Nutricionista explica a importância de aliar sabor e nutrição à mesa

A alimentação só é considerada balanceada quando contém quantidades adequadas de vitaminas, proteínas, carboidratos e minerais para que o organismo e a mente trabalhem melhor e mantenham a saúde sempre em dia. Mas desenvolver bons hábitos alimentares não significa comer sem prazer.

A alimentação só é considerada balanceada quando contém quantidades adequadas de vitaminas, proteínas, carboidratos e minerais para que o organismo e a mente trabalhem melhor e mantenham a saúde sempre em dia. Mas desenvolver bons hábitos alimentares não significa comer sem prazer.

De acordo com Vanderli Marchiori, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias do Trigo (ABITRIGO), a hora da refeição deve ser um momento de calma, amor e satisfação. “A ausência de prazer durante a alimentação pode ser o grande gatilho para o aparecimento de compulsões e transtornos psiquiátricos, como anorexia, bulimia, entre outros”, explica.

Com a facilidade ao acesso e troca de informações por meio da internet, dicas e mitos sobre cardápios restritivos são veiculados na mídia e em blogs por pessoas não especializadas e sem a menor responsabilidade pelo impacto das mensagens transmitidas. Com tanta “desinformação” e modismos, muitas vezes a tarefa de montar um prato saudável pode parecer difícil. “A busca pelo corpo ideal em tempo recorde leva homens e mulheres a dietas malucas que certamente prejudicam em curto ou médio prazo a saúde. Por isso, apresentar um comportamento de inclusão dos alimentos e fazer com que isso vire hábito é muito importante”, conclui Vanderli.

Por fim, a nutricionista explica que seguir uma dieta indicada por algum familiar, amigo ou por blogueiros e celebridades pode ser muito prejudicial à saúde. “O ideal é procurar um profissional de nutrição para que as orientações sejam feitas de acordo com as necessidades e objetivos de cada paciente, sem deixar de lado a prática de atividades físicas, que aliada à alimentação garante resultados satisfatórios”, conclui.

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa

5 inovações tecnológicas que monitoram a saúde

A tecnologia e a medicina caminham lado a lado de forma a proporcionar um monitoramento mais eficaz do estado de saúde dos indivíduos. Seja para uso em casa, seja na aplicação em consultórios e clínicas, pequenos aparelhos são capazes de fornecer resultados bastante precisos e adiantar diagnósticos, auxiliando no tratamento.

No caso de equipamentos que podem ser utilizados pelo próprio paciente é importante estar atento a algumas questões. Sempre verifique se o aparelho tem uso permitido no Brasil, consulte o médico caso algum resultado apresente anormalidades, e jamais faça automedicação. O uso destes aparelhos não substitui os exames de rotina.

Selecionamos, entre muitas, cinco inovações que facilitam a vida de médicos e demais profissionais de saúde e também de pacientes e seus familiares. Confira!

Monitores arteriais digitais

No lugar dos clássicos aparelhos de pressão que são inflados e apresentam leitura analógica, os mais modernos monitores arteriais digitais pedem apenas que um botão seja pressionado e pronto: dados como pressão e batimentos cardíacos são mostrados aos pacientes. Alguns modelos mais avançados podem ser conectados ao smartphone e oferecem um monitoramento detalhado por meio de aplicativos específicos.

Balanças inteligentes

Já existem modelos de balanças que fazem muito mais do que apenas indicar qual é o seu peso atual. Alguns equipamentos se conectam à internet e fornecem dados precisos sobre as medidas individuais, oferecendo inclusive gráficos de evolução de perda ou ganho de peso.

Ultrassom portátil

Com uso indicado em clínicas, consultórios, unidades móveis de atenção à saúde, veterinários e outros centros especializados, o aparelho de ultrassom portátil é ideal para fornecer resultados rápidos e proporcionar atendimento ágil nas mais diversas situações.

Impressoras 3D

As impressoras 3D cada vez mais desempenham um papel importante no meio médico. De exoesqueletos a cartilagens, de próteses a vértebras, a impressora certamente ainda tem muito a trazer para a área da saúde.

Aplicativos de saúde

Aqui a lista é bem ampla, e atende as mais diversas necessidades. Em um mundo cada vez mais conectado, não faltam aplicativos para desktop ou smartphone que monitoram os mais diversos aspectos da nossa saúde, do ciclo menstrual à detecção de pintas suspeitas na pele.

