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Sistema da Microsoft já reconhece a fala tão bem quanto os humanos

Sistema da Microsoft já reconhece a fala tão bem quanto os humanos

Os robôs já conseguem escutar e transcrever o que as pessoas dizem tão bem quando um ouvido humano comum. Foi este o resultado do esforço da Microsoft, que revelou que uma equipe de engenheiros na área de pesquisa em inteligência artificial desenvolveu um sistema de reconhecimento de voz com o mesmo índice de erros que uma pessoa normal.

Para avaliar a qualidade do algoritmo, foi usada a métrica WER (sigla em inglês para “taxa de erros de palavras”), que mede a capacidade de um sistema de reconhecer a voz e transcrevê-la de forma precisa. O software em questão foi capaz de obter uma taxa de erros de apenas 5,9%, que foi aproximadamente igual ao obtido por pessoas que receberam a tarefa de transcrever a mesma conversa.

Compreensivelmente, os pesquisadores da Microsoft ficaram empolgados com o resultado, declarando uma marca histórica. “Alcançamos a paridade humana”, comemora Xuedong Huang, chefe de cientistas da fala na companhia. No entanto, os cientistas explicam que a marca é importante, mas ainda está longe de ser perfeita, porque os humanos não são perfeitos.

As pesquisas para chegar até este ponto foram extensas e duraram décadas, mas o ritmo de evolução se intensificou nos últimos tempos. No mês passado, o sistema também já havia atingido uma marca importante, com uma pontuação de 6,3 WER, que ficou ainda um pouco atrás das capacidades humanas. Neste mês, a meta foi alcançada.

Este nível de precisão usou redes neurais que armazenam volumes enormes de informações, que são usados para treinar o sistema. Com isso, a inteligência artificial consegue reconhecer padrões de voz para conseguir transcrever a fala para texto.

O próximo passo é melhorar ainda mais o sistema e garantir que ele funcione em situações do mundo real, que vão muito além do que um laboratório pode proporcionar. É importante que o algoritmo seja capaz de reconhecer o que é dito também em restaurantes com barulho de fundo, em ruas movimentadas e em ventos fortes.

A conquista é importantíssima para o futuro da Microsoft, já que a grande aposta do mercado de tecnologia é que a inteligência artificial pode substituir os apps em um futuro não muito distante. Em vez de abrir um aplicativo para realizar uma função, dê um comando de voz para uma assistente virtual (no caso da Microsoft, a Cortana) realizar a ação por você; para este futuro se concretizar, o sistema tem que ficar cada vez melhor em entender comandos de voz. Xbox, Office, Windows também se beneficiam diretamente disso.

por RENATO SANTINO

Sistema da Microsoft já reconhece a fala tão bem quanto os humanos

Emoções – aprendizagem através de aplicativo

Todos nascemos com um “kit básico emocional” que são fenômenos expressivos, de curta duração mas que envolvem a ativação de estados de sentimentos que servem para nos auxiliar na adaptação ao ambiente. As emoções teriam como função: coping (enfrentamento) e socialização. Por exemplo: se percebemos que alguém está sorrindo, associamos o sentimento de felicidade e dessa forma já temos um feedback de como interagir com aquele indivíduo naquele determinado momento.

Mas como fazer esta associação se não nos foi trabalhado estas noções? Pois temos o kit básico emocional, mas isso não é garantia de que sabemos usá-lo, portanto, emoções precisam ser trabalhadas desde o nascimento até a morte!

Goleman (2013) menciona que a compreensão emocional básica se inicia na primeira infância: por volta de 2 a 3 anos, é possível relacionar palavras a sentimentos e classificar expressões faciais. No entanto, a partir dos 6 meses de idade começa a ser ativado um circuito de empatia que nos permite modelar as expressões/emoções daqueles que interagem conosco, são os “neurônios-espelho”. São circuitos que nos colocam em sintonia com alguém ao despertar o estado emocional identificado no outro. Contudo é lá na adolescência que já é possível ‘ler’ os sentimentos com precisão, sendo essa a base de interações sociais mais tranquilas.

