5 segredos da felicidade, segundo o ‘homem mais feliz do mundo’

5 segredos da felicidade, segundo o ‘homem mais feliz do mundo’

Cientistas estudaram o cérebro do monge budista Matthieu Ricard para entender por que ele é tão feliz; ele dá à BBC sua visão do que pode ajudar a atingir esse estado de espírito.

O monge budista Matthieu Ricard é a “pessoa mais feliz do mundo”. (Assista ao vídeo)

Esse título foi dado por cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, que estudaram seu cérebro.

Eles descobriram que Ricard produz um nível de ondas cerebrais de gama sem precedentes na literatura científica.

Essas ondas estão ligadas à capacidade de atenção, consciência, aprendizado e memória.

Além disso, Ricard manifesta um nível de atividade no seu córtex pré-frontal esquerdo bem acima do direito, o que reduz sua propensão à negatividade, explicaram os pesquisadores.

“Felicidade não é a busca infinita por uma série de experiências prazerosas. Isso é uma receita para a exaustão”, diz o monge tibetano.

Mas qual é, na visão dele, o segredo para tanta felicidade? Aos 70 anos, Ricard dá cinco conselhos.

1. Defina o que é felicidade

“Felicidade é um jeito de ser. É um estado mental ótimo, excepcionalmente saudável, que dá a você os recursos para lidar com os altos e baixos da vida.”

2. Seja paciente

“Não seja como uma criança que faz pirraça. ‘Eu quero ser feliz agora’, isso não funciona. A fruta amadurece com paciência e vira uma fruta e uma geleia deliciosas. Você não pode fazer isso com uma fruta verde. Leva tempo cultivar todas aquelas qualidades humanas fundamentais que geram bem-estar.”

3. Saiba que você pode treinar sua mente

“O que você fizer vai mudar seu cérebro. Se você aprender malabarismo, a mergulhar ou a esquiar, seu cérebro vai mudar. Da mesma forma, se você treinar sua concentração, se você treinar para ter mais compaixão, se você treinar para ser mais altruísta, seu cérebro vai mudar, você será uma pessoa diferente. Todas essas habilidades podem ser aprendidas, assim como tocar piano ou jogar xadrez.”

4. Pratique pouco e com frequência

“É como quando você rega as plantas no seu apartamento. Você precisa regar um pouco todos os dias. Se você derramar um balde uma vez por mês, a planta vai morrer. É melhor fazer sessões curtas de meditação com frequência do que uma muito longa de tempos em tempos, porque o processo de neuro-plasticidade não será ativado ou mantido.”

por,

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Como a mente, o cérebro e o corpo são ligados?

Apesar de todos os avanços na medicina e na ciência, os pesquisadores ainda não sabem dizer com convicção como – ou se – nossos corpos e mentes estão ligados. A relação entre mente, cérebro e corpo tem levantado questões entre filósofos e cientistas durante séculos. Em 1905, o médico francês Gabriel Beaurieux acreditava ter se comunicado com o prisioneiro Henri Languille depois que sua cabeça fora cortada de seu corpo.

“Eu chamei em uma voz forte, afiada: ‘Languille!’ Vi que as pálpebras se erguiam lentamente, sem qualquer contração espasmódica – insisto com determinação nessa peculiaridade -, mas com um movimento uniforme, bem distinto e normal, como acontece na vida cotidiana, com as pessoas acordadas ou arrancadas de seus pensamentos”, descreveu o médico na época.

Décadas depois, o cientista soviético Sergei Brukhonenko teria mantido a cabeça cortada de um cão por quase seis meses usando uma máquina primitiva que simulava as funções do coração e do pulmão.

O vídeo abaixo supostamente mostra a cabeça respondendo a estímulos de luz, som e ácido cítrico. Mas enquanto a pesquisa de Brukhonenko pode ter sido importante no desenvolvimento da cirurgia cardíaca, ela é mais frequentemente considerada como uma falsa propaganda da era soviética.

Consciência

As pesquisas sobre a consciência humana seguiram em frente desde estas observações iniciais. Mais recentemente, entretanto, os neurocientistas têm questionado como a matéria física se junta para construir a mente.

Em 1995, Francis Crick escreveu em The Astonishing Hypothesis que não somos nada mais do que uma “coleção imensamente complexa de neurônios”.

Esta hipótese é uma forma de fisicalismo redutivo – uma posição filosófica na qual a neurosciência moderna normalmente se encaixa – que diz que tudo na existência não é mais do que suas propriedades físicas.

