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Esforço intelectual aumenta a sobrevida das células do cérebro

Esforço intelectual aumenta a sobrevida das células do cérebro

Usar profundamente o cérebro, especialmente durante a adolescência, ajuda as células do cérebro a sobreviver por mais tempo e também afeta positivamente a forma como o cérebro funcionará depois da puberdade.

A afirmação tem por base os resultados de uma recente estudo realizada pela equipe da cientista Tracey Shors, da Rutgers University (Universidade do Estado de New Jersey), nos Estados Unidos. Nesse estudo, realizado em ratos, constatou-se que as células recém-nascidas do cérebro de ratos jovens que aprenderam a realizar tarefas com êxito viveram muito mais tempo do que as do cérebro dos que não conseguiram realizar e dominar com sucesso as tarefas ensinadas a eles.

Nos ratos em que a aprendizagem não foi de nível adequado, três semanas depois que novas células cerebrais nasceram, quase metade deles já haviam morrido. Em contraste, nos ratos em que a aprendizagem foi adequada, a grande maioria dos neurônios ainda estavam vivos depois de três semanas.

Ao examinar o hipocampo (uma região do cérebro associada com os processos de aprendizagem) de ratos submetidos a uma tarefa para aprender a associar um som com uma resposta motora requerida, a equipe de cientistas descobriu que a grande maioria das novas células cerebrais, tingidas com um corante de contraste semanas antes, ainda estavam vivas nos ratos que haviam aprendido a tarefa, o que não ocorreu nos ratos que não haviam aprendido.

Não é que a aprendizagem produz mais células, é que o processo de aprendizagem mantém vivas por mais tempo as que já estão presentes no momento da experiência de aprendizagem com sucesso.

Como o processo de produção de novas células cerebrais é, em nível celular, semelhante em todos os animais, o que inclui o ser humano, Tracey Shors considera que é vital que, por todos os meios possíveis, as crianças iniciem a adolescência aprendendo já em grau ótimo desde o primeiro momento, pois isso terá um impacto positivo sobre o processo de aprendizagem.

Cientista Tracey Shors, da Rutgers University (Universidade do Estado de New Jersey), nos Estados Unidos.

Esforço intelectual aumenta a sobrevida das células do cérebro

Encontradas as primeiras evidências de níveis mais altos de consciência

Um estudo conduzido por cientistas da Universidade de Sussex, no Reino Unido, encontrou evidências de um estado “superior” de consciência.

Uma equipa de neurocientistas britânicos observou evidências de um aumento contínuo na diversidade dos sinais neurais – uma medida da complexidade da atividade cerebral – em pessoas sob a influência de drogas psicadélicas, comparada com os períodos em que se encontravam acordadas e em estado normal.

A diversidade dos sinais cerebrais de uma pessoa fornece um índice matemático do seu nível de consciência. Por exemplo, com base nessa escala, as pessoas que estão acordadas têm uma atividade neural mais diversa do que as que estão adormecidas.

Estudos anteriores tenderam a concentrar-se nos estados de consciência mais baixos, como o sono, a anestesia ou o chamado estado “vegetativo”.

Segundo o portal Medical Xpress, este é no entanto o primeiro estudo a mostrar que a diversidade de sinais cerebrais é maior do que a linha de base, que é maior do que em alguém que está simplesmente “acordado e consciente”.

“Esta descoberta mostra que o cérebro sob o efeito de fármacos psicadélicos se comporta de forma muito diferente do normal”, explica o professor Anil Seth, co-diretor do Centro Sackler para a Ciência da Consciência da Universidade de Sussex.

“Durante o estado psicadélico, a atividade elétrica do cérebro é menos previsível e menos integrada do que durante a vigília consciente normal – tal como medida pela diversidade global do sinal”, explica Anil Seth, que realça que os resultados precisam de ser interpretados com atenção.

“Agora que esta escala mostrou a sua validade como uma medida do nível de consciência, podemos dizer que o estado psicadélico aparece como um nível de consciência mais elevado do que o normal – mas apenas no que diz respeito a esta medida matemática específica”, diz Seth.

A equipe de investigadores afirma que mais pesquisas são agora necessárias, usando modelos mais sofisticados e variados, para confirmar os resultados, mas que os resultados obtidos são “cautelosamente animadores”.

Psicadélicos e campos magnéticos cerebrais

Para o estudo, a equipe de investigadores, formada por Anil Seth, Michael Schartner e Adam Barrett, reanalisou dados que haviam sido recolhidos anteriormente pelo Imperial College de Londres e pela Universidade de Cardiff, nos quais voluntários saudáveis receberam uma de três drogas conhecidas por induzir um estado psicadélico.

As três drogas utilizadas no estudo foram a psilocibina, presente em cogumelos alucinógenos, a cetamina e o LSD.

Usando técnicas padrão de recolha de imagens cerebrais, os investigadores mediram os minúsculos campos magnéticos produzidos no cérebro e descobriram que, sob o efeito destas três drogas, a medida de nível de consciência – a diversidade do sinal neural – era claramente maior.

Isso não significa que o estado psicadélico seja um estado “melhor” ou mais desejável de consciência, destacam os cientistas.

Em vez disso, a pesquisa mostra que o estado psicadélico do cérebro é distintivo e pode ser relacionado com outras mudanças globais no nível consciente – por exemplo, sono ou anestesia – pela aplicação de uma medida matemática simples da diversidade de sinais.

“O facto de mudanças semelhantes na diversidade de sinal terem sido encontradas com as três drogas, apesar de a sua farmacologia ser bastante diferente, é muito impressionante e tranquilizador que os resultados sejam robustos e repetitivos”, comentou o investigador Suresh Muthukumaraswamy, da Universidade de Auckland, coautor dos estudos.

Estas descobertas podem ajudar em discussões sobre o uso médico cuidadosamente controlado destas drogas – por exemplo, no tratamento da depressão grave.

“A investigação rigorosa sobre fármacos psicadélicos está a receber cada vez mais atenção, especialmente pelo potencial terapêutico que estas drogas podem ter quando usadas de forma sensata e sob supervisão médica”, explica Robin Cahart-Harris, investigador do Imperial College de Londres.

“As descobertas do presente estudo ajudam-nos a compreender o que acontece no cérebro das pessoas quando experimentam uma expansão da sua consciência sob o efeito de fármacos psicadélicos”, afirma Cahart-Harris. Segundo o cientista, “as pessoas relatam experimentar mais discernimento e compreensão sob o efeito dessas substâncias”.