Neuromarketing: entendendo o cérebro do consumidor

Unindo marketing e ciência, o neuromarketing nos ajuda a entender as decisões dos consumidores.

Entender e conhecer o consumidor não são tarefas fáceis. Se você pensa que questioná-lo sobre seus sentimentos e desejos é o suficiente, está na hora de rever seus conceitos. Diversos estudos já comprovaram que o cérebro é um dos principais responsáveis pelas escolhas das pessoas. E é claro que isso também se reflete no seu comportamento de compra.

Sabemos que de uns tempos para cá nossa sociedade tem mudado e uma nova consciência de consumo aparecido. Mais do que nunca, precisamos entender melhor um conceito importante no processo de conhecimento real do cliente: o neuromarketing. Pode parecer besteira, mas a neurociência explica, e muito, o motivo de diversas decisões, inclusive na hora da compra.

Por muitas vezes ouvi falar sobre esse tema e sempre pensava: “cara, isso não faz sentido”. Porém, com o tempo e a necessidade de me reinventar, resolvi estudar um pouco mais o conceito. A primeira coisa que fiz quando comecei minha empreitada foi me colocar no lugar do consumidor. Comecei a “racionalizar” o que de fato me fazia preferir um produto ou outro. A conclusão que cheguei? É que o neuromarketing faz toda a diferença na estratégia de uma empresa, principalmente na sua comunicação com o cliente. Afinal de contas, é aí que você mostra quem é e ao que veio. Então, vamos nessa aprender um pouco mais sobre isso?

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Mas, afinal, o que é o neuromarketing?

O termo se refere a um dos temas mais recentes estudado pelos profissionais de Marketing. Sua essência vem da união da neurociência com a pesquisa do comportamento do consumidor. Em resumo, a neurociência estuda como o cérebro e o sistema nervoso influenciam as decisões das pessoas. O Marketing, com base nessas informações, tenta entender de que forma isso pode ser aplicado em suas ações.

Ao unir Marketing e Ciência, fica mais fácil compreender a lógica de consumo, ou seja, o que leva as pessoas a terem interesse por um determinado produto. Os estudos levam em consideração as reações cerebrais aos estímulos externos e já comprovaram que as decisões de consumo são oriundas do subconsciente. As análises dessas reações geralmente são feitas por exames como a ressonância magnética funcional e o eletroencefalograma, que captam as atividades neurológicas.

Parece muito blá blá blá, né? Mas pesquisas realizadas por especialistas no assunto comprovaram que estimular memórias, emoções e experiências positivas é o que faz um cliente se lembrar e se afeiçoar a uma determinada marca. Essas informações são poderosas quando se quer atingir em cheio o coração dos nossos consumidores. As técnicas de Marketing, com base nesses estudos, podem ser aplicadas em qualquer material publicitário, seja online ou físico.

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Toda essa história de neuromarketing teve dois precursores: um professor de Marketing da Holanda, chamado Ale Smidts, e o médico-pesquisador norte-americano de Harvard, Gerald Zaltman. Os estudos tomaram forma a partir de 1990 e os benefícios que eles podem trazer aos empresários, entre outros, envolvem:

– Criação de campanhas mais focadas nas respostas do subconsciente dos consumidores;

– Entender as reações dos clientes a itens como cor, som, cheiro, textura, formato, sabor, entre outras características do produto;

– Entender as reações dos clientes previamente à finalização de campanhas publicitárias;

– Aplicação de pesquisas de desenvolvimento de produtos ou campanhas com resultados mais próximos à realidade.

E como posso aplicar isso à minha realidade?

Bom, nem sempre é fácil aplicar os conceitos de neuromarketing no seu negócio. Aqui, tentaremos dar uma ideia de como isso pode ser feito. Existem algumas técnicas que você pode aplicar na sua comunicação com o cliente que ajudam a “atingir o cérebro do consumidor”. Pela minha experiência como jornalista e empreendedora, essas dicas são super úteis a partir do momento em que você conhece bem o seu consumidor e sabe como e para quem está falando. Sem isso, elas podem acabar sendo mais um “tiro no pé”. Por isso, recomendo que antes de colocá-las em prática você avalie quais são as principais “dores” dos seus clientes. Vamos lá?