Novamente usando a decapitação animal, embora desta vez com ratos, os neurocientistas exploraram a questão de quanto tempo a atividade cerebral é observada após a morte. Em um experimento de 2011, foi relatado que o tempo necessário para que ratos decapitados chegassem à inconsciência – definida por uma diminuição na atividade cognitiva de 50% – foi de 4 segundos.

Os pesquisadores também observaram mais tarde uma onda muito grande e lenta na atividade cerebral. Isso foi interpretado como o que eles chamaram de “onda de morte” – quando todos os neurônios do cérebro morrem ao mesmo tempo – e talvez, a fronteira final entre a vida e a morte.

Mas alguns acreditam que a mente é mais do que apenas a soma de suas células cerebrais físicas. Uma posição contrastante para o fisicalismo é a suposição dualista de que o físico e o mental são substâncias fundamentalmente diferentes.

Além disso, alguns filósofos e cientistas sugerem que “a informação pode ser a chave para a consciência”.

Consistente com essa ideia está a teoria da informação integrada, que aceita a existência da consciência, mas implica, de forma controversa, que qualquer coisa pode ser consciente – mesmo um smartphone – se possuir um “phi” suficientemente elevado: uma medida de informação em um sistema que não pode ser reduzida ao especificado pelas suas partes.

O nervo vago

Uma parte específica do corpo pode ajudar em uma melhor compreensão da ligação entre mente, cérebro e corpo: o nervo vago. Ele é o foco de pesquisa do professor Andrew H Kemp, da Swansea University, no Reino Unido.

“A função do nervo vago superior (medida e indexada pela variabilidade da frequência cardíaca) suporta a capacidade de uma pessoa para a regulação emocional, engajamento social e função cognitiva”, explica. “Por outro lado, a função vagal comprometida – e menor variabilidade da freqüência cardíaca – pode ter um papel no início da depressão”.

Segundo Kemp, o nervo vago não afeta apenas a mente. Níveis mais elevados de função vagal podem levar a uma melhor regulação da glicose, redução da inflamação e redução do risco de doença e morte.

Este nervo também é conhecido por desempenhar um papel importante na cognição do cérebro. Ele ajuda a suprimir estímulos irrelevantes e interferentes. Estudos também sugeriram que o nervo vago pode desempenhar um importante papel regulador sobre os processos inflamatórios, contribuindo para diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares – todos os quais também têm impacto na função cognitiva.

“Entretanto, pouca pesquisa foi feita para observar como o nervo vago afeta corpo e mente juntos”, diz o pesquisador. “Foi por isso que me uni a colegas para questionar se as relações anteriormente relatadas entre função vagal e desempenho cognitivo poderiam ser explicadas através de uma única via neurológica, psicológica e fisiológica”, conta.

“Dando suporte a essa possibilidade, observamos que o comprometimento da função vagal parece aumentar a resistência à insulina, o que contribui para o espessamento das artérias carótidas, o que, por sua vez, afeta adversamente a função cognitiva”.

Segundo ele, isto significa que a função vagal baixa inicia uma cascata de efeitos adversos que conduzem a uma deterioração cognitiva. Enquanto simples comportamentos saudáveis – perda de peso e exercícios, por exemplo – podem dar um ‘curto circuito’ em efeitos adversos sobre a função cerebral, mais pesquisas sobre as vias causais envolvidas ainda são necessárias para descobrir como o nervo vago conecta o corpo, o cérebro e a mente.

“Nossa pesquisa é um primeiro passo para descobrir como a saúde do corpo e da mente pode ser afetada por este único nervo. Mas é um passo em um caminho que, esperamos, irá se desenvolver com a nossa pesquisa em uma “psicologia positiva” para pessoas que vivem com distúrbios neurológicos”, afirma. [Science Alert]

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Batimentos cardíacos podem enganar percepções

Pessoas muito sensíveis a seus estados internos, como a consciência da pulsação do próprio sangue, tendem a ser mais propensas a transtornos de ansiedade e pânico

Você sente seu coração batendo? A maior parte das pessoas não consegue, a menos que estejam agitadas ou com medo. Isso ocorre porque, em condições normais, o cérebro disfarça essa percepção para garantir um equilíbrio delicado e necessário: precisamos ser capazes de sentir o músculo cardíaco disparar ocasionalmente para reconhecer o medo ou a excitação. Porém, perceber o ritmo constante na maior parte do tempo nos distrairia demais ou até nos enlouqueceria.

