora o termo IA tenha aparecido pela primeira vez nos idos de 1956, a evolução exponencial dos últimos anos vem acelerando o processo de forma fantástica. Nosso pensamento linear nos impede de olhar o futuro exponencial com clareza. Se pensarmos exponencialmente, ao olhar os próximos dez anos devemos comparar o mundo como era não em 2006, mas como o era em 1956! Nem o mainframe IBM /360 existia!

O que recomendo? Estudar com mais atenção o impacto da IA nos negócios, na sociedade e na maneira como as empresas operam. Por exemplo, um artigo da MIT SLoan Management Review mostra a drástica transformação que está por vir nas funções dos gestores das empresas. Sim, a função exercida hoje pelos gerentes e diretores também sofrerá impacto significativo. Vale a pena ler o artigo “Using Artificial Intelligence to Humanize Management and Set Information Free”. Esse artigo, também do MIT SLoan, “Rise of the Strategy Machines” mostra que até o papel de criar estratégias poderá, em parte, ser efetuado com IA: “We may be ahead of smart machines in our ability to strategize right now, but we shouldn’t be complacent about our human dominance”…Na verdade, nós humanos não somos tão bons assim. Um estudo mostrou que a probabilidade de sucesso de acordos de M&A (Fusões e aquisições) efetuados por estrategistas é similar à de jogarmos cara ou coroa. E que 83% desses acordos falham em alcançar os objetivos definidos

As profissões e funções que efetuamos hoje serão transformadas. Recomendo a leitura do artigo “How do you get a job that doesn’t exist yet?” publicado pelo World Economic Forum. À medida que a tecnologia e a IA se entranham na nossa vida, novas funções serão criadas e a atuais substituídas ou alteradas. Fica a pergunta: como as empresas estão olhando esse futuro próximo?

Esse é o mundo que já começamos a trilhar. Os sinais de mudança aparecem aqui e ali, e talvez muitas empresas não prestam a devida atenção. Estamos em uma sociedade cada vez mais hiperconectada e digital. O mundo digital, a computação e os algoritmos de IA estarão tão inseridos no nosso dia a dia que talvez nem tenha mais sentido, no futuro, falar em indústria

de TI, pois todas as empresas de alguma forma serão de TI. O que é um Uber, Airbnb, Facebook, Alibaba, Amazon? Empresas de tecnologia ou de transporte, hospedagem, varejo? Pensem nisso!

 

(*) Cezar Taurion é CEO da Litteris Consulting, autor de seis livros sobre Open Source, Inovação, Cloud Computing e Big Data

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Óleo de Coco para cozinhar: como usar?

É um óleo vegetal polêmico que não reúne consenso na comunidade científica. Ainda assim, saiba de que maneiras pode usar óleo de coco para cozinhar.

O óleo de coco tem ganho popularidade nos últimos tempos. Contudo, existe bastante polêmica e pouco consenso relativamente aos possíveis benefícios do óleo de coco para cozinhar e na alimentação.

É um óleo de origem vegetal extraído do coco e pode ser refinado, feito a partir do coco seco, ou extravirgem, obtido com o fruto fresco.

É rico em vitaminas (do complexo B, vitamina E e vitamina K) e minerais (como o ferro, potássio, magnésio ou zinco).

ÓLEO DE COCO: BOM OU MAU?


Esta é uma questão pertinente considerando o teor elevado de gorduras saturadas deste óleo (mais de 85%), ou seja, aquele tipo de gorduras que são frequentemente associadas ao aumento do colesterol e de doenças cardiovasculares.

Um dos argumentos utilizados a favor deste óleo passa pelo facto de possuir ácidos gordos de cadeia média (8-12 carbonos) na sua composição, que são um tipo de ácidos gordos que parecem ter efeitos interessantes na questão da gestão do peso corporal. Contudo, a presença deste composto representa apenas entre 11-20% da composição deste óleo.

A evidência científica que sustenta os benefícios do óleo de coco é reduzida e pouco consistente, sendo, deste modo, necessário a realização de mais estudos em humanos, nomeadamente no que diz respeito à saúde cardiovascular, composição corporal e perfil lipídico.

Apesar do pouco consenso no que diz respeito à utilização do óleo de coco para cozinhar, este óleo possui outros benefícios que vão além da alimentação, sendo amplamente usado no mundo da cosmética e com várias aplicações, nomeadamente a nível da pele e cabelo. Pode ver alguns dos benefícios associados ao óleo de coco aqui.

