11 conselhos de Augusto Cury para as pessoas que sofrem de ansiedade:

Augusto Cury tem 11 conselhos para as pessoas ansiosas.

Se você for ou conhecer alguém que sofre dessa condição, confira as 11 dicas abaixo e coloque-as em prática para melhorar sua qualidade de vida.

1. Incorpore os exercícios físicos em sua rotina

Esse tema é repetitivo, quando se fala em qualidade de vida, mas por uma boa razão. Além de nos ajudarem a emagrecer, ganhar disposição e ânimo em nossas rotinas, os exercícios físicos nos possibilitam a liberar endorfina, os famosos neurotransmissores que nos ajudam a liberar o estresse e aumentar os sentimentos de prazer.


2. Seja consciente sobre a quantidade de informações que você absorve

Quando focamos em informações demais, esse grande acúmulo não é perdido. Ele se armazena, involuntariamente, em nossas mentes através de um fenômeno conhecido como Registro Automático da Memória (RAM). Todo esse excesso de informações transforma nossas mentes em um certo depósito, o que pode contribuir para hiperatividade e falta de desejo ou vontade de descanso.


3. Mantenha seu senso de competição saudável

É cada vez mais comum o desejo de ser bem-sucedido a qualquer custo. Movidas por esse estímulo, as pessoas agem precipitadamente e sem sabedoria, o que destrói relacionamentos e nos torna, pouco a pouco, reféns do dinheiro, da fama, da família perfeita, da aparência incomparável.Nunca se esqueça de que tudo está em constante mudança, possivelmente sua situação atual não será a mesma para sempre, não importa se é boa ou ruim. Saiba que tanto o seu sucesso ou fracasso não são eternos e trabalhe todos os dias para se tornar uma pessoa melhor.


4. Aprenda a utilizar a técnica DCD

DCD significa duvide, critique e determine. Essa é uma técnica de comportamento que tem o seguinte princípio: Duvide de tudo aquilo que controla a sua emoção e conspira contra a sua vida. Critique cada pensamento negativo. Critique seu conformismo e reflita sobre as causas de seus conflitos. Tudo são escolhas. Decida mudar de vida, tornar-se uma pessoa mais feliz e grata. Alinhe suas emoções com a realidade que você deseja manifestar e esteja sempre pronto para viver novas experiências. Participe de sua vida atentamente!


5. Use a tecnologia conscientemente

As novas tecnologias, principalmente com o uso da internet, estão mudando nossas vidas diariamente, trazendo mais praticidade e rapidez. No entanto, também há seus lados negativos, a comunicação está se tornando superficial. Por mais que possamos nos comunicar com pessoas de basicamente qualquer lugar do mundo, isso nos afasta cada vez mais daqueles que estão próximos e que, muitas vezes, são os que verdadeiramente querem o nosso bem. Para ganhar perspectiva sobre sua vida, afaste-se da internet por um tempo e foque em como seus comportamentos e relacionamentos o ajudam a ser alguém melhor.


6. Entenda que os problemas são uma constante

Não importa quão boa seja nossa qualidade de vida, sempre enfrentaremos algum problema, de qualquer natureza. Ao invés de reclamar quando uma dificuldade se apresentar em seu caminho, foque em resolver a questão e aprender a lição que a acompanha para ganhar sabedoria de vida.


7. Adquira o hábito de documentar suas preocupações em um papel

Quando escrevemos nossas preocupações em um papel, nosso cérebro entende que elas foram transferidas para um outro o processo de descanso do cérebro, diminui os níveis de ansiedade e acalma a ansiedade emocional.


8. Leia diariamente

A leitura pacífica é uma estratégia para evitar a formação de pensamentos negativos, despertando descanso e relaxamento em nossas mentes. Quando fazemos dessa prática um hábito diário, diminuímos os nossos níveis de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.


9. Medite

A meditação é uma prática indispensável para todas as pessoas que desejam melhorar suas vidas. Isso porque ela nos torna pessoas mais abertas, conscientes, concentradas, focadas, relaxadas e motivadas para enfrentarmos cada novo dia.


10. Fique longe de pensamentos negativos

Quando estamos tristes ou decepcionados, parece impossível voltarmos nossa atenção para as coisas boas e o lado positivo de nosso sofrimento. No entanto, focarmos em coisas boas, enquanto estamos tomados pela negatividade, ajuda-nos  a seguir em caminho mais consciente.