“E quando isso ocorre num contexto terapêutico, pode trazer resultados positivos. As descobertas atuais podem ajudar-nos a entender como isso pode acontecer”, conclui.

O estudo foi publicado na Scientific Reports esta quarta-feira, dia 19 de abril – por incrível coincidência, precisamente 74 anos depois de Albert Hoffman, que sintetizou o LSD pela primeira vez em 1938, ter realizado a sua primeira “auto-experiência” para descobrir os efeitos psicológicos do fármaco.

Por HS

Esforço intelectual aumenta a sobrevida das células do cérebro

Álcool é mais prejudicial até os 24 anos

Estudo diz que antes dessa idade o cérebro ainda está em formação e seria mais vulnerável às drogas.

Uma série de estudos médicos que acaba de ser publicada pela revista científica The Lancet é categórica ao afirmar que a adolescência dura até os 24 anos de idade. É apenas nessa idade que o desenvolvimento do cérebro é completado. Isso significa, dizem os autores, que em pessoas mais jovens o cérebro também é mais sensível aos efeitos do álcool, do tabaco, e de outras drogas.

Segundo o estudo, menores de 24 anos “não apenas viciam com mais facilidade como também sofrem uma perda maior de neurônios” por causa das drogas. Os pesquisadores ressaltam que, por outro lado, é justamente entre 18 e 24 anos que os jovens mais consomem álcool. Nessa faixa etária, no Brasil, cerca de 78% das pessoas já usaram álcool e 19% delas são dependentes, segundo dados do Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid).

“A geração atual de jovens vai escolher caminhos diferentes em relação às gerações passadas e vai ter de encarar novos desafios para sua saúde”, diz um dos autores do trabalho do The Lancet, o pesquisador George Patton, da Universidade de Melbourne, na Austrália. Ele afirma que os governos precisam de programas voltados para a saúde dos adolescentes para minimizar os riscos ligados à bebida.

Especialistas brasileiros concordam que a formação cerebral se estende para depois dos 18 anos. “Essa fase, a partir dos 10 ou 12 anos, até os 20 e poucos anos, é de formação. O jovem está deixando de ser criança e, antes de entrar na fase adulta, vai querer experimentar de tudo. A droga vai junto nesse contexto”, diz a pesquisadora Maria Lucia Formigoni, chefe do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo e Consultora da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad).

Em muitos países, inclusive no Brasil, a adolescência compreende a época do início da puberdade e os 18 anos. É nessa idade que muitos jovens escolhem uma profissão, por exemplo. É também quando se recebe uma permissão para uma série de atividades, como dirigir e consumir bebidas alcoólicas.

Maria Lucia afirma que, como o cérebro está em fase de maturação na adolescência, o álcool e as drogas tendem a provocar uma sensação de prazer mais expressiva. Nos casos em que o jovem não tem outras fontes de prazer na vida (como atividades culturais, prática de esportes, convivência saudável com família e amigos) esse efeito é ainda mais determinante para o risco de dependência.

“Nessa fase, o jovem não tem capacidade desenvolvida de avaliação de risco. A parte do controle racional não está plenamente desenvolvida”, esclarece Maria Lucia. A especialista lembra ainda que as estratégias de prevenção devem ser específicas para o jovem. Não adianta, por exemplo, alertá-lo que, se beber em excesso, terá mais risco de desenvolver câncer aos 50 anos.

“Não faz sentido falar de consequências à longo prazo para o jovem. Ele é mais imediatista, está interessado no aqui e agora. É preciso saber o que ele valoriza e o que não valoriza e fazer a prevenção em cima de seus valores”, diz.

Reações Intempestivas

Os riscos relacionados ao álcool nos mais jovens foram apenas um dos elementos avaliados pelos pesquisadores no estudo do The Lancet. Eles também destacam que, antes dos 24 anos, os indivíduos tendem a ter reações mais intempestivas, de modo que “as vitórias e os fracassos afetam a pessoa de maneira mais intensa”.

Os especialistas afirmam que as reações intempestivas nos jovens fazem com que não consigam avaliar as situações “de maneira clara”. Isso ocorre, afirma o artigo, por causa de uma maior atividade na área do cérebro que controla o prazer sentido quando o corpo recebe “recompensas” – entre elas estão a comida, o sexo e inclusive as drogas.

Fonte: Jornal da Tarde – Cebrid.

 

por, LUIZ ANTÔNIO

Esforço intelectual aumenta a sobrevida das células do cérebro

Batimentos cardíacos podem enganar percepções

Pessoas muito sensíveis a seus estados internos, como a consciência da pulsação do próprio sangue, tendem a ser mais propensas a transtornos de ansiedade e pânico

Você sente seu coração batendo? A maior parte das pessoas não consegue, a menos que estejam agitadas ou com medo. Isso ocorre porque, em condições normais, o cérebro disfarça essa percepção para garantir um equilíbrio delicado e necessário: precisamos ser capazes de sentir o músculo cardíaco disparar ocasionalmente para reconhecer o medo ou a excitação. Porém, perceber o ritmo constante na maior parte do tempo nos distrairia demais ou até nos enlouqueceria.

Atualmente, várias pesquisas sugerem, no entanto, que, devido à forma como o cérebro compensa (e disfarça) nossos batimentos, ele poderia estar vulnerável a ilusões sensoriais. Cientistas de uma equipe do Instituto de Tecnologia Federal Suíço, em Lausanne, conduziram uma série de estudos com 143 participantes e constataram que os voluntários levavam mais tempo para identificar um objeto que “aparecia e sumia” quando surgia em sincronia com seus batimentos cardíacos. Utilizando uma ressonância magnética funcional, os especialistas notaram também que a atividade na ínsula, uma área cerebral associada à autopercepção, era suprimida quando as pessoas viam essas imagens sincronizadas.

Os pesquisadores que conduziram o estudo, publicado em maio de 2016 no Journal of Neuroscience, sugerem que o objeto era suprimido pelo cérebro, pois se “misturava” com todas as outras alterações do corpo que ocorrem com cada batimento cardíaco, das quais não nos damos conta: os olhos fazem movimentos minúsculos, a pressão ocular muda ligeiramente, o tórax se expande e se contrai. “O cérebro ‘sabe’ que o batimento é proveniente da própria pessoa, por isso é como se não se incomodasse com as consequências sensoriais desses sinais”, diz Roy Salomon, um dos autores do estudo.