TIPOS DE ÓLEO DE COCO


É importante saber que pode comprar óleo de coco extravirgem ou refinado. O primeiro tem um aroma e sabor a coco mais pronunciado, ideal para apreciadores de coco. O refinado não possui um sabor tão característico e aguenta temperaturas mais elevadas sem perder as propriedades do que a versão extravirgem.

Pode utilizar o óleo de coco de diversas formas, em substituição de outras fontes de gordura (grande parte das receitas podem ser adaptadas, basta substituir a fonte de gordura original da receita por óleo de coco).

ÓLEO DE COCO PARA COZINHAR – 4 POSSÍVEIS UTILIZAÇÕES


salteado de frango
Se chegou ao ponto em que já considerou todos os pros e contras do óleo de coco e decidiu incorporá-lo na sua alimentação, certamente agora quer saber como o pode fazer.

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1. REFOGADOS, GRELHADOS E SALTEADOS

Em vez do azeite em refogados, grelhados e salteados – experimente, por exemplo, fazer um salteado de tirinhas de frango com mistura de legumes e acompanhar com um arroz branco. Fica delicioso e dá um toque diferente a uma refeição super simples.
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2. SOBREMESAS

Em substituição da manteiga em receitas de sobremesas e pastelaria por óleo de coco: há quem faça a substituição de 1:1, ou seja, utilize as mesmas quantidades de óleo de coco que utilizaria de manteiga. Contudo, há quem defenda que é apenas necessário utilizar apenas 75% da quantidade que seria necessário de manteiga quando se opta por óleo de coco.
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3. LANCHES

Utilize para dar um gosto suave a coco a refeições leves como iogurtes, sumos ou batidos. Mais, se é fã de granola e costuma fazê-la em casa, pode ainda optar por utilizar o óleo de coco na sua receita caseira (em vez de azeite ou óleo, ou mesmo em vez do mel considerando o sabor ligeiramente doce que tem!
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4. SALADAS

Use-o na finalização de pratos quentes de peixe ou carne ou como tempero de saladas.

Estas são algumas das possíveis utilizações possíveis do óleo de coco para cozinhar. Contudo, tenha sempre atenção a que está a utilizar uma gordura e que, como todas as outras, deve ser usada com moderação – tente não ultrapassar uma colher média de sopa por dia.Nota: também, que a ingestão de óleo de coco em excesso podem levar ao aumento do colesterol, a sintomas do foro gastrointestinal, como diarreia e ainda ao aumento de peso.

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por Mónica Carvalho
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Perdoar faz (muito) bem a saúde

perdoar

Parte do leque de construtos da Psicologia Positiva, o perdão vem sendo amplamente estudado, sobretudo pela dimensão dos efeitos benéficos relacionados à saúde e bem estar. Ele pode ser entendido como uma mudança nos pensamentos, ações e emoções da suposta vítima com relação ao sujeito que ocasionou o problema e também como uma característica da personalidade, dependente de uma variedade de circunstâncias interpessoais. Assim, as respostas das pessoas que perdoam tornam-se menos negativas e mais positivas ou até pró-sociais, reduzindo estresse e diminuindo a probabilidade de ocorrência de doenças mentais. A promoção deste construto é de suma importância, no que tange aos efeitos benéficos para a saúde mental e o social.

Fonte: http://veja.abril.com.br/saude/perdoar-faz-muito-bem-a-saude/

“Estudo publicado recentemente no periódico científico Psychology Journal of Health mostra que pessoas com mais facilidade para perdoar a si mesmas e aos outros estão mais protegidas dos males do stress.De acordo com informações da revista americana Time, pesquisadores da Luther College e da Universidade da California, ambas nos Estados Unidos, pediram que 148 jovens adultos preenchessem questionários que avaliaram níveis de stress durante a vida, a tendência para perdoar e a saúde física e mental. Os pesquisadores identificaram que, apesar do nível de stress pelo qual passaram, entre os indulgentes os problemas físicos e mentais decorrentes da vida estressante desapareciam. Exatamente. Desapareciam.  “O ato de perdoar funciona como uma espécie de amortecedor contra o estresse. Se você não tem tendência para perdoar, sente os efeitos brutos do stress de forma absoluta “, disse Loren Toussaint, professor de psicologia na Luther College e principal autor do estudo.Embora não possam afirmar categoricamente de que forma a indulgência protege a saúde contra os males do stress, os pesquisadores acreditam que pessoas mais tolerantes tenham mais habilidade para lidar com as adversidades da vida ou ainda podem ter uma reação mais suave em situações estressantes. Toussaint acredita que todas as pessoas podem aprender a perdoar. Segundo ele, a prática é comumente trabalhada em sessões de terapia. “O perdão elimina a conexão entre estresse e doença mental. Eu acho que a maioria das pessoas quer se sentir bem e o perdão lhes oferece essa oportunidade.”, conclui.