Como se pode perceber as emoções exigem um trabalho de “lapidação” durante toda a infância. Necessita a realização de um trabalho integrado onde a criança não apenas reconheça a emoção, mas que também saiba nomeá-la e compreender o significado da mesma.  E por isso, venho compartilhar com vocês um aplicativo que pode ser utilizado em diferentes contextos, familiar, escolar e clínico. É o ”Emoji Game” criado pela Educação Futura, cujo responsável é o professor Tiago B. J. Eugênio.

O Emoji proporciona a identificação das expressões faciais fazendo com que a criança através do lúdico se aproprie de conhecimentos que agreguem valor as suas habilidades socioemocionais. Esta interação com o jogo fará com que a mesma comece a prestar mais atenção em si e nos outros, noções básicas e essenciais as quais descrevi no artigo “As crianças estão mudando o foco”.

No contexto escolar e clínico há toda a possibilidade de criação de estratégias de intervenção, tais como: jogos de memória de emoções, dados de sentimentos, trilhas das emoções e quem sabe até criar um jogo de detetive de emoções.

O jogo contribui também para indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) favorecendo o autoconhecimento, a empatia e a compreensão destes fatores.

Portanto segue o link do app: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.educacaofutura.Emoji

Ou então assistam no youtube um tutorial do jogo:

Link: https://www.youtube.com/watch?v=1HWj2H0ncaM

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Cérebro das mulheres cresce durante ciclo menstrual

Estudo alemão revela que o cérebro das mulheres fica ligeiramente maior durante o ciclo menstrual.

Um estudo do Max Planck Institute for Human Cognitive and Brain Sciences, na Alemanha, sugere que a menstruação não altera apenas o aspecto físico das mulheres, muda também o cérebro.

Conta o site LiveScience que os investigadores alemães verificaram que o cérebro das mulheres fica ligeiramente maior quando estão menstruadas devido ao impacto que os níveis de estrogênio têm no hipocampo. Este hormono faz crescer ligeiramente tanto a matéria branca como a matéria cinzenta desta zona do cérebro, responsável pelas memórias e emoções.

A conclusão do estudo surgiu depois de terem sido analisadas 30 mulheres, cujos cérebros foram avaliados via scanner ao longo de dois ciclos menstruais. Foram feitas ainda colheitas de sangue para determinar os níveis hormonais.

Embora não se saiba como esta alteração cerebral pode afetar a mulher a longo prazo, os investigadores acreditam que o crescimento pontual do cérebro pode interferir com o comportamento das mulheres durante ‘aquela fase do mês’.

O estudo foi publicado este mês na Nature.

por DANIELA COSTA TEIXEIRA

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ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA

Já é de conhecimento que outubro, mais conhecido como Outubro Rosa, é o mês de combate ao Câncer de Mama, e durante estes trinta e um dias, a população é bombardeada com informações sobre a doença e como preveni-la. O Câncer de Mama é um dos mais comuns entre as mulheres e, no Brasil, o número chega a 60.000 novos casos por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). Em 90% dos casos, o Câncer de Mama está associado à condição hormonal, porém, o mesmo também pode ser hereditário ou estar relacionado ao comportamento humano, como uso de cigarro, bebidas alcoólicas, obesidade, dentre outros fatores.

Para prevenir a doença, não basta apenas realizar o autoexame, já que quando o tumor possui tamanho para ser apalpado já não está mais em seu estágio inicial, portanto é necessário um cuidado especial com a alimentação. De acordo com a nutricionista Mariana Raesk, para prevenir o carcinoma mamário o primeiro passo é adotar uma dieta equilibrada. “O consumo de vegetais, frutas, grãos integrais, gorduras saudáveis e carnes magras é essencial. Evitar o excesso de produtos industrializados, gorduras saturadas e a ingestão de bebidas alcóolicas também são fundamentais”, explica.

Manter a alimentação saudável é a recomendação básica para prevenir o Câncer de Mama, pois ajuda a manter o peso corporal adequado, evitando a obesidade. “Os alimentos de origem funcional são ótimos, pois, além de desempenharem as suas funções básicas de nutrição, apresentam benefícios fisiológicos que podem prevenir o aparecimento da doença. Neste caso, a castanha do Brasil é destaque, pois é riquíssima em selênio 1 mineral, que tem ação protetora no aparecimento de células malignas. O consumo de uma castanha ao dia já ajuda na prevenção”, cita a nutricionista.