11. Esteja aberto para perdoar

As mágoas e rancores que guardamos de alguma pessoa ou situação apenas nos colocam para baixo e nos afastam de uma vida completa e feliz, além de nos deixarem exaustos e limitados. Perdoar, no entanto, acalma nossas mentes e espírito e nos liberta para uma existência mais significativa.

Os hormônios da felicidade: como desencadear efeitos da endorfina, oxitocina, dopamina e serotonina

Dançar aumenta a endorfina no corpo, que gera sensação de felicidade

Ao longo dos séculos, artistas e pensadores se dedicaram a definir e representar a felicidade. Nas últimas décadas, porém, grupos menos românticos se juntaram a essa difícil tarefa: endocrinologistas e neurocientistas.

O objetivo é estudar a felicidade como um processo biológico para encontrar o que desencadeia esse sentimento sob o ponto de vista físico.

Ou seja, eles não se importam se as pessoas são mais felizes por amor ou dinheiro, mas o que acontece no corpo quando a alegria efetivamente dispara, e como “forçar” esse sentimento.

Neste sentido, há quatro substâncias químicas naturais em nossos corpos geralmente definidas como o “quarteto da felicidade”: endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina.

A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro Habits of a happy brain (“Hábitos de um cérebro feliz”, em tradução livre), explica que “quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem”.

“Seria bom que surgissem o tempo todo, mas não funcionam assim”, diz a professora da Universidade Estadual da Califórnia (EUA).

“Cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito.”

Conheça a seguir maneiras simples para ativar essas quatro substâncias químicas da felicidade, sem drogas ou substâncias nocivas.

1. Endorfinas

As endorfinas são consideradas a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural.

Descoberta há 40 anos, as endorfinas são uma “breve euforia que mascara a dor física”, classifica Breuning.

Comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar enddorfina

Por isso, comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar esses opiáceos naturais, o que induz uma sensação de felicidade. Mas essa não é a única maneira de obter uma “injeção” de endorfina.

De acordo com estudo publicado no ano passado por pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra), assistir a filmes tristes também eleva os níveis da substância.

Uma das maneiras de liberar endorfina é assistir a filmes tristes

“Aqueles que tiveram maior resposta emocional também registraram maior aumento na resistência a dores e sentimento de unidade em grupo”, disse à BBC Robin Dunbar, professor de Psicologia Evolutiva e autor do estudo.

Dançar, cantar e trabalhar em equipe também são atividades que melhoram, por meio de um aumento nas endorfinas, a união social e tolerância à dor, afirma Dunbar.

2. Serotonina

Como a serotonina flui quando você se sente importante, o sentimento de solidão e até mesmo a depressão são respostas químicas à sua ausência.

“Nas últimas quatro décadas, a questão de como manipular o sistema serotoninérgico com drogas tem sido uma importante área de pesquisa em biologia psiquiátrica e esses estudos têm levado a avanços no tratamento da depressão”, escreveu em 2007 Simon Young, editor-chefe na revista Psiquiatria e Neurociência.

Exercícios físicos ajudam a liberar serotonina

Dez anos mais tarde, a depressão se situa como a principal causa principal de invalidez em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de transtorno mental que afeta mais de 300 milhões de pessoas.

A estratégia mais simples para elevar o nível de serotonina é recordar momentos felizes, diz Alex Korb, neurocientista do site Psicologia Hoje.

Um sintoma da depressão é esquecer situações felizes. Por isso, acrescenta Korb, olhar fotos antigas ou conversar com um amigo pode ajudar a refrescar a memória.

O neurocientista descreve três outras maneiras: tomar sol, receber massagens e praticar exercícios aeróbicos, como corrida e ciclismo.

3. Dopamina

A dopamina é costuma ser descrita como responsável por sentimentos como amor e luxúria, mas também já foi tachada de ser viciante. Daí sua descrição como “mediadora do prazer”.

“Baixos níveis de dopamina fazem que pessoas e outros animais sejam menos propensos a trabalhar para um propósito”, afirmou John Salamone, professor de Psicologia na Universidade de Connecticut (EUA), em estudo sobre efeitos da dopamina no cérebro publicado em 2012 na revista Neuron.