por Maisa Carvalho

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Alguns dias sem se exercitar já afetam o cérebro

Ficar um pouco mais de uma semana sem se movimentar reduz o fluxo sanguíneo na cabeça

cérebro e exercício

Foto: Alex Silva

É normal, durante um período atribulado no trabalho, que a primeira coisa eliminada da rotina seja a atividade física. Ora, quem nunca abandonou a academia por uma semaninha pelo menos? Pois saiba que pausas assim já são capazes de trazer consequências para o cérebro. A descoberta vem da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Para o trabalho, foram recrutadas pessoas superativas entre 50 e 80 anos, todas com um histórico de 15 anos de práticas físicas, sendo no mínimo quatro horas de exercícios intensos por semana.  Para ter ideia, essa turma corria o equivalente a 10 quilômetros por dia.

 

Os cientistas mediram a velocidade do fluxo sanguíneo no cérebro dos voluntários enquanto eles ainda estavam seguindo sua rotina normal de treinos e também depois de 10 dias sem nenhuma atividade física. Descobriu-se, então, que esse tempo “de molho” fez o fluxo sanguíneo diminuir significativamente em oito regiões da massa cinzenta, incluindo áreas do hipocampo. E é aí que mora o perigo. Essas regiões do cérebro tem um importante papel no processamento da aprendizagem e da memória – tanto é que são os primeiros locais a encolher entre pessoas com Alzheimer. Segundo os autores, os dados reforçam: quanto menos exercícios físicos, maior o risco de declínio cognitivo.

POR THIAGO CASTRO

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A Ciência diz que você vai ser muito mais feliz se sua mente vaguear menos

Nossas mentes são uma máquina errante. Um estudo descobriu que quase metade dos nossos pensamentos não estão relacionados com o que estamos fazendo. Esse fato levanta questões: “Como esta atividade cerebral afeta nossa felicidade?” E “Faz-nos mais felizes (ou não)?”

Muitas pesquisas sobre os fatores que contribuem para a felicidade focam em fatores como renda, gênero, educação e casamento, mas como o psicólogo de Harvard Matt Killingsworth mencionou em Greater Good, “Fatores como estes não parecem ter efeitos particularmente fortes.”

Parece, de acordo com Killingsworth, que os aspectos fugazes de nossas vidas, como o que estamos fazendo, com quem estamos, e o que estamos pensando, têm uma grande influência sobre a nossa felicidade. E, no entanto, estes são os fatores que mais difíceis para os cientistas para estudarem. Isso levou Killingsworth e Daniel T.Gilbert a testarem a influência que esses fatores têm sobre a felicidade.

A pesquisa

a ciência2O Segredo – Jovem

O estudo de Harvard intitulado “A Wandering Mind is an Unhappy Mind” (Uma Mente Vagante é uma Mente Infeliz”, fez uso de uma técnica não convencional conhecida como experiência de amostragem – onde as pessoas foram interrompidas em vários intervalos durante o dia. Esta técnica é extremamente poderosa. Ela permite que você encontre grandes padrões de pensamento e comportamento humano, desenvolva um retrato de alguém, e encontre correlações distintas entre pensamentos, ações e felicidade.

Os psicólogos desenvolveram um aplicativo para iPhone para provarem pensamentos, sentimentos e ações em curso. Em intervalos ao longo do dia, as pessoas recebiam um breve questionário sobre a sua experiência naquele momento, pouco antes do sinal.

Perguntaram como elas se sentiam (em uma escala de muito mal a muito bem), o que estavam fazendo (22 atividades, incluindo assistir televisão e comer foram eram as opções) e se estavam pensando em outra coisa. Elas podiam responder sim ou não a esta última pergunta. Se respondessem que estavam pensando em outra coisa, perguntavam se os sentimentos eram neutros, desagradáveis ou agradável.

Um grupo diverso – com idades entre 18 a 80 anos, representando uma ampla gama de renda, níveis de escolaridade e status conjugal e nacionalidades – de 15.000 pessoas fez parte da amostra. Isto permitiu que os pesquisadores reunissem mais de 650 000 relatórios em tempo real.

Nossa mente vagueia ao redor Infelicidade

O estudo constatou que em 47% das vezes, as pessoas estavam pensando em outra coisa que não a sua atividade atual. Isto variou entre as 22 atividades – de 65% na atividade tomar banho, 50% quando se trabalha, 40% durante exercícios, e 10% durante relações íntimas. Nossas mentes trabalham uma quantidade considerável de tempo, mesmo quando estamos descansando e seguindo as instruções de não pensarmos em nada, em particular.