Outra pesquisa já havia mostrado que as pessoas percebem mais prontamente que um órgão ou membro de realidade virtual é realmente o seu próprio quando surge junto a um estímulo que “aparece e some” em sincronia com seus batimentos cardíacos. Na extremidade oposta do espectro estão resultados de estudos que revelam que as sensações cardíacas podem intensificar o processo de identificação de ameaças. Indivíduos detectam com mais facilidade imagens assustadoras que aparecem ao mesmo tempo que os batimentos cardíacos e as consideram mais intensas. Talvez em razão de um batimento cardíaco perceptível estar frequentemente associado ao medo e à ansiedade, o cérebro tende a confundir o estímulo sincronizado, como se estivesse associado à reação de estresse que nos impulsiona a lutar ou fugir.

A descoberta ajuda a explicar por que as pessoas muito sensíveis a seus estados internos, incluindo a consciência de seus batimentos cardíacos, tendem a ser mais propensas a transtornos de ansiedade e pânico. Para a maioria de nós, porém, o coração continua sua labuta sem ser notado – e pode ser que as peculiaridades perceptuais relacionadas também não estejam sendo notadas.

Esta matéria foi publicada originalmente na edição de abril da Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/2okoyWj 

Esforço intelectual aumenta a sobrevida das células do cérebro

Nossos raquíticos cérebros humanos são péssimos em pensar sobre o futuro

Nossos futuros eus são estranhos para nós.

Essa não é nenhuma metáfora poética, mas sim um fato neurológico. Estudos de imagens por ressonância magnética funcional sugerem que quando você imagina a si mesmo no futuro, seu cérebro faz algo esquisito: ele para de agir como se você estivesse pensando em si mesmo. Em vez disso, ele começa a agir como se você estivesse pensando em uma pessoa completamente diferente.

Funciona da seguinte maneira: normalmente, quando você pensa em si mesmo, uma região do cérebro conhecida como o córtex pré-frontal medial (CPMF) “acende”. Quando você pensa em outras pessoas, ele desliga. E se você sentir que não tem nada em comum com as pessoas em quem está pensando? O CPMF se ativa ainda menos.

Mais de 100 estudos de imagens cerebrais relataram esse efeito. (Eis uma meta-análise útil: enquanto alguns estudos de imagens por ressonância magnética funcional foram questionados recentemente por erros estatísticos e falsos positivos, essa descoberta em especial é robusta.) Mas existe uma importante exceção a essa regra: quanto mais tempo você passa tentando imaginar sua própria vida, menos ativação você mostra no CPMF. Em outras palavras, seu cérebro age como se seu futuro eu fosse alguém que você não conhece muito bem, e, sinceramente, alguém com quem você não se importa.

Esse comportamento cerebral defeituoso pode fazer com que fique mais difícil para nós realizarmos ações que beneficiem nossos futuros eus tanto como indivíduos quanto como uma sociedade. Estudos mostram que quanto mais seu cérebro trata seu futuro eu como um estranho, menos autocontrole você exibe hoje, e menor é a probabilidade de você fazer escolhas pró-sociais, escolhas que provavelmente ajudarão o mundo a longo prazo. Você tem menos capacidade de resistir a tentações, procrastina mais, se exercita menos, guarda menos dinheiro para sua aposentadoria, desiste mais rápido diante de uma frustração ou de uma dor temporária, e menor é a probabilidade de você se importar com ou tentar evitar problemas de longo prazo como as mudanças climáticas.

Isso faz sentido. Como um pesquisador da UCLA, Hal Hirschfield colocou: “Por que você guardaria dinheiro para seu futuro eu quando, para seu cérebro, a impressão que se tem é de que você está dando seu dinheiro para um completo estranho?”

Nosso atual clima politico nos Estados Unidos reflete esse mesmo viés cognitivo contra o futuro. Recentemente, o presidente Trump assinou uma ordem executiva que desfaz um amplo leque de regulações pensadas para mitigar mudanças climáticas de longo prazo, favorecendo políticas que oferecem benefícios econômicos de curto prazo. E o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, foi notícia recentemente quando disse publicamente que não estava “nem um pouco preocupado” com a possibilidade de que a automação pudesse eliminar milhões ou até mesmo dezenas de milhões de empregos americanos no futuro.

“Não está nem mesmo entre nossas prioridades”, ele disse, acrescentando que isso não acontecerá em menos de “50 ou 100 anos ou até mais”.

Mas, como Daniel Gross escreveu na “Slate”, ele está errado. Provavelmente não levará cinco décadas até que robôs e a inteligência artificial reduzam de forma significativa o número de empregos disponíveis aos americanos. Uma pesquisa econômica realizada recentemente pelo MIT sugere que 670 mil empregos na indústria já foram perdidos para a automação nos Estados Unidos.

Mas mesmo que levasse 50 anos para esse furacão atingir a força de trabalho, será que estamos realmente confortáveis com nossos líderes empurrando o problema para nossos futuros eus? De acordo com o último censo, quase 180 milhões de americanos vivos hoje devem esperar estar vivos ainda daqui a 50 anos. Não estamos minimamente interessados em pensar em que tipo de mundo estaremos, ou que queremos ajudar a fazer ou evitar, quando chegar essa hora?

Infelizmente, nos Estados Unidos pensar em nosso futuro distante não é um hábito que a maior parte das pessoas adquira ou pratique com muita frequência. Sou diretora de pesquisas no Instituto para o Futuro, uma ONG com sede em Palo Alto, na Califórnia, onde acabamos de completar a primeira grande pesquisa sobre pensamento futuro nos Estados Unidos.

Nela, 2.818 pessoas refletiram sobre com que frequência elas imaginam algo que possa acontecer ou algo que elas possam pessoalmente fazer em diferentes pontos do futuro. (Os respondentes tinham no mínimo 18 anos, há uma margem de erro de 2% para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%)

A pesquisa revelou que 53% dos americanos dizem que eles raramente ou nunca pensam sobre o “futuro distante”, ou algo que possa acontecer daqui a 30 anos. Vinte e um por cento relatam imaginar esse futuro menos de uma vez por ano, ao passo que o maior grupo de respondentes, 32%, dizem que isso nunca passa pela cabeça deles.

Da mesma maneira, 36% dos americanos dizem que eles raramente ou nunca pensam sobre algo que possam estar fazendo daqui a 10 anos. O maior grupo de respondentes, 19%, pensa nesse futuro de 10 anos menos de uma vez por ano, ao passo que outros 17% dizem nunca pensar nisso.

Felizmente, pensar em um futuro de 5 anos é um pouco mais comum do que pensar em um futuro de 10 e 30 anos. Somente 27% dos respondentes raramente ou nunca pensam sobre suas vidas daqui a cinco anos. A resposta mais comum para “Com que frequência você pensa em algo que você possa estar fazendo ou que possa acontecer daqui a cinco anos?” era uma ou duas vezes por mês.