Atualmente, várias pesquisas sugerem, no entanto, que, devido à forma como o cérebro compensa (e disfarça) nossos batimentos, ele poderia estar vulnerável a ilusões sensoriais. Cientistas de uma equipe do Instituto de Tecnologia Federal Suíço, em Lausanne, conduziram uma série de estudos com 143 participantes e constataram que os voluntários levavam mais tempo para identificar um objeto que “aparecia e sumia” quando surgia em sincronia com seus batimentos cardíacos. Utilizando uma ressonância magnética funcional, os especialistas notaram também que a atividade na ínsula, uma área cerebral associada à autopercepção, era suprimida quando as pessoas viam essas imagens sincronizadas.

Os pesquisadores que conduziram o estudo, publicado em maio de 2016 no Journal of Neuroscience, sugerem que o objeto era suprimido pelo cérebro, pois se “misturava” com todas as outras alterações do corpo que ocorrem com cada batimento cardíaco, das quais não nos damos conta: os olhos fazem movimentos minúsculos, a pressão ocular muda ligeiramente, o tórax se expande e se contrai. “O cérebro ‘sabe’ que o batimento é proveniente da própria pessoa, por isso é como se não se incomodasse com as consequências sensoriais desses sinais”, diz Roy Salomon, um dos autores do estudo.

Outra pesquisa já havia mostrado que as pessoas percebem mais prontamente que um órgão ou membro de realidade virtual é realmente o seu próprio quando surge junto a um estímulo que “aparece e some” em sincronia com seus batimentos cardíacos. Na extremidade oposta do espectro estão resultados de estudos que revelam que as sensações cardíacas podem intensificar o processo de identificação de ameaças. Indivíduos detectam com mais facilidade imagens assustadoras que aparecem ao mesmo tempo que os batimentos cardíacos e as consideram mais intensas. Talvez em razão de um batimento cardíaco perceptível estar frequentemente associado ao medo e à ansiedade, o cérebro tende a confundir o estímulo sincronizado, como se estivesse associado à reação de estresse que nos impulsiona a lutar ou fugir.

A descoberta ajuda a explicar por que as pessoas muito sensíveis a seus estados internos, incluindo a consciência de seus batimentos cardíacos, tendem a ser mais propensas a transtornos de ansiedade e pânico. Para a maioria de nós, porém, o coração continua sua labuta sem ser notado – e pode ser que as peculiaridades perceptuais relacionadas também não estejam sendo notadas.

Esta matéria foi publicada originalmente na edição de abril da Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/2okoyWj 

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Artigo da ‘Science’ analisa as causas e formas da mentira

A revista Science publicou nesta quarta-feira (4) um estudo sobre a mentira, no qual aborda seus propósitos, técnicas, meios e consequências. O objetivo é explorar as muitas dimensões da mentira e por que as pessoas mentem, assim como entender se a tecnologia mudou nossas idéias ou opiniões sobre mentir. Esta lição faz parte de um grupo de lições que se concentram nas ciências sociais, comportamentais e econômicas, desenvolvidas pela Associação Americana para o Avanço da Ciência, e são financiadas pela National Science Foundation. Nesta lição, os alunos aprendem sobre os diferentes aspectos da mentira – o que é, por que o fazemos e como o fazemos. Eles também exploram se o advento da tecnologia mudou nossas idéias ou opiniões sobre mentir.

É importante considerar fatores ambientais e de desenvolvimento ao estudar a mentira. As crianças nascem em um ambiente social e cultural que afeta como aprendem a pensar e a se comportar, por meio da instrução, do exemplo, das recompensas e do castigo. Eles também são influenciados por amigos, pessoas próximas, parentes e pelos meios de comunicação. Como os indivíduos vão responder a todas essas influências tende a ser imprevisível. Há, no entanto, alguma semelhança substancial na forma como os indivíduos respondem ao mesmo padrão de influências – isto é, de serem criados na mesma cultura. Além disso, os padrões de comportamento induzidos culturalmente, como os padrões de fala, a linguagem corporal e até mesmo a mentira, ficam tão profundamente inseridos na mente humana que operam com frequência sem que os próprios indivíduos sejam plenamente conscientes deles. Pode se dizer que a mentira é um subproduto natural dessas influências.