De acordo com a psicologia, se a sua mente vagueia muitas vezes, há uma chance de 85% de você estar inconscientemente infeliz com sua vida. Este estudo apoia esta afirmação. Verificou-se que as pessoas eram significativamente menos felizes quando suas mentes estavam vagando, do que quando não estavam, e o tamanho do efeito é considerável. Nas palavras de Killingsworth:

“… A frequência com a qual a mente de uma pessoa divaga, e no que ela pensa quando isso acontece, mostra muito mais a felicidade dessa pessoa do que a quantidade de dinheiro que ela tem, por exemplo.”

Isto é válido para todas as 22 atividades. Isto pode ser explicado pelo fato de que quando nossas mentes vagam, muitas vezes pensamos sobre coisas negativas e desagradáveis – nossas preocupações, ansiedades, e até mesmo os nossos arrependimentos. Estes, por sua vez, têm um grande impacto sobre a nossa felicidade.

Como a presença mental afeta a felicidade

Os dados do estudo Grupo Harvard também apontam para o fato de que nossa felicidade não é determinada pela forma como gastamos o nosso dia. Pelo contrário, tem a ver com o estar presente.

Presença Mental, onde se combinam nossos pensamentos e ações específicas, é uma preditora maciça de nossa felicidade, e deve ser cultivada para uma vida mais feliz. No entanto, como disse Killingsworth, “A lição aqui não é que devemos parar de deixar nossa mente vaguear, afinal, a nossa capacidade de revisitar o passado e imaginar o futuro é extremamente útil, e algum grau de divagação mental é provavelmente inevitável. ”

O sugerido é cultivarmos maneiras de reduzir esses passeios da mente (por exemplo, com a prática de meditação), pois esta última análise vai melhorar a qualidade de sua vida, te ajudar de forma mais eficaz a lidar com momentos ruins, alcançar uma maior apreciação dos bons momentos e tornar-se mais feliz.

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Traduzido pela equipe de O SegredoFonte: Life Hack

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Tipos de humor que podem indicar problemas mentais

O comportamento humano é tão rico em sinais e indicações do que se passa entre nossas duas orelhas que até no senso de humor de um indivíduo é possível constatar desequilíbrios psicológicos. Confira seis situações e seus possíveis problemas:

1. Achar graça na dor alheia

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Este item na verdade não aborda um transtorno mental, mas sim uma reação estranha que a maioria das pessoas tem. Quantas vezes você já riu da desgraça alheia? Você se sentiu um monstro por ter feito isso? Calma, isso é normal.

Em 1961, o psicólogo Stanley Milgram da Universidade de Yale fez um estudo muito diferente: ele convenceu os participantes da pesquisa que eles estavam dando choques cada vez mais fortes em outras pessoas. Sempre que eles apertavam o “botão da dor”, muitos voluntários acabavam caindo na risada. “Eram risadas que pareciam fora de lugar, até bizarras”, diz ele.

Ao estudar essas risadas, ele percebeu que elas não eram por alegria, mas sim por nervosismo. Inconscientemente, os participantes riam para tentar convencer a si mesmos e àqueles ao seu redor de que a situação era melhor do que realmente era.

2. Falta de senso de humor

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O humor é subjetivo. Para uma piada ser engraçada para você, ela deve entrar em ressonância com seus valores e crenças pessoais. Isso quer dizer que se você vive em uma situação de constante mentira sobre seus valores e crenças, nada mais vai parecer engraçado. Isso se aplica a pessoas desiludidas com a vida.

Um estudo conduzido por Robert Lynch, um antropólogo e comediante stand-up, avaliou as reações a piadas de um grupo de alunos universitários. Para saber se as reações eram sinceras, um sistema de código de ação facial foi utilizado.

Assim, Robert confirmou sua hipótese de que aqueles mais desiludidos com a vida davam menos risadas genuínas. Isso não quer dizer que essas pessoas não sorriam ou riam, mas sim que elas não eram sinceras.

3. Rir apenas dos outros e nunca de si mesmo

 

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Quem sofre de transtorno de personalidade narcisista pode apreciar apenas um tipo muito específico de humor: aquele que não se aplica à ele. Isso quer dizer que ele não ri de si mesmo, se leva muito à sério. A mínima observação que não seja positiva sobre esta pessoa resulta em uma reação exagerada.