Mas, em comparação com a frequência com que pensamos sobre nossos amigos próximos ou família —uma ocorrência quase diária— nós raramente pensamos em nossos futuros eus.

A pesquisa sugere que, quanto mais velho você fica, menos você pensa no futuro— 75% dos idosos raramente ou nunca pensam 30 anos à frente, ao passo que 51% raramente ou nunca pensam 10 anos à frente. Uma resposta comum, é claro, foi: “Não espero estar vivo até lá, então não penso a respeito”.

Mas pesquisas neurológicas anteriores também mostraram que imaginar o futuro simplesmente se torna mais difícil à medida que envelhecemos. Nós perdemos massa cinzenta e conectividade em regiões associadas ao estímulo mental do futuro.

Os dados mostraram que ter filhos ou netos não aumentava a frequência do pensamento no futuro. Contudo, um acontecimento na vida tinha esse feito: algo que lembrasse a pessoa de sua mortalidade, como um diagnóstico médico de uma doença potencialmente terminal, uma experiência de quase-morte ou algum outro evento traumático. Isso foi associado nos dados da pesquisa a um aumento estatisticamente significativo em pensamentos semanais sobre o futuro para os períodos de 5 e 10 anos (mas não no de 30 anos).

Isso faz sentido. Resvalos com a mortalidade muitas vezes são associados, na literatura da psicologia, a um esforço renovado de se levar uma vida significativa e deixar um legado positivo para trás. Pensar, planejar e contribuir para nossos futuros compartilhados a longo prazo pode ser uma parte essencial para se fundar as bases para ambos.

Mesmo sem um resvalo com a morte, algumas pessoas têm uma mentalidade muito voltada para o futuro. Dezessete por cento dos americanos afirmam pensar sobre o mundo daqui a 30 anos pelo menos uma vez por semana. Quase um terço, ou 29%, pensam sobre o futuro daqui a 10 anos pelo menos uma vez por semana. E uma porcentagem ligeiramente maior (35%) pensa sobre o futuro daqui a 5 anos pelo menos uma vez por semana.

O fato de que algumas pessoas pensam regularmente sobre o futuro se alinha com algo que pesquisadores já haviam descoberto anteriormente: as pessoas têm diferentes limiares para quando elas veem um futuro eu como um estranho. Para algumas pessoas, seus CPMF desligam quando elas pensam sobre um futuro eu daqui a um ano; para outras, a mudança não acontece até que o “futuro você” esteja 5, 10 ou 15 anos adiante. Não está claro, a partir dos dados presentes, se pensar sobre o futuro regularmente pode mudar o comportamento do cérebro ou se as pessoas que possuem um limiar mais alto só gostem naturalmente de pensar mais no futuro, porque elas já se relacionam melhor com seus futuros eus.

De qualquer forma, isso nos deixa com uma espécie de “lacuna do futuro” nos Estados Unidos.

Algumas pessoas se conectam regularmente com seus futuros eus, mas a maioria não. E isso importa, para além das ligações entre o pensamento no futuro e um maior autocontrole e comportamento pró-social. Pensar sobre o futuro em 5, 10 e 30 anos é essencial para ser um cidadão engajado e um solucionador de problemas criativo.

A curiosidade sobre o que pode acontecer no futuro, a habilidade de imaginar como as coisas poderiam ser diferentes e a empatia pelos nossos futuros eus são coisas necessárias se quisermos criar uma mudança em nossas próprias vidas ou para o mundo ao nosso redor.

Se você é alguém que raramente pensa no futuro, esse é um hábito surpreendentemente fácil de se adotar. No curso que leciono no programa de estudos continuados da Universidade de Stanford, “Como Pensar Como um Futurista”, eu digo aos alunos: façam uma lista de coisas nas quais vocês têm interesse, coisas como comida, viagens, carros, a cidade onde vocês moram, sapatos, cachorros, música, imóveis.

Então, pelo menos uma vez por semana, faça uma pesquisa no Google por “o futuro de” uma das coisas em sua lista. Leiam um artigo, ouçam a um podcast, assistam a um vídeo, e tirem algumas ideias específicas sobre como poderá ser o futuro de algo de que você goste.

Ninguém pode prever o futuro, mas há muitas pessoas por aí falando sobre como o futuro poderia ser, com novas tecnologias, novas políticas, novas culturas. E quando você consegue imaginar detalhes concretos de um futuro possível, é mais fácil preencher a lacuna do futuro e se inserir nesse futuro. O seu futuro eu se torna menos estranho, e passa a ser alguém em nome de quem você pode trabalhar ativamente para criar um mundo melhor e uma vida melhor.

*Este artigo é parte do Future Tense, uma colaboração entre a Universidade do Estado do Arizona, o New America e a “Slate”. O Future Tense explora as formas como as tecnologias emergentes afetam a sociedade, as políticas e a cultura

Tradutor: UOL

Esforço intelectual aumenta a sobrevida das células do cérebro

23 regras simples de etiqueta para você nunca fazer feio à mesa

Algumas regras de etiqueta até podem parecer exageradas, mas devemos admitir que outras são essenciais à mesa.

Afinal, quem não quer estar ao lado de pessoas educadas e de modos agradáveis?

Além disso, eventos formais exigem o máximo de elegância e um pouco de conhecimento para não fazer feio em meio a tantos talheres e taças.

Neste post, porém, iremos focar apenas nas boas maneiras.

Separemos 24 dicas que você deve seguir:

1. Mastigue de boca fechada:

Esta é uma dica que deve ser seguida em todas as situações.

Na verdade, ela nem precisava ser lembrada, mas ainda há quem mastigue de boca aberta e fale enquanto está mastigando.

2. Não coloque os cotovelos sobre a mesa

A maioria das pessoas não se importam mais com essa regra.

No entanto, procure evitar colocar os cotovelos sobre a mesa, para não ocupar o espaço de quem está ao seu lado nem passar uma imagem de desleixo.
3. Coloque o guardanapo de tecido no colo

A primeira coisa a ser feita é desdobrar o guardanapo.

Se ele for muito grande, dobre ao meio.

Se for pequeno, deixe-o todo aberto.

Feito isso, coloque o guardanapo no colo e use, mantendo os lábios secos e limpos.

4. Use adequadamente os talheres

Use o garfo na mão esquerda e a faca na mão direita do início ao fim.