Cada cultura inclui uma teia um pouco diferente de padrões e expectativas de comportamentos que são aceitáveis ou não. Comportamentos incomuns podem ser considerados meramente divertidos, desagradáveis ou punitivamente criminosos. As consequências sociais consideradas apropriadas para comportamentos inaceitáveis também variam amplamente entre si e de acordo com diferentes sociedades. Na área da mentira, os estudos giram em torno da compreensão de como as conseqüências sociais afetam a probabilidade e a natureza de mentir. O estudo científico da mentira é bastante complexo e difícil de se estudar.

Os alunos descobrem nesta lição que a tecnologia há muito tempo desempenha um papel no comportamento humano, mesmo na área da mentira. Na verdade, o crescimento tecnológico continua a influenciar e perpetuar o tipo, grau e frequência com que contamos mentiras. O advento dos telefones celulares e da Internet deu às pessoas mais meios e oportunidades através das quais podem contar mentiras, muitas vezes com mais segurança do que se estivessem mentindo pessoalmente. Por outro lado, observamos que os esforços da aplicação da lei ao longo dos anos para encontrar melhores meios tecnológicos para detectar a verdade da mentira. Tal como acontece com os seres humanos, estes esforços até agora têm sido pouco expressivos.

Os estudos sobre a mentira consideram as consequências pessoais e sociais de escolhas individuais em muitas áreas da vida. Eles precisam avaliar também acontecimentos que ocorrem na vida de seus amigos (ou seus próprios) e oferecem apenas escolhas indesejadas. Desta forma começamos a estudar os custos sociais da mentira e os benefícios de ser verdadeiro, que a maioria das pessoas aprende à medida que envelhece.

Existem muitos fatores sobre a mentira que não podem ser unicamente examinados de forma científica. Da mesma forma, existem crenças que – por sua própria natureza – não podem ser provadas ou refutadas. O esforço científico nessas áreas pode, no entanto, contribuir para a discussão de questões como a mentira, identificando as prováveis consequências de ações particulares, o que pode ser útil para avaliar alternativas.

Um equívoco para se manter em mente durante o estudo sobre a mentira é o de não perceber que  valores, crenças e atitudes podem diferir de cultura para cultura ou que as pessoas de outras culturas têm idéias diferentes porque suas situações são diferentes.

A ciência da mentira é um aspecto muito complexo, embora comum da vida. Devemos considerar as seguintes questões:

1. Que tipos de pessoas mentem?

2. Que habilidade única da comunicação humana torna a mentira possível?

3. Qual é a diferença entre mentir e se enganar, como forma de se defender?

4. Quais são alguns efeitos negativos da mentira na sociedade?

5. Por que é difícil para as pessoas reconhecer um mentirosos?

6. O que acontece às pessoas fisicamente quando mentem?

7. Por que os resultados de um teste de polígrafo não podem ser precisos?

8. Que outros métodos são usados para detectar a mentira?

9. Em que áreas você deve se concentrar na tentativa de detectar um mentiroso?

10. Quais são alguns sinais da mentira?

11. O que são “verdadeiras mentiras” e por que fazem a compreensão e a detecção de mentir tão difíceis?

Questões básicas da mentira verdadeira

Como é a sensação de mentir? E de falar a verdade?

Que tipo de preço os mentirosos pagam nessas situações?

Esta atividade fez de você um melhor detector de mentiras?

E se essa pessoa lhe dissesse a mesma história por e-mail? Você seria capaz de detectar se ele ou ela estava mentindo?

(Aceite todas as respostas razoáveis. Incentive os alunos a elaborarem suas respostas.)

Você também pode querer apontar as diferenças culturais na aceitabilidade de mentir. Em vendas, por exemplo, o exagero de reivindicações de produtos é bem conhecido, levando ao aviso, “Deixe o comprador tomar cuidado.” Além disso, em nossa cultura, é geralmente mais aceitável para as pessoas no poder, como os políticos, mentir para o Público, para os homens a mentir para as mulheres, e para os pais a mentir para as crianças.

Ao longo das últimas décadas, a mentira se manteve no mesmo ritmo que o avanço da tecnologia. Conclui-se que as pessoas não se limitam a mentir pessoalmente, mas utilizam o telefone, por fala ou através de mensagens de texto, por e-mail, posts, blogs, sites e salas de bate-papo pela Internet.

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De 7 Em 7 Anos a sua vida muda completamente: Você precisa conhecer essa teoria

A teoria dos setênios é um dos pilares da antroposofia, linha de pensamento criada pelo filósofo Rudolf Steiner que estabelece uma espécie de “pedagogia do viver” do ser humano, interagindo com todo o universo.

Dentro desse pensamento filosófico há a ideia de ver a vida de forma cíclica, a partir da observação dos ritmos da natureza, divididos em fases de sete anos.