Um fato curioso sobre esse transtorno é que estudos confirmam que aqueles haters que frequentam as seções de comentários dos sites geralmente são narcisistas, mas também podem ser psicopatas e sádicos.

4. Senso de humor negro

 

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Psicólogos notam que workaholics perdem gradualmente a habilidade de apreciar ou criar humor. O senso de humor dessas pessoas se restringe à humor negro ou depreciativo, que subconscientemente pode ter como função afastar assuntos não relacionados ao trabalho dos temas de conversa.

Casamentos de workaholics tendem a terminar em divórcio, e filhos de workaholics são mais propensos a ter depressão quando adultos.

Em estágios avançados de vício pelo trabalho, as pessoas podem perder completamente a habilidade de curtir qualquer tipo de humor. Eles viram grandes reclamões.

5. Dificuldade em captar sarcasmo

 

sarcasmo

Processar sarcasmo não é tão simples quanto parece. É preciso analisar o contexto, o tom de voz e a linguagem corporal do interlocutor. Crianças pequenas, por exemplo, têm mais dificuldade em captar o sarcasmo.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco descobriram que pessoas com demência frontotemporal têm dificuldade em detectar sarcasmo. Outras condições como autismo, lesões cerebrais, esquizofrenia e até derrames podem estar por trás de uma dificuldade em entender este tipo de linguagem.

6. Obsessão por trocadilhos

 

trocadilho

Por cinco anos um paciente – chamado de “Derek” pela comunidade médica – mostrou uma obsessão tão grande por trocadilhos que até chegava a acordar sua esposa durante a noite para dividir sua nova criação genial.

Incomoda com esta mudança estranha de comportamento, ela o convenceu a ir a um médico. Eles descobriram que dois derrames danificaram os lobos frontais de Derek.

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Nossa maluquez: conheça cinco transtornos modernos

Ficar sem celular, buscar corpo perfeito, invejar diversão alheia, trabalhar à exaustão e jogos virtuais estão entre as manias

POR NATASHA MAZZACARO

Neurótico moderno – André Mello / Agência O Globo

A Revista O GLOBO adverte: a leitura desta reportagem pode provocar coceira, bolinhas vermelhas e ziquizira. Se persistirem os sintomas, os conselhos de um médico, uma benzedeira ou um amigo podem vir a calhar. Porque sim, temos mais conforto, estamos mais conectados e podemos sair por aí nos divertindo ao caçar pokémons no meio da rua. Mas, por outro lado, estamos sofrendo, sem nem perceber, as consequências e as cobranças de uma vida ligada a 220 volts.

E nem pense que este texto é sobre depressão, ansiedade, estresse ou síndrome do pânico. Estamos falando de transtornos muito mais esquisitos, frutos do século XXI, como vigorexia, nomofobia, fomo, burn out e Google effect, por exemplo.

Agora, um aviso: se você é do tipo hipocondríaco, que acha que sofre de tudo o que lê, saiba que corre um sério risco de se tornar também cibercondríaco — aquele indivíduo mais que proativo, que não espera um diagnóstico. Ele procura a mazela no Google. E, convenhamos, se este enfermo em questão não for médico, nada bom pode sair disso. Para estes, realmente, desaconselhamos as páginas a seguir.

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Jogos, cibercondria e Google effect

A internet e os seus

Prozacs virtuais

O que fisga o seu cérebro – André Mello / Agência O Globo

Há seis anos, a Coreia do Sul tentou instaurar a chamada Lei da Cinderela, espécie de toque de recolher para adolescentes, proibindo da meia-noite às 6h os jogos virtuais. Estava formado o pandemônio: crianças abriram o berreiro, adolescentes fizeram “esquemas hacker” para dar suas tecladelas por meio de servidores ocidentais, companhias ameaçaram bloquear todas as contas, e os pais processaram o governo em nome da tão prezada liberdade de jogar. Mas por que um país que tem o videogame tão enraizado na cultural nacional — por lá, partidas são exibidas em canais abertos, em horário nobre, fazendo de alguns jogadores ídolos da pátria — queria tomar um atitude tão impopular? Bom, cerca de 90% dos sul-coreanos têm internet banda larga, o que, consequentemente, criou um problema de saúde pública. Não é um caso isolado. Na mesma época, na China, havia dez milhões de viciados em internet e 400 centros de reabilitação.
Depois de oito minutos jogando, o cérebro começa a fabricar doses consideráveis de dopamina – André Mello / Agência O Globo
O psicólogo Cristiano Nabuco, que coordena o Núcleo de Dependências Tecnológicas da USP, ajuda a entender. Ao nos conectarmos, nosso cérebro reage de forma semelhante ao de alguém que consome algum tipo de droga. Sabe-se que, depois de oito minutos, uma dose considerável de dopamina — neurotransmissor ligado à sensação de prazer — começa a ser liberada. Este é o aspecto bioquímico. Mas há ainda o psicológico.

