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Os perigos escondidos das lâmpadas LED revelados por um especialista em fotobiologia!

Os perigos escondidos das lâmpadas LED revelados por um especialista em fotobiologia!

A lâmpada LED é muito recomendada porque é ecologicamente correta. No entanto, seus malefícios à saúde são inúmeros. Infelizmente, ela foi imposta ao consumidor sem que seus danos fossem levados em consideração.

A lâmpada LED é muito recomendada porque é ecologicamente correta.

No entanto, seus malefícios à saúde são inúmeros.

Infelizmente, ela foi imposta ao consumidor sem que seus danos fossem levados em consideração.

De acordo com o dr. Alexander Wunsch, um especialista de nível internacional em fotobiologia, se o consumidor pudesse escolher, valeria muito mais a pena pagar a conta de energia mais cara usando lâmpada incandescente, que não faz mal à saúde, do que economizar na LED e sofrer alguns danos.

Lógico que em relação à  eficiência econômica, a LED é a preferida.

Não há dúvidas quanto a isso.

A luz de LED é eficaz, reduzindo o consumo em até 95% em comparação com lâmpadas incandescentes que liberam calor.

No entanto, o calor gerado pelas lâmpadas incandescentes, que é radiação infravermelha, é benéfico para a saúde e, portanto, vale a pena o custo extra.

No quesito saúde, existem grandes desvantagens nas lâmpadas de LED, pois elas emitem bastante radiação eletromagnética, um tipo de radiação nocivo.

Você não quer saber disso?

Prefere ignorar?

Pois saiba que, se ignorar esse fato, você pode ter consequências muito graves a longo prazo.

Uma das consequências do uso da lâmpada LED é, segundo o dr. Alexander Wunsch, o aumento dos casos degeneração macular relacionada com a idade (DMRI), que é a principal causa de cegueira nos Estados Unidos e em muitos países países.

Outros problemas de saúde enraizados na disfunção mitocondrial também podem ser exacerbados, e estes vão desde a desordem metabólica ao câncer.

Infelizmente as lâmpadas incandescentes, estão proibidas em muitos países, principalmente os desenvolvidos.

Elas consomem muito mais energia – não foi à toa que não demorou haver a substituição pela LED.

Infelizmente a lâmpada LED causa uma série de problemas de saúde devido à radiação eletromagnética.

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Veja alguns:

– Degeneração macular

– Desordem no metabolismo

– Câncer

– Lesões neurológicas

– Doenças renais

– Problemas na pele

– Hipertensão

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De acordo com o dr. Wunsch, do ponto de vista da saúde, a tecnologia LED é uma ideia muito ruim.

“Eu chamo a LED de cavalo de Tróia porque ela parece tão prática para nós,  aparentando ter tantas vantagens.

Ela economiza energia, é muito resistente, tem alta durabilidade.

Assim, é convidativo tê-las em nossa casa.

Mas não estamos cientes de que ela tem muitas desvantagens.

Ela é prejudicial à saúde física, mental, prejudicial à saúde da retina e também prejudicial para os hormônios”, diz ele.

Infelizmente, o uso da lâmpada  LED passou a ser prioridade nos EUA, no Brasil e na Europa, em uma tentativa de economizar energia.

Embora indiscutivelmente eficaz quanto à questão econômica, o impacto biológico dessa lâmpada foi completamente ignorado.

Houve muito pressa e nenhum aprofundamento em relação aos riscos.

O preço por isso – em termos de saúde – será muito alto, acredita o dr. Wunsch.

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Fonte: artigo How LED Lighting May Compromise Your Health

Os perigos escondidos das lâmpadas LED revelados por um especialista em fotobiologia!

Os perigos que a Inteligência Artificial trará à humanidade

Inteligência do bem ou do mal

Hoje estamos publicando dois artigos com diferentes abordagens sobre a Inteligência Artificial: um otimista e entusiasmado, quase ufanista, e outro mais cauteloso, preocupado, quase pessimista. É comum que os apaixonados por tecnologia identifiquem-se quase naturalmente com o primeiro enfoque, mas é importante não perder de vista as responsabilidades e os novos desafios que todos os progressos trazem. O ideal é que a abordagem responsável não iniba os sonhos da visão apaixonada e que o ideal de um futuro mais promissor não se esqueça de que, para deixarem de ser meras fantasias, os sonhos precisam firmar resolutamente os pés no solo da realidade.