Por isso, acrescentou o pesquisador, a dopamina “tem mais a ver com motivação e relação custo-benefício do que com o próprio prazer.”

Dar os primeiros passos de um objetivo e depois alcançá-lo aumenta os níveis de dopamina

O certo é que essa substância química é acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e também quando a meta é cumprida.

Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. E celebrar quando atingi-las.

4. Oxitocina

Por ser relacionada com o desenvolvimento de comportamentos e vícios maternos, a oxitocina é muitas vezes apelidada de “hormônio dos vínculos emocionais” e “hormônio do abraço”.

Segundo estudo publicado em 2011 pelo ginecologista e obstetra indiano Navneet Magon, “a ligação social é essencial para a sobrevivência da espécie (humanos e alguns animais), uma vez que favorece a reprodução, proteção contra predadores e mudanças ambientais, além de promover o desenvolvimento do cérebro.”

“A exclusão do grupo produz transtornos físicos e mentais no indivíduo, e, eventualmente, leva à morte”, acrescenta.

Um simples abraço pode elevar os níveis de oxitocina no corpo

Por isso, o obstetra considera que a oxitocina tem uma “posição de liderança” nesse “quarteto da felicidade”: “É um composto cerebral importante na construção da confiança, que é necessária para desenvolver relacionamentos emocionais.”

Abraçar é uma forma simples de se conseguir um aumento da oxitocina. Dar ou receber um presente é um outro exemplo.

Breuning, da Universidade da Califórnia, também aconselha construir relações de confiança, dando “pequenos passos” e “negociando expectativas” para que ambas as partes possam concretizar o vínculo emocional.

Fotos: 1,2,3 – GETTY IMAGES
Fotos: 4,5,6 -THINKSTOCK

A Chegada, diz muito mais sobre o comportamento humano do que você imagina

Denis Villeneuve está no auge de sua carreira e foi encarregado da difícil missão de dirigir a sequência do clássico Blade Runner, que estreia em outubro de 2017. Afinal, enfrentar os fãs xiitas e a crítica especializada nunca é fácil, ainda mais quando se trata de um ícone da ficção-científica. No entanto, o diretor dos filmes Os Suspeitos e Homem Duplicado provou estar pronto para o gênero com seu mais novo filme que estreou no último dia 24.

Baseado no conto História da sua Vida, de Ted Chiang, A Chegada conta a história de 12 naves alienígenas que pousam em diferentes lugares do planeta sem muito alarde. Para descobrir as razões desta visita extraterrestre, o exército americano convocam a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista renomada, para que ela possa se comunicar com os alienígenas e, juntamente com a ajuda do matemático Ian Donnelly (Jeremy Renner), saber qual é a intenção deles aqui.

Sim, você já está cansado de ver filmes sobre naves gigantescas que pousam na Terra e o exercito americano tentando resolver tudo. Porém, esqueça tudo o que você viu nas últimas ficções sobre o tema. Aqui nós não temos explosões, civilizações dizimadas, muito menos correria desenfreada contra o tempo. O exercício aqui é, acima de tudo, de paciência. Uma ficção científica nos seus moldes clássicos.

Isso porque a linguista Banks está ali para resolver isso de uma forma civilizada. Já que não há um ataque iminente, o ideal é descobrir por qual razão eles estão ali. Junto a ela, acompanhamos todo este diálogo com calma, sem precipitação e alguns nós na cabeça.

Um dos grandes pontos do filme é a forma com que o diretor trata a linguagem do filme, que possui carcaça de filme gigante, mas na verdade é algo intimista, pequeno, de elenco enxugado e com um conteúdo absurdamente bem colocado. Dentre diversas camadas, o roteiro escrito por Eric Heisserer é um verdadeiro deleite crítico sobre como o ser humano se comunica e toda a sua dificuldade de encarar o novo. Para quem acompanha a série Black Mirror, este filme pode ter muito mais a dizer do que a própria série.