Segure os talheres com os dedos e não com a palma da mão fechada – isso dá a impressão de que você está com medo de que a comida fuja do prato.

Corte o alimento à medida que for comendo e não previamente.

Quando não estiver usando a faca, apoie-a sobre a borda superior do prato, deixando-a levemente inclinada para baixo e a parte do fio/serra dentro do prato.

Não segure o garfo o tempo todo.

Você pode soltar quando for usar o guardanapo ou até quando estiver mastigando.

Se você já começou a comer, não permita que os talheres fiquem sobre a mesa outra vez.

Por fim, quando acabar a refeição, posicione os talheres um ao lado do outro, com o garfo à esquerda e a faca (com a serra voltada para dentro) à direita.
Os cabos dos talheres devem estar voltados para você ou levemente para a direita.

5. Mantenha a postura:

A pessoa quando fica sentada por muito tempo, tende a se cansar e, com isso, acaba curvando o corpo.

Se você perceber isso, endireite-se discretamente.

6. Dê garfadas pequenas:

Não é só questão de beleza, mas é uma regra estratégica.

Se você der pequenas garfadas, poderá engolir o alimento mais rápido e terá tempo para conversar.

É muito feito falar com a boa cheia.

7. Sirva-se aos poucos

Nunca encha o prato de maneira que ele transborde.

Coloque a comida em quantidade modera e, se continuar com fome, repita.

8. Pense nos outros que estão à mesa, antes de se servir

Olhe bem para o que tem na mesa e calcule mentalmente quantas porções é possível servir para cada pessoa.

Se tiver, por exemplo, dez pedaços de carne e oito pessoas para comer, então se sirva apenas com um pedaço.

Faça isso sempre para não errar.

9. Mastigue devagar

Mastigue muitas vezes e sem pressa.

10. Jamais gesticule com os talheres na mão

Se estiver falando, deixe os talheres no prato e não faça movimentos bruscos sobre à mesa.

11. Espere o anfitrião se servir

É muito mais cortês, até porque nunca se sabe se ele deseja fazer algum discurso ou oração antes das pessoas se servirem.

No entanto, se ele pedir para você se sirva primeiro, tenha a honra.

12. Leve o alimento à boca e não o contrário

Há quem incline o corpo todo para alcançar o talher, isso não deve acontecer.

13. Não corte a massa

Se é você quem vai fazer o macarrão, cozinhe-o por inteiro.

E, na hora de comer, jamais corte a massa.

Algumas pessoas colocam uma colher para ajudar a juntar o alimento ao garfo, outras acham deselegante.

Por via das dúvidas, coma apenas com o garfo, enrolando o macarrão.

É bem simples!

14. Dobre a alface e outras folhas

É fácil fazer umas trouxinhas com as folhas e levá-las à boca delicadamente.

15. Não pegue carnes com ossos (costela, frango, cordeiro) com as mãos

Apesar de ser mais prático e saboroso, em público é melhor evitar.

16. Tire o caroço de azeitona da boca discretamente com a ponta do garfo:

Feito isso, leve o caroço para a beira do prato e jamais o coloque sobre a mesa.

Na verdade, nenhum resto de comida deve ficar na mesa.

17. Evite barulho

Algumas pessoas fazem barulho ao tomar sopa, água ou qualquer outro líquido.

Outras, acabam raspando o talher no prato, o que resulta num ruído horrível.

Outros barulhos como assoar o nariz e arrotar também deve ser definitivamente proibidos na mesa.

18. Retire-se da mesa somente depois que todos tiverem concluídos

O que acontece é que tem gente que termina de comer e já quer sair da mesa – isso não é muito educado.

Alguns anfitriões preferem conversar por mais tempo.

19. Ao se levantar, coloque o guardanapo ao lado do prato

Mas não é preciso dobrá-lo.

20. Evite o uso de palitos de dentes

Mas, se for necessário, cubra com uma das mãos.

21. Se tiver pão para acompanhar a sopa, parta-o e coma com a mão

22. Não erga o prato para tomar até a última gota de sopa

Definitivamente isso causa má impressão.

23. Se estiver num restaurante, não grite para chamar o garçom

Procure fazer um contato visual com o garçom e, em seguida, gesticular sem muito alarde.

Se você seguir todas essas dicas, com certeza não terá problema aonde quer que você vá.

Esforço intelectual aumenta a sobrevida das células do cérebro

Diz-me o que lês… dir-te-ei do que sofres

Páginas anti-inflamatórias, parágrafos analgésicos e histórias que são verdadeiras doses de vitaminas. A biblioterapia, dizem, pode curar estados 
de alma através dos benefícios da leitura e não tem contraindicações. Falámos com Ella Berthoud, co-autora de Remédios Literários, para perceber afinal do que trata esta terapia dos tempos da Grécia Antiga

Para Ella Berthoud, a biblioterapia “é a arte de prescrever a ficção para as doenças da vida”. Dito assim pode parecer simples, mas até receitar um livro para tratar um qualquer estado de alma, a biblioterapeuta e pintora inglesa precisa de entrar no nosso cérebro, tal como o leitor faz com o autor e as personagens de um livro. Ella Berthoud precisa saber os hábitos de leitura das pessoas, os amores e desgostos, as mudanças que estão a acontecer na vida, desde bebés a caminho, mudanças de emprego ou de casa, novo relacionamento ou uma crise existencial.

No livro Remédios Literários, escrito a meias, em 2014, com Susan Elderkin, as autoras recomendam livros de A a Z, para problemas desde “abandono” a uma “zanga com o melhor amigo”. São mais de 750 referências para tratar uma série de problemas: ressonar, baixar a tensão arterial, combater pesadelos, superar um divórcio. Em 2016, publicaram The Story Cure, dirigido a pais em apuros, frisando que os bons livros para a infância servem tanto para adultos como para crianças.

Ella e Susan conheceram-se quando ambas eram estudantes de literatura inglesa na Universidade de Cambridge. Sempre que partilhavam um problema, recomendavam livros uma à outra para superar a situação. Para as autoras inglesas que, no ano passado, estiveram em Portugal, no Festival Literário Internacional de Óbidos, onde começaram as leituras massajadas, ler o livro certo no momento certo pode mudar a vida das pessoas.

A biblioterapia afinal é muito antiga, nasceu mesmo no tempo de Platão?