Os perigos que a Inteligência Artificial trará à humanidade

“Fico hesitante em dizer que devemos acelerar nosso desenvolvimento tecnológico,” ponderou o professor Frank Allgöwer. [Imagem: Cortesia Stuttgarter-Zeitung/Reiner Pfisterer]

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Perdendo o controle da tecnologia

De veículos autônomos a fábricas e cidades inteligentes, a humanidade está construindo sistemas computacionais dinâmicos cada vez mais complexos, que trabalham em rede com alto grau de automação e de autonomia.

O grande medo é que, nesse grande mundo interconectado que se avizinha, os humanos tornem-se meros usuários desses sistemas dinâmicos complexos, e não mais a força que os controla.

Para o professor Frank Allgöwer, da Universidade de Stuttgart, na Alemanha, somente com um grande esforço em pesquisa básica, particularmente na área de engenharia cibernética, será possível desenvolver mecanismos de controle para garantir que tudo funcione de maneira adequada – e, sobretudo, que nada saia do controle humano.

“Ainda não entendemos muito bem como esses sistemas funcionam, como interagem e se organizam, mas ainda assim os estamos construindo. Embora pense que os efeitos positivos devem superar os negativos, fico hesitante em dizer que devemos acelerar nosso desenvolvimento tecnológico. Creio que este seria o momento de fazer a pesquisa básica alcançar as inovações tecnológicas que estão surgindo para que possamos realmente entender o que está acontecendo”, ponderou Allgöwer durante uma palestra em São Paulo, promovida pela Fapesp.

Engenharia cibernética

De acordo com o pesquisador alemão, a autonomia crescente e a estrutura em rede são as características-chave das inovações tecnológicas atuais. E a engenharia cibernética é a ciência básica que está no centro desse processo, possibilitando, por meio de métodos matemáticos e teoremas, prever o funcionamento desses sistemas complexos e influenciar seu comportamento.

“Controlar um sistema dinâmico – como por exemplo um carro autônomo – é uma tarefa difícil, nada trivial. Requer, portanto, uma boa base teórica. Mas esse não é o fim da linha. No futuro, haverá muitos carros autônomos e eles terão de se organizar e conversar entre si, de modo a otimizar o trânsito, poupar energia, tempo e evitar acidentes. Essa rede terá de ser operada por controladores cibernéticos, pois nenhum humano consegue reagir rápido o suficiente para gerir uma rede tão complexa e da qual muitas vidas dependem,” exemplificou Allgöwer.

Os perigos que a Inteligência Artificial trará à humanidade

O sonho da inteligência artificial continua cada vez mais vivo, mas um número cada vez maior de especialistas teme uma revolução das máquinas. [Imagem: Jared C. Benedict/MIT Media Lab]

Do mesmo modo, nesse futuro a geração de energia não será mais concentrada em grandes usinas, e sim distribuída em pequenas unidades individuais e até domésticas, formadas por geradores eólicos ou solares interconectados. Essas unidades terão de se organizar de modo a enviar energia onde há demanda, evitando falhas e interrupções no fornecimento.

Já nas fábricas, as linhas de montagem introduzidas na segunda revolução industrial estão dando lugar a estações de manufatura estruturadas em redes. “Na indústria 4.0, se o robô de uma determinada estação quebrar ou estiver sobrecarregado, outro assume sua função e, nesse sistema interconectado, é possível produzir mercadorias de forma mais barata e eficiente,” disse.

Papel das ciências humanas

Para Allgöwer, a crescente autonomia dos sistemas dinâmicos é, em princípio, algo positivo, devendo beneficiar a economia, os meios de trabalho, aumentar a qualidade de vida e a eficiência no uso de recursos, tornando as atividades humanas mais sustentáveis.

Porém, pode haver perigos associados.

“Esses sistemas são tão complexos que os seres humanos não têm como acompanhar tudo o que está acontecendo. Os robôs terão todo o conhecimento sobre nós e vão influenciar tudo o que fazemos. Poderiam essas máquinas assumir o controle da sociedade?”, indagou.