Outro grande destaque é sua montagem. O diretor faz com que a construção da narrativa funcione da mesma forma com que a essência de seu filme e faz com que a edição acompanhe a protagonista de maneira muito próxima. Não será surpresa surgir alguma indicação nesta categoria. A simbologia do longa é um pilar e vai fazer com que o público saia ligando todos os pontos após o filme. Posso adiantar que a trama e tão circular e fechadinha quanto o símbolo da foto acima, mais que isso é spoiler, e é MUITO fácil soltar um. Qualquer detalhe é detalhe.

O elenco, como já destacado, é enxuto mas extremamente competente. Forrest Whitaker e Jeremy Renner fazem ótimos trabalhos, mas é de Amy Adams todo o mérito. A atriz consolida seu auge neste filme e deve estar entre as indicadas aos prêmios do próximo ano. Sua personagem é repleta de camadas, que ao longo do tempo vão se amarrando e contribuindo para o crescimento de sua narrativa e a identificação do público. Banks acaba por ser uma personificação de cada um dentro da sala de cinema.

Entre os melhores filmes do ano (se não o), A Chegada é muito mais sobre o ser humano do que sobre aliens ou invasões extraterrestres, isso sem entrar no aspecto político, também muito bem colocado. É um filme que, tanto nos aspectos técnicos, quanto dentro de sua narrativa, mostra que a linguagem é essencial para o crescimento humano (e para o cinema). De maneira muito sutil, Denis Villeneuve nos faz refletir sobre o medo, o tempo, nossas escolhas, o quanto isso influencia no nosso futuro e se estamos preparados para estas consequências. Se depender deste filme, podemos ficar tranquilos, o diretor passou no teste, a sequência de Blade Runner está em ótimas mãos.

Emoções – aprendizagem através de aplicativo

Todos nascemos com um “kit básico emocional” que são fenômenos expressivos, de curta duração mas que envolvem a ativação de estados de sentimentos que servem para nos auxiliar na adaptação ao ambiente. As emoções teriam como função: coping (enfrentamento) e socialização. Por exemplo: se percebemos que alguém está sorrindo, associamos o sentimento de felicidade e dessa forma já temos um feedback de como interagir com aquele indivíduo naquele determinado momento.

Mas como fazer esta associação se não nos foi trabalhado estas noções? Pois temos o kit básico emocional, mas isso não é garantia de que sabemos usá-lo, portanto, emoções precisam ser trabalhadas desde o nascimento até a morte!

Goleman (2013) menciona que a compreensão emocional básica se inicia na primeira infância: por volta de 2 a 3 anos, é possível relacionar palavras a sentimentos e classificar expressões faciais. No entanto, a partir dos 6 meses de idade começa a ser ativado um circuito de empatia que nos permite modelar as expressões/emoções daqueles que interagem conosco, são os “neurônios-espelho”. São circuitos que nos colocam em sintonia com alguém ao despertar o estado emocional identificado no outro. Contudo é lá na adolescência que já é possível ‘ler’ os sentimentos com precisão, sendo essa a base de interações sociais mais tranquilas.

Como se pode perceber as emoções exigem um trabalho de “lapidação” durante toda a infância. Necessita a realização de um trabalho integrado onde a criança não apenas reconheça a emoção, mas que também saiba nomeá-la e compreender o significado da mesma.  E por isso, venho compartilhar com vocês um aplicativo que pode ser utilizado em diferentes contextos, familiar, escolar e clínico. É o ”Emoji Game” criado pela Educação Futura, cujo responsável é o professor Tiago B. J. Eugênio.

O Emoji proporciona a identificação das expressões faciais fazendo com que a criança através do lúdico se aproprie de conhecimentos que agreguem valor as suas habilidades socioemocionais. Esta interação com o jogo fará com que a mesma comece a prestar mais atenção em si e nos outros, noções básicas e essenciais as quais descrevi no artigo “As crianças estão mudando o foco”.

No contexto escolar e clínico há toda a possibilidade de criação de estratégias de intervenção, tais como: jogos de memória de emoções, dados de sentimentos, trilhas das emoções e quem sabe até criar um jogo de detetive de emoções.

O jogo contribui também para indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) favorecendo o autoconhecimento, a empatia e a compreensão destes fatores.

Portanto segue o link do app: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.educacaofutura.Emoji

Ou então assistam no youtube um tutorial do jogo:

Link: https://www.youtube.com/watch?v=1HWj2H0ncaM