O que são os setênios

O número 7 é, por natureza, um número místico dotado de muito poder em quase todas as culturas conhecidas. Dessa forma, os ciclos da natureza também respeitam uma subdivisão possível de múltiplos de 7.

Nos três primeiros ciclos, que compreendem dos 0 a 21 anos, chamados “setênios do corpo”, é quando se amadurece o corpo físico e também acontece a formação da personalidade.

Os três ciclos seguintes, dos 21 aos 42 anos, são conhecidos como “setênios da alma”. É a fase em que, superadas as experiências básicas da vida, a pessoa se insere na sociedade e faz as escolhas.

Só a partir dos 42 anos, nos últimos setênios, há usufruto da vida com maturidade, profundidade e espiritualidade.

No caso das mulheres, a divisão por setênios ajuda a entender os processos do feminino, que vão do amadurecimento à capacidade reprodutiva até a menopausa, quando as forças da reprodução se transformam em força do pensar mais ligadas à introspecção, possibilitando uma ampla visão de vida.

A seguir, conheça um pouco das características de cada setênio.

Dos 0 as 7 anos de idade: ninho

Interação entre o individual (adormecido) e o hereditário. Há ainda o encontro entre a parte espiritual da individualidade e a parte biológica, preparada após a fecundação no ventre materno.

A hereditariedade está bem marcada nas células do corpo no 1º setenio, pela ação das forças herdadas, e são armazenadas nos rins para a vida inteira. Nessa idade, porém, a presença da mãe é fundamental, até que aos sete anos a criança se torne autônoma

Dos 7 aos 14 anos: troca

Começam a surgir os dentes permanentes e os órgãos do sistema rítmico, aqueles contidos na caixa torácica (coração e pulmão), amadurecem.

É nesta fase que o mundo externo aparece e, se descobre como se manifestar nesse mundo. Esquematizando de forma gráfica este movimento, há forças entrando e forças saindo. A característica desse setênio é a troca.

Dos 14 aos 21 anos: puberdade/adolescência e crise de identidade

A mulher começa a menstruar e o homem se torna fértil.

Essa é a fase onde o ser humano sai do mundo mais paradisíaco e cósmico da infância e entra no mundo terreno. Ele se torna cidadão terrestre, coparticipante da cidadania, de seu lugar, sociedade, e do mundo.

Dos 21 aos 28 anos: limites

Músculos e ossos estão fortes e homem e mulher atingem o ápice da fertilidade.

Como se inicia a fase da alma, surge a emoção e dúvidas como: “Escolhi a profissão certa? Quais talentos e aptidões eu deixei para trás? Consegui uma boa relação com o mundo, com o trabalho, com a família e comigo mesma?”

Dos 28 aos 35 anos: fase organizacional

O baço-pâncreas não sustenta mais a carne e o rosto começa a enrugar.

Nesta fase vem a crise do talento: “Será que estou no caminho? Qual o caminho a seguir?” Também há questões sobre intelecto e índole próprios: “Ocorreu alguma mudança importante na minha vida nos últimos tempos?”

Dos 35 aos 42 anos: crise de autenticidade

O fígado perde metade de suas funções e o cabelo começa a cair e esbranquecer.

É a fase da alma e da consciência. As perguntas são: “O que farei daqui pra frente, agora que já passou metade da vida? Acrescentei novos valores à minha vida? Encontrei minha missão?”

Dos 42 aos 49 anos: altruísmo x manter a fase expansiva

Os pulmões perdem mais capacidade de oxigenar o sangue, o rosto se torna descolado, a andropausa e a menopausa chegam nesse setênio.

“Estou desenvolvendo alguma criatividade nova? Como está meu casamento? E meus relacionamentos, a relação com meus filhos? Estou procurando ou já encontrei um novo lazer para esta fase?”

Dos 49 aos 56 anos: ouvir o mundo

A vitalidade declina, a energia dos rins e do fígado está mais fraca e surge a incapacidade de eliminar mais toxinas.

Vem a fase inspirativa ou moral, e com isso, as perguntas: “Consegui encontrar um novo ritmo de vida? Como está meu ritmo anual, mensal, semanal e diário?”

Dos 56 aos 63 anos: abnegação

Os dentes começam a cair, a visão e a audição se tornam mais fracos, os reflexos e a mobilidade passam a sofrer alterações em razão do declínio energético dos órgãos sólidos (coração, baço-pâncreas, fígado e rins).