Ainda segundo Mariana, a cúrcuma também é uma especiaria considerada anticancerígena podendo prevenir ou retardar o crescimento de células do câncer de mama. “Recomenda-se cerca de duas colheres de chá por dia em preparações como carne, caldos e sopas, por exemplo”.

O consumo de carnes vermelhas também pode ser um problema, principalmente em mulheres que estão na pré-menopausa. Portanto, o mais recomendado são alimentos ricos em ômega-3, que ajudam também no controle de metástases. “Opte por peixes como a sardinha, o salmão, arenque e atum, de 3 a 4 vezes na semana”, aconselha Mariana Raesk.

Além de manter uma dieta saudável é imprescindível a prática de atividades físicas em conjunto com os bons hábitos alimentares para manter o peso, evitar a obesidade e prevenir o aparecimento do Câncer de Mama.

Sistema da Microsoft já reconhece a fala tão bem quanto os humanos

5 ALIMENTOS COM AÇÚCAR ESCONDIDO

Fique a saber quais são os alimentos que deve consumir com mais moderação.

Que o açúcar está presente em bolos, bolachas e guloseimas já todos sabemos. Mas será que estamos a ter em atenção os alimentos que contém açúcar escondido?

O açúcar é considerado um dos principais responsáveis pela epidemia mundial: a obesidade.

Existem muitos alimentos com açúcar escondido. Alimentos esses que nem imagina que contêm açúcar, e ao ingeri-los está a fazer com que o balanço no final do dia seja superior ao esperado.

Em 2015, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou um guia onde recomendava que o consumo diário de açúcar não fosse superior a 10% do total de calorias ingeridas diariamente.

No entanto, é cada vez mais difícil não ultrapassar este limite, já que a maioria dos alimentos, principalmente processados, possui açúcar na sua composição.

Existem alimentos que nem imagina que contêm açúcar, e ao ingeri-los está a fazer com que o balanço no final do dia seja superior ao esperado, mesmo sem se aperceber.

ALIMENTOS A TER EM ATENÇÃO


1. MOLHO E POLPA DE TOMATE

tomate
Não há dúvidas de que o tomate é um alimento saudável e bastante nutritivo. Mas será que todos os produtos que contêm tomate são igualmente saudáveis?

Na verdade não, pois a maioria dos concentrados de tomate possuem açúcar na sua composição.

  • Por cada 100g de polpa de tomate, estão presentes cerca de 5g de açúcar, quase 1 pacote de açúcar.

Dica: Prefira sempre o tomate ao natural. Faça o seu próprio molho em casa, e congele-o para futuras utilizações.

2. PÃO DE FORMA

Só porque tem a palavra “pão” não significa que seja a melhor opção para si. Apesar de ter um valor energético muito parecido com o pão tradicional, da sua composição fazem parte muitos aditivos, e também uma quantidade elevada de açúcar.

Esta opção é, portanto, menos saudável.

  • Cada fatia de pão integral tem cerca de 70 kcal e 2 gramas de açúcar.

Dica: Dê preferência ao pão da padaria (centeio, integral, cereais) ao invés do pão de forma.

3. IOGURTE

iogurte
O iogurte é um alimento bastante nutritivo e que traz diversos benefícios à saúde. Contudo, existem diversos tipos de iogurtes e todos com características muito distintas, que se vão refletir no seu valor nutricional.

Portanto, existem opções mais saudáveis que outras.

  • Um iogurte sólido de aromas (125 g) pode ter cerca de 15g de açúcar, enquanto que um iogurte natural ou aromas 0% açúcares adicionados contém cerca de 4g de açúcar.

Dica: Evitar iogurtes açucarados e preferir os naturais e/ou com baixo teor de açúcar.

4. CEREAIS DE CAFÉ DA MANHÃ

Os cereais do café da manhã são uma excelente alternativa ao pão, mas tal como os iogurtes, têm um lado menos positivo no que respeita à quantidade de açúcar.

Devido à grande diversidade de cereais existente nas prateleiras dos supermercado, pode tornar-se uma tarefa difícil escolher os mais adequados (do ponto de vista da quantidade de açúcar).