Há evidências de que na Grécia Antiga usavam a biblioterapia como uma forma de lidar com as doenças. Nessa altura, as bibliotecas e os teatros eram construídos perto dos hospitais. Os gregos perceberam a necessidade da catarse como uma forma de purgar fortes emoções que poderiam ser prejudiciais. Se experimentassem emoções fortes ao ver uma peça de teatro ou ao ler um livro, não teriam de passar por elas na vida real, mas seriam curados experimentando-as de forma ficcional.

Existem vários tipos de biblioterapeutas ou apenas um?

Nós [com Susan Elderkin] praticamos uma biblioterapia muito particular, aquela que usa a ficção como cura das doenças da vida. Há alguns biblioterapeutas que usam muito mais obras de não-ficção nas suas prescrições, escolhem livros de auto-ajuda e literatura não-ficcional. Nós somos as únicas biblioterapeutas que, quase em exclusivo, só usamos romances nas nossas curas. Também fizemos o nosso próprio questionário para descobrir o que torna o cliente em determinado tipo de leitor. Temos vindo a aperfeiçoar o questionário durante muitos anos, para obter as perguntas certas. Os clientes gostam, realmente, de preencher o questionário, como um preliminar para a nossa reunião.

Como se distingue a biblioterapia dos livros de auto-ajuda?

Quando conhecemos os clientes, descobrimos muito sobre o tipo de pessoa que são, bem como o tipo de leitor. Percebemos que livros amam e odeiam e se preferem mais literatura baseada em história ou em outra linguagem. Por isso, os livros que recomendamos para ler são uma prescrição à medida da leitura perfeita para cada um deles. Os livros de auto-ajuda são escritos para que todos possam ler o mesmo, e são muito menos subtis do que a ficção. Quando se lê ficção entra-se na cabeça do autor e das personagens e isso transforma o seu mundo interior de uma maneira muito diferente da dos livros de auto-ajuda. Com a auto-ajuda, o autor fala para a mente consciente do leitor; com a ficção, o escritor vai direto para o inconsciente. Isso torna o efeito da biblioterapia muito mais duradouro e profundo.

Há um género literário certo para cada tipo de doença ou estado de alma?

Não é tanto o género certo, mas uma coleção de obras. Por exemplo, para a depressão temos um conjunto de romances que revelam os sentimentos da pessoa deprimida, mostrando-lhes que não estão sozinhos, enquanto outros romances vão ajudar a sentir-se mais positivo. Para o luto, temos romances que levam o leitor pela mão e mostram-lhes como sobreviver a esse momento trágico na sua vida. Para cada problema temos uma obra única, mas isso também depende do leitor e do tipo de livros que gosta ler.

Recomendam os grandes clássicos da literatura mundial?

Preferimos a ficção à não ficção, mas também escolhemos memórias, biografias e poesia. Tendemos a não recomendar demasiados best-sellers globais, por acharmos que os leitores os vão descobrir por si próprios. Estamos aqui para surpreender o leitor com livros com os quais nunca se cruzariam. É por isso que não podemos parar de ler!

O cérebro humano reage de acordo com o que lê? Como é que funciona?

Estudos científicos já demonstraram que o cérebro responde ao que lê disparando as mesmas vias neuronais quer na leitura, quer na própria atividade. Ao ler sobre ir fazer uma corrida de dez quilómetros o seu cérebro cria o mesmo tipo de efeito como se realmente tivesse corrido. Naturalmente, sem trabalhar os músculos.

O processamento da leitura no cérebro é muito complexo, mas assim que uma pessoa aprende a ler, o cérebro transforma as letras em imagens, emoções, cores e sensações com uma agilidade notável. É um processo que pode demorar algum tempo, eventualmente, e o leitor nem se apercebe que a linguagem escrita passa a imagens e sentimentos. Claro, que nem toda a gente lê da mesma forma – alguns leitores são muito mais visuais, outros mais auditivos, e na verdade conseguem ‘ouvir’ as palavras dentro da sua cabeça. Alguns preferem novelas gráficas ou um áudio-livro. A leitura não é de modo algum a mesma para todos.

É verdade que os hospitais, em Londres, já usam esta terapia?

Em Cirurgia Geral, os médicos podem prescrever livros, uma vez que existe uma lista de obras para ‘levantar o ânimo’, em condições específicas e menos graves, como por exemplo, uma depressão leve ou como adjuvante da medicina tradicional. A biblioterapia não é usada em hospitais, exceto como tratamento paliativo. Existe uma organização, chamada The Reader Organisation, que anda pelos hospícios, hospitais e lares de idosos a ler às pessoas. Esta é uma maneira muito prática de praticar biblioterapia.

Esforço intelectual aumenta a sobrevida das células do cérebro

Cinco alimentos que devemos começar a consumir diariamente

A oferta de industrializados e multiprocessados é gigante. Eles estão por todas as partes e seu consumo excessivo e diário pode ser muito prejudicial à saúde. Nós até já elencamos os “cinco alimentos que deveríamos parar de consumir agora mesmo”. Mas o levantamento agora é: o que a gente deve começar a consumir neste instante?

A lista com alimentos ricos e seus benefícios à saúde é gigante. A tarefa de eleger apenas alguns e detalhar seus benefícios não foi fácil. Nós contamos com a ajuda da nutricionista Dani Caparros. “Muitas vezes, nós caímos na monotonia e consumimos o mesmo alimento repetidas vezes, quando poderíamos acrescentar variedades e alimentos interessantes à nossa saúde”, explica Caparros, que é pós-graduada em Nutrição Esportiva pela UGF-SP e especialista em fitoterapia. Importante: as dicas não são apenas para quem quer perder peso e está de dieta.

Gengibre

Além de possuir vitaminas e minerais, o gengibre é riquíssimo em gingerol. Essa substância dentre outros benefícios à nossa saúde tem uma ação anti-inflamatória e antioxidante poderosa.

Créditos: Veganbaking.net / VisualHunt / Divulgação

“O consumo da raiz pode ser de grande ajuda para pessoas que sentem náuseas, sem contar no seu efeito termogênico para quem busca redução ou manutenção de peso”, explica Dani Caparros.
O gengibre pode ser incluído diariamente sob a forma de chá, na água, como tempero ou mesmo no preparo de pratos.

Abacate

Devido quantidade expressiva de gorduras (boas), alguns acham erradamente que o abacate é vilão em qualquer dieta, mas a verdade é que a fruta deve ser incluída no cardápio de todos.