— À medida que você se envolve, buscando essa sensação renovada de euforia, você se anestesia dos aspectos negativos do seu entorno. É um Prozac virtual. A pessoa consegue ser alguém que não pode ser na vida real, então se isola. É um mundo paralelo, movido a doses de dopamina na veia de oito em oito minutos. Tenho paciente que fica 60 horas sem sair do computador.

Por esses motivos, o jornalista de tecnologia Carlos Alberto Teixeira, do GLOBO, preferiu passar longe da onda do Pokémon Go. Há alguns anos, ele já havia sido fisgado pela Ingress, um outro jogo de realidade aumentada. Depois de sair do trabalho, resolveu jogar algumas horas antes de ir para casa. Não deu outra, cansado, chocou o carro contra outro veículo, numa batida bem real.

— Foi aí que eu percebi que estava viciado. Você comeca a ver coisas. Quando vi, estava andando de Niterói até a Cidade Nova, no Rio, para jogar. Teve briga, assalto e até morte por atropelamento por causa do Ingress — lembra.

Quer mais? Dos problemas desta geração internet, ainda há o sleep texting (sonâmbulo que responde mensagens e até faz compras pela internet), o cibercondríaco e o Google effect, que deixa o nosso cérebro mais “preguiçoso”. Confiamos que iremos achar qualquer coisa na internet, então não retemos mais as informações.

— A consolidação da memória acontece à noite, quando o organismo desacelera, liberando melatonina. Quando você fica no computador até tarde, as células dos olhos mandam informação de que ainda há luz. Por isso, seu corpo não consegue entrar no sono profundo, o REM, em que se consolida tudo o que você aprendeu.

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NOMOFOBIA

ALICES NO PAÍS DO

WHATSAPP

Você, provavelmente, já ouviu falar do médico russo Ivan Pavlov — cujos cachorros, acostumados a ouvir uma sineta ao ser alimentados, começavam a salivar toda vez que ouviam o barulhinho, estando o prato cheio ou não. Pois bem, cem anos depois dessa experiência, pode-se afirmar que os nossos celulares viraram grandes bifes suculentos, enquanto nós, seres humanos modernos, viramos cães insaciavelmente gulosos. Basta ouvir um “pim” vindo do aparelho para interromper o que estamos fazendo e checar nossos telefones, como totós esperando por um biscoitinho. Trata-se de um reflexo condicionado, explica o psicopedagogo Eugênio Cunha, mestre em Tecnologia da Informação e Comunicação.

A falta de celular provoca até síndrome do toque fantasma – André Mello / Agência O Globo

— É um sistema de recompensa. Ficamos o tempo todo checando o celular, na esperança de um novo compartilhamento, de uma mensagem, de um post. O cérebro recebe uma gratificação química e vivemos nessa expectativa. Vira vício.

E este vício já tem nome e desdobramento: nomofobia ou medo de ficar sem celular. Traduz-se por aquele indivíduo que entra em pânico ao perceber que o telefone vai ficar sem bateria, crédito ou sinal. Isso porque o homem moderno criou uma relação de dependência com o dito-cujo: seja para pagar contas, checar o trânsito, ver o horário do cinema, tirar uma foto ou até, quem diria, telefonar. Sem este dispositivo, nos sentimos, mais ou menos, quando a luz acabava e não sabíamos o que fazer. Pois bem, o nomofóbico sente tudo isso, mas em outro nível, expresso por um terror irracional.

— Ninguém quer voltar para o mundo analógico, mas nem todos estão preparados para a dependência digital. Existe até a Síndrome do Toque Fantasma. Não tem gente que perde a perna e relata sentir dor naquele membro? Da mesma forma, algumas pessoas sentem o celular vibrando e só então se dão conta de que não estão com o aparelho ligado ou por perto. Gera uma obsessão — diz o professor.

No Brasil, não há pesquisas para mensurar o tamanho do problema. Mas nos Estados Unidos, sim. Que rufem os tambores: segundo o Pew Research Center, 55% dos americanos usam o celular no carro; 35%, no cinema; 33%, num encontro romântico; 19%, na igreja; 12%, no chuveiro (!); e, pasmem, 9% sacam o celular enquanto fazem sexo.