  • Os cereais de café da manhã contêm variadas quantidades de açúcar, podendo atingir 15g por porção (30g) ou mais.

Dica: Procure os cereais integrais não açucarados, mesmo sabendo que a oferta é reduzida, eles existem e a quantidade de açúcar é mais reduzida.

5. LEGUMES EM CONSERVA

legumes enlatados
Por serem legumes, acha-se à partida que são saudáveis e só fazem bem ao organismo. Mas não é bem assim.

Este tipo de enlatados, por norma, contêm açúcar, que faz com que se ache que se está a fazer uma boa escolha quando na realidade não está.

Destacam-se neste ponto as ervilhas, o milho e as primaveras de legumes.

  • Algumas marcas de legumes enlatados contêm mais de 3g de açúcar por porção (65g)

Dica: O ideal é escolher os legumes frescos ou, em alternativa, congelados.

MENSAGEM A RETER…


  • Tal como se consegue perceber, alguns alimentos considerados saudáveis podem trazer um aporte de açúcar superior ao expectável;
  • É preferível optar por alternativas mais saudáveis, mesmo que isso implique perder um pouco mais de tempo para a leitura dos rótulos dos alimentos aquando da compra;
  • Existem muitos outros alimentos com açúcar escondido que poderiam fazer parte desta lista, contudo estes são os mais ingeridos pela população.

A partir de agora, já sabe os cuidados que deve ter.

por Inês Sanches

Sistema da Microsoft já reconhece a fala tão bem quanto os humanos

Estará a internet a prejudicar o nosso cérebro?

Ao nível da memória e da capacidade de concentração, por exemplo?

Ao longo da história, o surgimento de uma nova tecnologia suscitou sempre preocupação nas pessoas. O receio do cérebro humano não ser capaz de lidar com o ataque de informação que iria obter com essa nova tecnologia foi proferido pela primeira vez como reação ao surgimento da prensa no século XVI. Troque a “prensa” pela “internet” e fica com as mesmas preocupações hoje, normalmente proferidas pelos principais meios de comunicação e normalmente a pensar nas crianças. Mas será que existe alguma legitimidade nestas afirmações? Ou será que são apenas alarmismos desnecessários? Existem várias coisas a ter em mente quando se considera como os nossos cérebros lidam com a internet.

O cérebro humano está sempre a lidar com uma corrente constante de informação detalhada – é assim que funciona o mundo.

Em primeiro lugar, não se esqueça que a “internet” é um termo vago, tendo em conta que contém tantas coisas em tantos formatos. Por exemplo, desenvolver-se o vício de jogo em casinos online ou sites de poker. Este é um exemplo do cérebro de alguém a ser afetado de uma forma negativa pela internet, contudo é difícil dizer que a internet seja a principal culpada, da mesma forma que não podemos culpar as “entidades” pelo vício de jogo desenvolvido num casino real; tem tudo a ver com o contexto em que este problema ocorre. No entanto, a internet dá-nos um acesso muito mais direto, constante e amplo a informação do que qualquer outra ferramenta na história do ser humano. Assim sendo, como é que nos pode afetar assim tanto ou aos nossos cérebros?

Excesso de informação

É importante lembrar que o cérebro humano está sempre a lidar com uma corrente constante de informação detalhada; no que diz respeito aos nossos sentidos, é assim que funciona o mundo real. Seja a fixar um vídeo a ser reproduzido num pequeno ecrã ou a ver pessoas a jogar num parque, o cérebro e o sistema visual têm de fazer o mesmo trabalho para ambas as atividades, uma vez que ambas fornecem informação sensorial detalhada.

E é mesmo muito detalhada por sinal. O nosso cérebro não consegue processar todas as coisas que os nossos sentidos lhe apresentam; mesmo com toda a sua potência e complexidade, simplesmente não tem capacidade para tal. Por isso, o cérebro filtra e extrapola aquilo que considera importante com base nas experiências, no cálculo e numa espécie de sistema de “melhor palpite”. Por outras palavras, o cérebro já está bem adaptado para evitar o excesso de informação que o possa prejudicar. Assim, é pouco provável que a internet seja capaz de provocar algo assim.

Será que o Google está a destruir a minha memória?