Créditos: Prestonbot / VisualHunt / Divulgação

“Ele é riquíssimo em vitaminas e minerais. Excelente fonte de gorduras monoinsaturadas do tipo ômega 9, a fruta auxilia na saúde cardiovascular. Possui também grande quantidade de vitamina E, outra grande aliada quando se trata de coração. Possui em sua composição, um composto chamado do beta sitosterol, composto esse que auxilia na redução do LDL colesterol (colesterol ruim)”, detalha a nutricionista.
A fruta pode ser usada em pratos doces ou salgados. Um prato muito conhecido é guacamole, mas a fruta pode (e deve) ser consumida in natura ou na vitamina

Frutas vermelhas

Além de saborosíssimas, as frutas vermelhas são ricas em vitamina C (antioxidante) e flavonóides (antocianinas). O consumo delas ajuda no combate de radicais livres, o que retarda o envelhecimento do organismo como um todo. Elas são aliadas na luta por uma pele melhor, por exemplo.

Créditos: Washington Costa / VisualHunt / Divulgação

As antocianinas presentes nas frutas também possuem função anti-inflamatória. Geralmente, quanto mais escura, maior a sua concentração de flavonoides e seu efeito antioxidante.
Experimente incluir diariamente ao menos uma porção de cereja, framboesa, amora, uva, mirtilo, morango ou açaí (sem xarope de guaraná).

Oleaginosas

As pesquisas mostram que o consumo das oleaginosas está associado à redução de doenças cardiovasculares. Elas são também grandes aliadas na manutenção dos níveis adequados de colesterol.

Créditos: Maria Re / / VisualHunt / Divulgação

As castanhas (ou oleaginosas) são fontes de gorduras monoinsaturadas. Suas variedades são: avelãs, amêndoas, castanha do Brasil, castanha de caju, castanha do barú, noz, pistache, dentre outras.
Atenção para as dietas com restrição de calorias diárias. Neste caso, o consumo excessivo pode ser prejudicial. Ao mesmo tempo que são saudáveis, são também muito calóricas.

Açafrão-da-terra

De aspecto parecido com um gengibre – também conhecido como gengibre amarelo – o açafrão também é uma raíz. Ele é rico em cúrcumina, um fitoquímico conhecido por ser um potentíssimo anti-inflamatório. Tem ainda ação antioxidante.

Créditos: firesika / VisualHunt / Divulgação

Pesquisas apontam a relação do seu consumo a benefícios em tratamentos contra artrite e doenças de pele, além de ter poder bactericida. Acrescente como tempero no preparo de pratos.

Água

Sem sombra de dúvida é o líquido de maior importância e o mais esquecido por todos. Sendo o nosso organismo composto em sua maior parte por água, é natural que o consumo dela seja diário.

Créditos: VisualHunt / Divulgação

“A água auxilia no aspecto geral da pele, na função intestinal e em diversas outras funções e reações químicas que acontecem no organismo todos os dias, ou seja, ela sim deveria ser a “bambambam” de todos os momentos. Não o chá verde, o chá de hibisco…”, explica a nutricionista esportiva.
O consumo deve ser individualizado e no geral pode variar de 30 a 35 ml água a cada quilo de peso por dia. Uma dica para variar a bebida é colocar hortelã, gengibre ou gotas de limão.

Leandro Bastos

Por Leandro Bastos

Esforço intelectual aumenta a sobrevida das células do cérebro

Cinco alimentos que deveríamos parar de consumir agora mesmo

Eles estão na mesa, na geladeira e no armário da maioria das casas. Alguns parecem inofensivos. Outros, a gente até já escutou algo sobre danos à saúde, mas preferimos ignorar e seguir consumindo “com moderação”. O fato é que ingerimos determinados alimentos diariamente podem ser extremamente perigosos.

Baseados em um vídeo da nutricionista esportiva do canal no Youtube Priscila DiCiero Oficial, resolvemos destacar cinco alimentos que não deveríamos consumir. Importante: as dicas não são apenas para quem quer perder peso e está de dieta.

Refrigerante

Além dos corantes, acidulantes e uma série de outras substâncias que a gente tem dificuldades para pronunciar o nome, o refrigerante é uma “bomba” de açúcar. Para se ter ideia, 200ml da bebida, um copinho, tem em torno de 6 a 7 colheres de chá de açúcar.

Então, você consome refrigerante zero, diet ou light e pensa: “agora, está tudo bem”. Bom, a história não é bem essa. Para se chegar ao paladar doce, é adicionado uma série de adoçantes artificiais que já são questionados sobre sua segurança no consumo humano. A bebida também contém ácido fosfórico que age diretamente na saúde dos nossos ossos e dentes. “A substância faz com que a gente perca cálcio, e isso pode afetar o crescimento e o desenvolvimento”, destaca Priscila Di Ciero.

Outro aspecto que deve ser levado em consideração aqui é que a bebida eleva os níveis de PH do nosso corpo. “Estudos apontam que doenças como o câncer, por exemplo, gostam de agir em níveis mais altos de PH”, afirma a nutricionista Ana Paula Martins em vídeo com Di Ciero.

Salsicha

Segundo um artigo divulgado pela ‘British Medical Journal’, uma das mais influentes e conceituadas publicações sobre medicina no mundo, a cada salsicha ingerida a pessoa perde 15 minutos de vida. O texto esclarece que o consumo excessivo deste embutido aumenta o risco de desenvolvimento de câncer, principalmente o colorretal.

Já reparam como a água fica alaranjada depois de cozinhar algumas salsichas? Aquilo é um pouco dos resíduos dos corantes que são adicionados à carne. Tudo para que ela tenha um aspecto mais avermelhado. Os corantes têm levantado polêmicas por causa da propensão a causar hiperatividade e falta de atenção em algumas crianças. Nos Estados Unidos, o Centro de Ciência no Interesse Público entrou com uma ação coletiva, solicitando ao governo que os corantes artificiais fossem banidos. “O único propósito dos corantes é vender mais junk food”, afirmou Marion Nestle, professora de nutrição, estudos alimentares e saúde pública, na Universidade de Nova York.

Gelatina de caixinha

A vilã com cara de boazinha. Muita gente acredita que a gelatina é útil para fortalecer pele, unhas e cabelos, graças ao colágeno presente em sua fórmula. Porém, a versão que encontramos nos supermercados, na verdade, possui muito açúcar, corantes, e uma infinidade de substâncias químicas.

Os níveis da proteína dos tendões, pele e ossos de origem animal encontrados nas gelatinas industrializadas são muito baixos. Cerca de 120 gramas do produto apresentam apenas de 0,76 a 2 gramas de colágeno. Os especialistas dizem que para se ter algum benefício é preciso consumir entre 8 a 10 gramas.