Para responder a questões como essa, segundo Allgöwer, além de pesquisas em engenharia cibernética também serão necessários estudos em áreas como filosofia e ciências sociais.

“É preciso que pesquisadores da área de humanas supervisionem o que os engenheiros estão construindo”, recomendou ele.

Os perigos escondidos das lâmpadas LED revelados por um especialista em fotobiologia!

Veja lista de alimentos que te deixam bem humorado

Banana, aveia, pimenta… alimentos podem regular seu humor

O nutrólogo Roberto Navarro e a culinarista funcional Malu Lobo prepararam uma lista com 17 alimentos que contribuem para que você fique de bom humor . Veja os detalhes:

Aliados da serotonina

A serotonina é um hormônio que ajuda a regular o lado comportamental e, com isso influencia do humor de cada  um. Estudos já mostraram que quando se tem fome ou está estressado, os níveis desse hormônio variam. Isso é uma explicação para o motivo de pessoas com fome ficarem bravas ou irritadas.

Segundo Roberto, alguns alimento são ricos em triptofano, um composto que ajuda a estimular a produção de serotonina. Com esse neurotransmissor em dia e em boa quantidade, a tendência e se sentir mais feliz.

Estão nesse grupo alimentos fáceis de serem encontrados em qualquer feira ou mercado, como banana , abacate , folhas verdes (espinafre, rúcula e agrião) e oleaginosas como castanha e avelãs . Você ainda pode apostar em grãos como arroz integral , aveia e grão de bico . Lembre-se também de gema de ovo e iogurte . Diversos desses alimentos podem ser combinados para aquele café da manhã “da felicidade”.

Aliados da dopamina

Outro neurotransmissor que está ligado ao humor é a dopamina. Ele é conhecido por ativar o chamado sistema de recompensa do cérebro, responsável, por exemplo, pela sensação de prazer. Assim como no caso da serotonina, também há uma lista de alimentos que estimulam a produção dessa substância. São eles frutas como limão e laranja ; temperos, como cúrcuma e pimenta vermelha e também o cacau .

Para acalmar

Estar mais calmo e tranquilo também pode significar se sentir mais feliz. Pensando nisso, a indicação do nutrólogo é talo de alface , rico em lactucina, substância que tem efeito calmante.

Intestino funcionando em dia

Outro aspecto que está relacionado ao humor é o funcionamento do intestino. Roberto brinca e diz que esse órgão é o segundo cérebro. Para melhorar a flora intestinal a indicação é biomassa de banana verde .

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Fonte: iG

por Marcos Moraes – Jornalista

Os perigos escondidos das lâmpadas LED revelados por um especialista em fotobiologia!

A Infelicidade que nos faz Feliz

A felicidade foi tomando parâmetros totalmente distorcidos, firmando-se de forma grotesca e exploratória. É difícil imaginar que as pessoas e as sociedades que se regem somente pela busca da felicidade, tanto ou ainda mais do que lutam contra a dor, consigam sobreviver. Alguns dos desenvolvimentos sociais contemporâneos em culturas cada vez mais hedonistas conferem plausibilidade a essa ideia. Há mais variedades da vida no sentido da infelicidade que da felicidade.

por Marcello de Souza

in, 

“ Não importa o que a vida fez de você,

mas o que você fez com o que a vida fez de você. ”

(Jean-Paul Sartre)

Entender a finalidade da natureza humana é parte do princípio para compreender de onde surgimos e para onde vamos. Freud em seu modo pessimista de interpretar a vida, questionou a finalidade da nossa existência, do porque estamos vivos. Para ele a existência humana não tem finalidade. Quando nos deparamos com questões com esta, do porquê existimos, necessariamente já nos traz o sentimento da angustia. Somente o fato de não entender a própria existência já é um motivo de sermos infelizes. É evidente que esta questão é base de teorias por infinitos séculos, faz parte daquelas reflexões que necessariamente temos que buscar dentro si um sentido, exclusivo, que sempre diverge entre as pessoas, não havendo uma verdade absoluta. Estas questões sem uma resposta clara, nos fazem dar um sentido próprio à nossa vida, como a busca da felicidade.