O ator Álamo Facó está longe de ser nomofóbico — para provar, há que se registrar que ele só atendeu à ligação para esta entrevista na quarta tentativa. Há alguns anos, porém, uma certa dependência chegou a incomodá-lo.

— Estava no meio da terapia quando chequei o telefone pela terceira vez — conta rindo, sem neura. — Percebi que estava indo longe demais quando sonhei que vivia no mundo do WhatsApp. Hoje, desligo o wi-fi da casa inteira antes de ir para a cama.

 

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VIGOREXIA

BARBIES E KENS

HUMANOS

Se o Narciso da mitologia grega vivesse nos dias de hoje, provavelmente não teria definhado, apaixonado pela própria imagem refletida na lagoa de Eco. Em 2016, o rapaz teria se olhado no espelho e pensado: “Não gostei. Este abdome poderia estar mais durinho.” Não que o Narciso contemporâneo estivesse mais feio. O problema é que ele se veria de forma diferente. Diversas pesquisas feitas mundo afora apontam que, não importa o sexo, todos se veem de uma maneira que não corresponde à realidade.

Segundo a antropóloga Mirian Goldenberg, homens tendem a se enxergar menores (tórax, perna, pênis), enquanto as mulheres se veem maiores – André Mello / Agência O Globo

E há até um certo padrão nisso. A antropóloga e professora da UFRJ Mirian Goldenberg explica que os homens tendem a se enxergar menores (tórax, perna, pênis), enquanto as mulheres se veem maiores.

— De certa forma, isso é até positivo. Se você observar as pessoas que são muito seguras, autoconfiantes, elas também são desagradáveis no convívio. Uma certa dose de insegurança faz até bem. O problema é quando vira patológico e dificulta as relações, te impedindo de viver plenamente — diz ela.

Esta patologia em questão se chama vigorexia ou dismorfia corporal. Encaixam-se nesta definição tanto as pessoas que fazem dezenas de cirurgias plásticas (a ponto de o paciente ficar deformado), como as Barbies e Kens humanos que surgem vez por outra, quanto aquelas pessoas aficionadas por músculos que fazem uso de subterfúgios pouco ortodoxos para ficar fortonas.

O psicólogo Thiago Amaro Machado, do Hospital Albert Einstein, frisa que os padrões mudam de tempos em tempos e de país para país. Nos anos 1950, as mulheres tinham que ter quadris largos; nos 1990, peitos grandes. Enquanto na Argentina as moças são magérrimas (há muito mais casos de anorexia entre nossas hermanas), no Brasil, os jovens saem à procura de músculos definidos. Segundo o psicólogo João Oliveira, malhadores desenfreados também entram nesse quesito.

— Tenho uma paciente que, se ficar sem fazer atividade física, tem taquicardia. Quando viaja, acorda às 4h para se exercitar. Ela chegou a ser atropelada enquanto andava de bicicleta. Seu corpo criou uma dependência de endorfina — enumera o psicólogo.

Mirian argumenta que a paciente em questão não tem culpa no cartório. É um padrão importado de fora, somado a inúmeras facilidades. O Brasil é, por exemplo, o primeiro em cirurgias plásticas, venda de tintura loura para cabelo e remédio para emagrecer.

— Há 20 anos, perguntávamos: “Por que você vai fazer cirurgia?” Hoje, é: “Por que você não faz cirurgia?” O que ajuda muito é pensar que todo mundo sofre pelas mesmas coisas. Quando você descobre isso, é libertador. Você começa a rir do seu “fracasso” — diz a antropóloga.

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BURN OUT

MACONHA

EMBURRECE MENOS

Imagine que, após um longo dia de trabalho, seus neurônios resolvam cruzar os braços, entrar em greve e dizer: “Chega, não aguentamos mais.” É quase isso que acontece na síndrome de burn out, nome utilizado pelos especialistas para denominar o esgotamento (físico e/ou mental), provocado, na grande maioria das vezes, por excesso ou más condições de trabalho. Pois bem, no Brasil, ocorrem tantos piquetes cerebrais que estamos virando praticamente a França nessa seara neurossindical.

Burn out tem taxas recorde no Brasil – André Mello / Agência O Globo

A psicóloga Ana Maria Rossi, presidente do International Stress Management Association (Isma-BR), que faz pesquisas sobre o tema desde 2005, diz que o Brasil é um dos campeões em casos de burn out. Segundo a pesquisadora, 72% dos brasileiros economicamente ativos estão estressados (na Inglaterra, são 70%). Deste bolo, 32% apresentam algum nível de esgotamento, contra 24% dos Estados Unidos. E a situação fica ainda mais preocupante quando se sabe que o índice subiu 2% de 2014 para cá.