Molhos industrializados

Então, você consome salada e acha que está sendo saudável. Nem sempre é o caso. Muitos dos molhos industrializados que são vendidos como ligth, com ervas e leves são vilãos ocultos na alimentação.

Muitos são ricos em gordura, açúcar, acidulantes e o glutamato monossódico. Este último traz várias alterações para o organismo, como fadiga, cansaço, alteração de humor, alteração da memória e concentração, alergias. Ele também modifica as papilas gustativas, fazendo com que a pessoa fique mais viciada ainda neste tipo de sabor.

Margarina

A margarina surgiu como uma alternativa à manteiga, que era tida como vilã há alguns anos. O produto é produzido com óleos vegetais em um processo de hidrogenação para manter aquela consistência sólida. Em resumo, o hidrogênio faz com que o óleo vegetal fique “firme” e cremoso. Segundo a Priscila Di Ciero, gordura vegetal hidrogenada é sinônimo de gordura trans. “Ela aumenta o colesterol ruim, diminui o bom. Prejudica toda parede das artérias. Aumenta o risco de desenvolver endometriose…”, afirma.

Por Leandro Bastos

Esforço intelectual aumenta a sobrevida das células do cérebro

Os hormônios da felicidade: como desencadear efeitos da endorfina, oxitocina, dopamina e serotonina

Dançar aumenta a endorfina no corpo, que gera sensação de felicidade

Ao longo dos séculos, artistas e pensadores se dedicaram a definir e representar a felicidade. Nas últimas décadas, porém, grupos menos românticos se juntaram a essa difícil tarefa: endocrinologistas e neurocientistas.

O objetivo é estudar a felicidade como um processo biológico para encontrar o que desencadeia esse sentimento sob o ponto de vista físico.

Ou seja, eles não se importam se as pessoas são mais felizes por amor ou dinheiro, mas o que acontece no corpo quando a alegria efetivamente dispara, e como “forçar” esse sentimento.

Neste sentido, há quatro substâncias químicas naturais em nossos corpos geralmente definidas como o “quarteto da felicidade”: endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina.

A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro Habits of a happy brain (“Hábitos de um cérebro feliz”, em tradução livre), explica que “quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem”.

“Seria bom que surgissem o tempo todo, mas não funcionam assim”, diz a professora da Universidade Estadual da Califórnia (EUA).

“Cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito.”

Conheça a seguir maneiras simples para ativar essas quatro substâncias químicas da felicidade, sem drogas ou substâncias nocivas.

1. Endorfinas

As endorfinas são consideradas a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural.

Descoberta há 40 anos, as endorfinas são uma “breve euforia que mascara a dor física”, classifica Breuning.

Comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar enddorfina

Por isso, comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar esses opiáceos naturais, o que induz uma sensação de felicidade. Mas essa não é a única maneira de obter uma “injeção” de endorfina.

De acordo com estudo publicado no ano passado por pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra), assistir a filmes tristes também eleva os níveis da substância.

Uma das maneiras de liberar endorfina é assistir a filmes tristes

“Aqueles que tiveram maior resposta emocional também registraram maior aumento na resistência a dores e sentimento de unidade em grupo”, disse à BBC Robin Dunbar, professor de Psicologia Evolutiva e autor do estudo.

Dançar, cantar e trabalhar em equipe também são atividades que melhoram, por meio de um aumento nas endorfinas, a união social e tolerância à dor, afirma Dunbar.

2. Serotonina

Como a serotonina flui quando você se sente importante, o sentimento de solidão e até mesmo a depressão são respostas químicas à sua ausência.

“Nas últimas quatro décadas, a questão de como manipular o sistema serotoninérgico com drogas tem sido uma importante área de pesquisa em biologia psiquiátrica e esses estudos têm levado a avanços no tratamento da depressão”, escreveu em 2007 Simon Young, editor-chefe na revista Psiquiatria e Neurociência.

Exercícios físicos ajudam a liberar serotonina

Dez anos mais tarde, a depressão se situa como a principal causa principal de invalidez em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de transtorno mental que afeta mais de 300 milhões de pessoas.

A estratégia mais simples para elevar o nível de serotonina é recordar momentos felizes, diz Alex Korb, neurocientista do site Psicologia Hoje.

Um sintoma da depressão é esquecer situações felizes. Por isso, acrescenta Korb, olhar fotos antigas ou conversar com um amigo pode ajudar a refrescar a memória.

O neurocientista descreve três outras maneiras: tomar sol, receber massagens e praticar exercícios aeróbicos, como corrida e ciclismo.

3. Dopamina

A dopamina é costuma ser descrita como responsável por sentimentos como amor e luxúria, mas também já foi tachada de ser viciante. Daí sua descrição como “mediadora do prazer”.

“Baixos níveis de dopamina fazem que pessoas e outros animais sejam menos propensos a trabalhar para um propósito”, afirmou John Salamone, professor de Psicologia na Universidade de Connecticut (EUA), em estudo sobre efeitos da dopamina no cérebro publicado em 2012 na revista Neuron.

Por isso, acrescentou o pesquisador, a dopamina “tem mais a ver com motivação e relação custo-benefício do que com o próprio prazer.”

Dar os primeiros passos de um objetivo e depois alcançá-lo aumenta os níveis de dopamina

O certo é que essa substância química é acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e também quando a meta é cumprida.

Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. E celebrar quando atingi-las.

4. Oxitocina

Por ser relacionada com o desenvolvimento de comportamentos e vícios maternos, a oxitocina é muitas vezes apelidada de “hormônio dos vínculos emocionais” e “hormônio do abraço”.

Segundo estudo publicado em 2011 pelo ginecologista e obstetra indiano Navneet Magon, “a ligação social é essencial para a sobrevivência da espécie (humanos e alguns animais), uma vez que favorece a reprodução, proteção contra predadores e mudanças ambientais, além de promover o desenvolvimento do cérebro.”

“A exclusão do grupo produz transtornos físicos e mentais no indivíduo, e, eventualmente, leva à morte”, acrescenta.

Um simples abraço pode elevar os níveis de oxitocina no corpo

Por isso, o obstetra considera que a oxitocina tem uma “posição de liderança” nesse “quarteto da felicidade”: “É um composto cerebral importante na construção da confiança, que é necessária para desenvolver relacionamentos emocionais.”

Abraçar é uma forma simples de se conseguir um aumento da oxitocina. Dar ou receber um presente é um outro exemplo.

Breuning, da Universidade da Califórnia, também aconselha construir relações de confiança, dando “pequenos passos” e “negociando expectativas” para que ambas as partes possam concretizar o vínculo emocional.

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