Vivemos em pleno século XXI onde é possível transplantar órgãos, fazer cirurgias corretivas, curar doenças que até há pouco tempo atrás eram incuráveis, implantar membros artificiais, entre tantos outros avanços, entretanto, estamos vivendo em uma sociedade cada vez mais doente mentalmente.  Ao mesmo tempo que o ser humano encontra a cada instante respostas para sua maior perspectiva de vida, parece ter esquecido de encontrar também mecanismos mais eficazes para compreender a concepção do comportamento humano. O neurocientista Antonio Damásio, diz que “há algo de paradoxal na nossa cultura em relação à conceitualização da medicina e seus profissionais. Muitos dicos interessam-se pelas humanidades, das artes à literatura e à filosofia. um número surpreendentemente grande de médicos que se tornaram poetas, romancistas e dramaturgos de destaque, e houve vários que refletiram com profundidade sobre a condição humana e abordaram sabiamente suas dimensões fisiológica, social e política. E, no entanto, as escolas de medicina de onde eles provêm ignoram, na sua maior parte, essas dimensões humanas, concentrando-se na fisiologia e na patologia do corpo propriamente dito. A medicina ocidental, e em particular a medicina dos Estados Unidos, alcançou a glória por meio da expansão da medicina interna e das subespecialidades cirúrgicas, sendo objetivo de ambas o diagnóstico e o tratamento de órgãos e sistemas doentes em todo o corpo. O cérebro (mais concretamente, os sistemas nervosos central e periférico) foi incluído nesse empreendimento, uma vez que era um desses “óros”. Mas seu produto mais precioso, a mente, não foi alvo de grande preocupação por parte da corrente central da medicina e, na verdade, o tem constituído o tópico principal da especialidade associada ao estudo das doenças do cérebro, a neurologia. Talvez não tenha sido por acaso que a neurologia americana começou como subespecialidade da medicina interna e apenas se tornou autônoma no século XX. O resultado dessa tradição tem sido uma considerável negligência da mente enquanto função do organismo. Poucas escolas de medicina oferecem atualmente aos seus estudantes alguma formão acerca da mente normal, a qual só pode ser fornecida num currículo forte em psicologia geral, neurofisiologia e neurociência. As escolas de medicina proporcionam estudos da mente doente que se encontra nas doenças mentais, mas é espantoso ver que, por vezes, os estudantes começam a aprender psicopatologia sem nunca terem aprendido psicologia normal”.

Damásio ainda em diz que “há diversas razões subjacentes a essa situação, e suponho que a maior parte delas provém de uma visão cartesiana da condição humana. Ao longo dos três últimos séculos, o objetivo da biologia e da medicina tem sido a compreensão da fisiologia e da patologia do corpo. A mente foi excluída, sendo em grande parte relegada para o campo da religião e da filosofia, e, mesmo depois de se tornar o tema de uma disciplina específica, a psicologia, só recentemente lhe foi permitida a entrada na biologia e na medicina. Sei que há louváveis exceções a esse panorama, mas elas vêm apenas reforçar essa ideia sobre a situação geral”.

A resultante disto são referenciados nas informações apresentadas pela organização mundial da saúde em um recente estudo que diz que uma em cada duas pessoas desenvolverão uma um transtorno psiquiátrico e que destas, uma em cada três pessoas desenvolverá a depressão. Em plena era digital, ao mesmo tempo que o acesso a informação nunca foi tão intenso, a sociedade está passando por um vazio comportamental, uma epidemia emocional, tornando as pessoas coletivamente doentes psiquiatricamente e isto obviamente independe da classe social, dos bens adquiridos na vida e tudo que foi ou não construído com as próprias mãos. A verdade é que temos muita ciência, temos muita técnica, vivemos em um mundo “democrático e livre”, mas, de longe, não podemos afirmar, em hipótese alguma, que tudo isto nos tornou mais felizes.

O que então acontece com a sociedade pós-moderna. Porque vivemos em uma sociedade angustiada, infeliz e depressiva?