1) Mostre ao consumidor que ele não pode viver sem o seu produto! Em outras palavras, aproveite situações corriqueiras do dia a dia do seu consumidor para mostrar para ele como tudo pode ser mais fácil ao adquirir seu produto ou serviço. As relações custo x benefício e vantagens x desvantagens podem ajudar nesse processo de comunicação com o consumidor. Use-as principalmente nas campanhas publicitárias e peças gráficas que produzir. Também vale para suas publicações nas redes sociais.

2) Use linguagem simples, direta e familiar. Vai falar com o cliente? Aplique essa técnica. Vai produzir uma campanha? Faça o mesmo. Ou seja, em qualquer ponto de contato com o seu cliente essa é a melhor forma de atingir o “coração” e, consequentemente, o “cérebro” dele. Conhecendo bem o seu público, não há erro na definição dessa “voz”.

3) Mais é menos. Não adianta você acertar na “voz” e na construção de sua campanha se você “falar demais”. É comprovado cientificamente que a atenção e o foco são mantidos durante um período aproximado de três minutos. Portanto, seja objetivo. “Mais do mesmo” e “encher linguiça” não vão criar reações positivas nos seus clientes.

4) Estimule o visual e a emoção. O cérebro se apega a cores, sons, texturas, cheiros e tudo que gere de alguma forma sentimentos e emoções. Portanto, use isso a seu favor. Se você se colocar no lugar do consumidor, como seu produto atua nesse sentido? Ele tem uma cor ou embalagem que é só dele, como a Coca-Cola, por exemplo? Tem um cheiro próprio, como o das lojas Subway? Que sentimentos você passa para seus clientes através do seu produto ou serviço? Como o cérebro toma as suas decisões de forma inconsciente, estimular esses sentidos faz toda a diferença na hora do seu consumidor definir sua compra.

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Para aprofundar o conhecimento

Agora que você já sabe um pouco melhor o conceito e como pode usá-lo, queremos deixar algumas dicas de como se aprofundar no neuromarketing:

1) Leia o livro “A lógica do consumo”de Martin Lindstrom. Com casos reais ligados ao tema, o autor mostra as reações neurológicas a campanhas publicitárias e explica os fatores de sucesso de um produto com base na ciência.

2) Pesquise sobre a Psicologia do Consumo. Esse é outro campo de estudo bem interessante para entender melhor os sentimentos e emoções que envolvem o consumidor no processo de compra.

3) Entenda um pouco melhor o conceito de persona ou avatar. Nem tudo que vai servir para um grupo de consumidores, servirá para outro. Temos reações, emoções e sentimentos que variam de acordo com cada situação. O mesmo acontece com os produtos e serviços.

4) Se aprofunde nos conceitos de Neurociência do Consumidor e Neuroeconomia. Basicamente, o primeiro trata da aplicação de métodos científicos em pesquisas de mercado. O segundo refere-se ao estudo das reações neurológicas aos fatores econômicos.

5) Exercite o neuromarketing em você. Você também é consumidor, certo? Um bom teste é analisar as campanhas e produtos friamente. Sinta o que uma determinada peça publicitária te trás de sentimentos. Como você se sente ao consumir aquele produto? Essas sensações te ajudarão a achar o melhor caminho para o seu negócio.

Com um pouco de estudo e dedicação sem dúvida você estará preparado para encontrar o melhor caminho para incluir os conceitos e técnicas de neuromarketing nas suas interações com os consumidores. Eles serão essenciais, principalmente na definição de como você vai falar com ele. Já pensou o quão eficiente a sua comunicação pode se tornar se você o conhecer de forma tão profunda? E os lucros e benefícios que isso pode te trazer, então, nem se fala!

por, Ana Quintela Precci

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Descoberto um gene que causa a depressão

Cientistas russos identificaram um dos genes que causa a depressão, ao cabo de anos de uma procura que ainda não terminou, pois pode haver ainda dezenas por descobrir.

“Até agora não se tinha encontrado um único gene que fosse catalisador da depressão”, afirmou à agência Efe a bióloga Tatiana Axenovitch, professora no Instituto de Citologia e Genética de Novosibirsk, na Sibéria.

A procura pelos genes da depressão fez-se com computadores e modelos matemáticos de análise genética, usando dados estatísticos compilados pelo Centro Erasmo de Roterdão, que se dedica a estudar a doença, e pode ajudar a criar medicamentos mais eficazes.

Tatiana Axenovitch acrescentou que “foi muito difícil localizar o gene, porque não existe só um, ninguém sabe exatamente quantos são, mas podem ser dezenas”.