Uma outra preocupação é que o constante acesso à informação existente online esteja a atrofiar ou a perturbar as nossas memórias. Para quê cansarmo-nos a tentar recordar alguma coisa quando podemos simplesmente fazer uma pesquisa no Google, certo?

Não é bem assim que a memória funciona. As experiências que vivemos e que mais tarde acabam por se tornar memórias fazem-no através de processos inconscientes. Por outro lado, coisas que tenham uma ressonância ou significado emocional tendem a ser mais facilmente lembradas do que informação abstrata – que sempre exigiu um esforço maior para ser lembrada a longo prazo, necessitando de um estudo constante para que seja codificada como memória. Não há dúvida de que a internet torna muitas vezes este processo desnecessário. Se isso é ou não prejudicial para o desenvolvimento do cérebro é outra questão a ser ponderada.

Fazer uma coisa repetidamente e tornar-se bom na mesma reflete-se na estrutura do cérebro. Por exemplo, o córtex-motor de um músico experiente, proficiente em movimentos de mãos, é diferente do de um indivíduo que não seja músico. Podia-se dizer que o facto de se estar sempre a dedicar a memória a coisas e atividades em vez de se olhar para essas coisas sempre ou quando necessário poderia melhorar o sistema de memória do cérebro. Por outro lado, algumas provas sugerem que um ambiente mais estimulante e variado ajuda o desenvolvimento do cérebro – por isso, talvez a informação constante e interessante encontrada online seja melhor para si do que trabalhar ou decorar fatos e dados um pouco monótonos.

Em contrapartida, outras provas sugerem que a apresentação detalhada até de páginas web muito simples contém demasiadas características para a pouca capacidade da memória de curto prazo do cérebro humano, podendo causar efeitos retumbantes no sistema da memória. No geral, é um cenário um pouco misto.

Então e a minha capacidade de concentração?

Será que a internet afeta a nossa capacidade para nos concentrarmos em alguma coisa – será que ter acesso a tantas coisas todos os dias pode ser uma distração permanente? O sistema de concentração do ser humano é complicado. Assim, mais uma vez, é um cenário incerto. O nosso sistema de concentração de duas camadas, de cima para baixo e de baixo para cima (o que significa que existe um aspecto consciente que nos permite dirigir a nossa atenção e um aspecto inconsciente que muda a nossa atenção para outra coisa que os nossos sentidos apanham e que pode ser significativa) já é por si algo que pode fazer da concentração a 100% um desafio. É por essa razão que muitas pessoas preferem ter música a tocar quando trabalham: parte do sistema de concentração mantém-se ocupado. De outra forma procuram distrações enquanto tentam terminar alguma coisa importante.

Contudo, a internet proporciona uma distração muito rápida e eficaz. Podemos ficar a olhar para uma coisa agradável numa questão de segundos, o que constitui um problema tendo em conta a quantidade de trabalho do mundo moderno que é realizado no mesmo dispositivo com o qual acedemos à internet. É uma preocupação tão grande que surgiram várias empresas e aplicações para tratar disso.

Mas seria injusto dizer que a internet é responsável pela nossa distração durante o trabalho. O sistema de concentração do cérebro e a sua preferência por novas experiências já existiam muito antes da internet.

Competir por likes

As interações sociais com outras pessoas são um fator importante na forma como nos desenvolvemos, aprendemos e crescemos a nível neurológico. Os seres humanos são uma espécie muito sociável. Agora, a internet veio permitir que as interações e relações sociais ocorram entre um grande número de pessoas e a grandes distâncias, assim como todo o dia, todos os dias.

O que significa que tudo o que fazemos pode ser partilhado com os outros com um simples clique. No entanto, isto tem consequências. Diz-se que os sentimentos positivos obtidos com as aprovações recebidas nas redes sociais têm a mesma base neurológica das drogas: proporcionam bem-estar através do sistema de dopamina. Assim sendo, o vício nas redes sociais está lentamente a tornar-se num problema. Ao criar-se uma situação em que estamos constantemente a tentar impressionar e a ser julgados pelos outros, então talvez a internet não esteja a fazer assim tão bem ao nosso cérebro.

Mas tal como a maioria das coisas aqui apontadas, o verdadeiro problema está nas pessoas e não na internet.

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O Valor do Sofrimento

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