— Acho que este número é tão grande porque nunca houve uma situação de tanta incerteza, de condições tão ruins de trabalho, de demissões em massa, como agora. Observamos um aumento de casos de depressão e de crises de pânico provocadas por estresse — diz Ana Maria.

O quadro sintomático se caracteriza por exaustão, ceticismo (insensibilidade com outros) e ineficácia (produtividade baixa). Por isso, pessoas que sofrem da síndrome tendem a trabalhar cinco horas a mais por semana — elas precisam refazer a mesma tarefa várias vezes.

E convenhamos, estressados ou não, já está bem difícil de se concentrar. Uma pesquisa da Universidade de Harvard provou que se você está escrevendo, falando ao telefone e olhando WhatsApp, ou seja, fazendo três tarefas ao mesmo tempo (quem nunca?), seu quociente de inteligência (QI) baixa de cinco a sete pontos. Só para se ter uma ideia, fumar maconha faz o QI descer quatro pontos. Ou seja…

— Ficamos burrinhos — conclui com uma risada a psicanalista Sofia Bauer. — Tenho duas premissas. A primeira é a de que menos é mais. Nossa cultura é a do “no pain no gain” (sem dor, sem ganho), mas não é bem assim que funciona. É melhor trabalhar menos tempo, mas mais focado. E a segunda é a meditação. Outro estudo de Harvard descobriu que ela aumenta a atividade do córtex pré-frontal esquerdo, responsável pela concentração. Cinco minutos bastam — prega.

Então, se os seus neurônios estiverem organizando um motim, lembre-se das dicas: desligue alertas de Facebook e WhatsApp (você leva dez minutos para voltar a se concentrar) e faça pausas de dez minutos a cada duas horas.

Sinto informar, caro leitor, que você foi ludibriado. A grama do vizinho é, certas vezes, realmente mais bonita. Mas digamos que ele só mostre a parte da frente do jardim, com suas florzinhas e abelhinhas saltitantes? E a de trás é um vasto terreno infértil, cheio de entulhos de 1916? Esta metáfora primaveril se aplica como uma luva de jardineiro às redes sociais.

Fomo é o “famoso medo de ficar de fora”, tão presente nas redes sociais – André Mello / Agência O Globo

Somos bombardeados o tempo todo com o jantar do fulano no Instagram, a viagem do beltrano no Facebook, a festa do sicrano do Snapchat. E você em casa, de pijama…

O que não pensamos é quando fulano, beltrano e sicrano vestem seus respectivos pijamas para ficar no sofá. Afinal de contas, como lembra a psicóloga Ana Maria de Albuquerque Lima, ninguém (ou quase ninguém — a cantora Miley Cyrus, por exemplo, posta fotos fazendo depilação e xixi) exibe na internet o seu lado entediante. Por isso, achamos que estamos sempre perdendo alguma coisa. É o que os especialistas definem como Fear of Missing Out (Fomo) ou medo de ficar de fora.

A antropóloga Mirian Goldenberg lembra que todas as pesquisas que medem o grau de felicidade das pessoas apontam dois quesitos fundamentais para a tristeza: comparação e falta de econhecimento. E adivinhe o que as redes sociais mais evidenciam?

— Há alguns anos, você se comparava com pouquíssimas pessoas: cunhada, prima, vizinho. Hoje, o que era distante se tornou próximo, e a ideia de reconhecimento e de aprovação vem dos likes do Facebook — diz.

Mirian lembra de outra pesquisa relacionada à felicidade. Ofereceram R$ 15 mil a quem ganhava R$ 10 mil. Assim, estaria equiparado a quem tinha o salário mais alto. Para surpresa dos estudiosos, o candidato preferiria ganhar menos, R$ 11 mil, se a remuneração do restante fosse diminuída para R$ 10 mil. É um ganho subjetivo: o de ser superior.

Para Cristiano Nabuco, do Núcleo de Dependências Tecnológicas da USP, a opinião dos outros é o que importa. E obter aquele tão sonhado reconhecimento social gera um processo de estresse e de ansiedade:

— Isso explica por que quase 90% das fotos postadas nas redes sociais são retocadas. É como se o indivíduo tentasse calibrar o que tem de melhor para mostrar para os outros. Quanto maior o número de postagens, maior é a necessidade de aprovação. O cruel é que, às vezes, o sujeito erra na mão, provocando o efeito que justamente desejava evitar: vira um chato, e as pessoas passam a evitá-lo.

Depois disso, haja fertilizante para deixar a tal grama mais bonita…

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