Com um gene identificado, poderão ser criados medicamentos novos contra uma doença que se tornou um problema de saúde pública e que depende em 40% de fatores genéticos e 60% de fatores ambientais.

“Por exemplo, com a ajuda do gene poder-se-á investigar mais profundamente o mecanismo que faz aparecer os sintomas depressivos”, destacou.

A investigadora afirmou que “as circunstâncias da vida e o stress a que se está sujeito são fatores decisivos” e salientou a dificuldade de fazer um diagnóstico, porque a doença se manifesta com gravidade, intensidade, duração e frequência diferentes.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, um dos principais obstáculos para curar a depressão é o diagnóstico errado, já que há pessoas que sofrem da doença e nunca são tratadas, enquanto, por outro lado, se receitam antidepressivos com demasiada ligeireza.

Os números da organização apontam para 350 milhões de pessoas afetadas pela depressão, a principal causa de incapacidade laboral no mundo.

Afeta mais mulheres que homens e estima-se que entre 08 a 15% das pessoas sofre de depressão durante a sua vida.

 

O cérebro adapta-se à desonestidade

Afinal, a quem mente muito não custa mentir. Aliás, quanto mais mentem, mais facilidade têm em ser desonestos, permitindo que o que começou por uma pequena transgressão se transforme numa aldrabice gigante, sem que se sintam mal por isso.

E eu que andava aqui cheia de pena do pobre Centeno, imaginando-o num sofrimento indizível sempre que repete que a dívida está controlada, condoída pela agonia de António Costa a jurar que a austeridade acabou com a mesma cara com que anuncia novos impostos, já para não falar nos que nos asseguraram um crescimento fantástico e mais investimento, para agora nos virem dizer que tanto faz.

Como tive a ingenuidade de acreditar que aqueles senhores que andaram a fazer campanha pelo Brexit, anunciando poupanças incalculáveis com a saída da Europa, andassem agora por aí de mão no estômago, à conta da úlcera.

 

Mas, afinal, andei a sofrer em vão. Pelo menos é o que indica a investigação levada a cabo por uma equipa da University College of London, publicada na Nature Neuroscience com o título de “O cérebro adapta-se à desonestidade” (que plagiei para título desta crônica). A experiência foi conduzida em 80 voluntários, dos 18 aos 65 anos, que deixaram que os seus cérebros fossem “fotografados” por ressonância magnética funcional (fMRI), enquanto se envolviam num sofisticado “jogo” que incluía enganar (ou não) um parceiro de equipa.

Ao que parece, o incômodo desagradável que a mentira provoca traduz-se numa ativação da amígdala (estrutura do cérebro), mas a novidade é que esse impacto se vai desvanecendo com a repetição, mesmo quando a cada conto se lhe acrescenta um ponto. Ou seja, o cérebro habitua-se, facilitando a mentira. Mais ainda, o limiar varia de pessoa para pessoa, e a partir da forma drástica com que baixa a atividade na área, ou seja, através da análise do historial do comportamento mentiroso, será possível prever a magnitude da desonestidade seguinte.

 

Orgulham-se os investigadores de terem revelado o mecanismo biológico que suporta o “slipery slope” – a escalada de pequenas desonestidades a transgressões maiores – atribuindo-o a um processo de “adaptação emocional”.

 

Mas se a todas as mentiras está subjacente a ideia de ganho – neste caso um ganho material -, pelos vistos aldraba-se com menos escrúpulos quando se imagina que os proventos beneficiarão também terceiros. Como se o “altruísmo” justificasse a desonestidade.

 

O que explicaria também, digo eu, a aparente à vontade com que muitos políticos mentem, certos de estarem assim a ajudar o governo de que fazem parte, o partido em que militam, ou até o bom povo que só ganha em ser mantido na ignorância.

 

Contudo, se o estudo conclui que a repetição é o segredo do mentiroso, dessensitizando-o, houve quem viesse avisar contra o perigo de generalizar o resultado de uma experiência de laboratório. Sem porem em causa o resultado, afirmam que no dia a dia não há oportunidade de mentir àquela velocidade, impedindo um desgaste tão rápido do incómodo provocado pela desonestidade. Seguramente estão certos, mas será que têm ligado a televisão ultimamente?

por, Isabel Stilwell (Jornalista e Escritora)

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