É a etapa mística ou intuitiva: “O que eu consegui realizar? Como estou cuidando do corpo, da memória, dos órgãos dos sentidos? Como estão meus bens e aposentadoria?”

Dos 63 aos 70 anos: sabedoria

É a ‘fase do mestre’.

A criança tem em volta de si uma aura e luz, pois ainda não está totalmente encarnada.

Nessa fase no 10º setênio, essa aura está interiorizada e luminosa por dentro, desde que a pessoa não esteja doente.

Se tiver respeitado o ritmo de cada fase, sua luz interior também brilhará.

(Autora: Camila Silva )
(Fonte: vix.com )

5 segredos da felicidade, segundo o ‘homem mais feliz do mundo’

Ano novo, conhecimento novo

A investigação científica e tecnológica produz conhecimento novo todos os anos. Todas as áreas do conhecimento científico avançam, umas mais, outras menos, mas todas progridem no sentido de nos apresentarem uma melhor compreensão do Universo. Alguns avanços são, contudo, mais mediáticos, pois colocam em causa, ou melhoram, as teorias até aí estabelecidas e aceites pela comunidade científica internacional.

Neste contexto, no novo ano de 2017 poderemos testemunhar algumas descobertas científicas que serão notícia nos órgãos de comunicação social. E quais serão elas? As revistas Science e Nature todos os anos exercitam previsões de quais serão. Apresento de seguida algumas delas.

Muito da evolução científica das últimas décadas deve-se ao papel desempenhado pelo uso de computadores cada vez mais potentes, que permitem cálculos e tratamentos de dados colossais antes impossíveis.

Assim, as investigações sobre o desenvolvimento de computadores quânticos, em que os chips são “substituídos” por átomos, aumentando consideravelmente a capacidade de cálculo, continuarão a ser notícia durante este ano que agora começa.

Em Abril próximo, astrônomos usarão nove telescópios localizados em vários locais do globo terrestre para formar um grande observatório planetário. Um dos objetivos será o de tentar conseguir obter a primeira “fotografia” da região que limita exteriormente um buraco negro. O escolhido é um buraco negro super massivo situado no centro da Via Láctea.

A teoria da relatividade de Einstein continuará a ser testada e confrontada com novos dados experimentais, aliás como todas as teorias o são, eventualmente provenientes dos observatórios LIGO e VIGO, situados respectivamente nos Estados Unidos e em Itália, centrados na detecção de novas ondas gravitacionais.

A imunooncologia, uma nova estratégia na luta contra o cancro, que tem vindo a ser desenvolvida nos últimos três anos, na qual as células do nosso sistema imunitário são “instruídas” para detetar e destruir as células cancerosas, é uma área da biomedicina que estará na mira do nosso maior interesse.

O avanço nas técnicas de sequenciação de genomas, que as torna cada vez mais rápidas e baratas, permitirá que, em 2017, se publiquem muitos estudos sobre os genomas de seres vivos ainda não sequenciados.

Com particular destaque estará a compreensão que daí advirá para a interação entre os microrganismos que vivem no nosso corpo (o nosso microbioma) e a sua influência sobre o nosso estado de saúde. Entre outros, o Projeto do Microbioma Humano, a decorrer nos Estados Unidos, trará muitas novidades nos próximos meses.

Termino esta breve e obviamente incompleta lista (imposta pela limitação de espaço para esta cronica) sublinhando as grandes expectativas que existem com o desenvolvimento e aplicação de técnicas de edição do genoma, principalmente com a designada genericamente por CRISPR. A possibilidade de corrigir “letra a letra” genes que possam estar envolvidos em doenças, para além de levantar várias questões éticas, potencia uma nova revolução na investigação biomédica e tratamento de doenças.

Que 2017 nos traga o melhor da Humanidade!

Autor: Antonio Piedade é Bioquímico e Comunicador de Ciência. Publicou mais 500 artigos e crónicas de divulgação científica na imprensa portuguesa e 20 artigos em revistas científicas internacionais. É autor de seis livros de divulgação de ciência: “Íris Científica” (Mar da Palavra, 2005 – Plano Nacional de Leitura),”Caminhos de Ciência” (Imprensa Universidade de Coimbra, 2011), “Silêncio Prodigioso” (Ed. autor, 2012), “Íris Científica 2” (Ed. autor, 2014), “Diálogos com Ciência” (Ed. autor, 2015) prefaciado por Carlos Fiolhais, “Íris Cientìifca 3” (Ed. autor, 2016).

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