Talvez Agostinho de Hipona, teólogo e filósofo dos primeiros anos do cristianismo, possa nos dar uma pista quando diz que “… daquele de dentro de uma prisão ao olhar pela janela gradeada, alguns enxergam só a grade e os outros enxergam só as estrelas que estão depois da grade” . Ele disse ainda que “não sacia a fome quem lambe o pão pintado”. Nestas palavras passiveis de se comparar aos dias atuais, fica evidente que não se deve contentar-se com a perspectiva das aparências, nesta “consumolatria” desesperadora, em uma sociedade sem saciedade.

O sociólogo Zygmunt Bauman, nos ajuda nesta reflexão quando diz em sua obra que estamos hoje vivenciando uma sociedade líquida, uma sociedade do imediatismo, individualista, sem a capacidade de transformar seus anseios em projetos longos da vida, crescer gradativamente a partir dos próprios esforços, ou ter objetivos sem deixá-los serem pulverizados com as necessidades pontuais. “A liquidez da sociedade se dá pela sua incapacidade de tomar forma fixa. Ela se transforma diariamente, toma as formas que o mercado a obriga tomar”.

Neste sentido os filósofos e sociólogos alemães Theodor W. Adorno e Max Horkheimer, criadores da teoria Indústria Cultural, da ênfase à felicidade imposta na sociedade. Segundo eles, a partir do século XX a felicidade foi tomando parâmetros totalmente distorcidos, firmando-se de forma grotesca e exploratória. Tendo o consumidor não como um sujeito, mas sim como um objeto. Sobre esta perspectiva a filosofa Marcia Tiburi, diz que no meio da Indústria da Cultura acaba por tornar as pessoas uma cópia fiel uma das outras, padronizando-se. Não é necessário ir muito longe para perceber isto, basta olhar a pessoa do seu lado e logo percebera uma semelhança como a moda, os carros, os cabelos, as casas, as decorações e até mesmo os nomes dados aos próprios filhos. O que leva a entender que a capacidade humana de pensar, criar, inventar e extrapolar e outras maneiras de viver através de outras possibilidades, acabaram por ser varridas do cotidiano, não havendo mais diferença entre nós. “Como se uma enxurrada de ideias e de imagens prontas tivessem lavado (lavagem cerebral) a nossa capacidade de pensar, sendo extirpado de nós a nossa inteligência para refletir sobre a nossa vida e criar autonomamente a nossa própria escolha”.

Hoje, praticamente todas as imagens vinculadas ao bem de consumo vem seguida de mensagens com receitas para ser feliz, e isto vai ao infinito, desde as propagandas de margarina, redes de supermercado, carros ou de drogas licitas ou ilícitas, não importando se é algo saudável ou não.  Vinculados em todos meios para sociedade, seja pela televisão, cinema, revista, jornais, etc., uma representação sempre de que temos que ser felizes, seja qual for o contexto. Não existe classe social que já não seja contaminada pela necessidade consumista com a perspectiva de ser feliz, sendo semiótica as analogias, objetos e o momento.

Esta Indústria Cultural, faz com que vivamos cercada de promessas da felicidade, acabando-se por adotar ações cotidianas viciosas para suprir a necessidade de não sentir o próprio desespero de viver. Dentro de uma sociedade doente que cada vez mais é enterrada pelo medo do próprio sentido da vida, em um modismo psiquiátrico; aonde se nasce aprendendo buscar como fuga do sofrimento o ato de consumir compulsivamente como se hoje as lojas tivessem se transformado em grandes farmácias ou então em obsessão incontrolável pelo imediatismo, por respostas prontas e rápidas, medicamentos e terapias e livros de autoajuda, padronizando todos os seres humanos como um só, uma única forma de ser, sonhar, agir e pensar.

O século XX foi marcado como “a era do cérebro”, com inúmeras pesquisas fascinantes sobre a mente humana, mas que também trouxe junto, de forma parasitaria, a ideologia de que é possível desvendar o comportamento humano como um todo, como se o homem pudesse ser completamente catalogável, passível de encontrar receitas prontas cabíveis a qualquer pessoa, que possibilitando torna-las melhores, mais compreensíveis, mais capazes e eficientes, como se fosse possível superar todos os problemas internos, as frustações, os traumas, as próprias verdades. Neste quadro contemporâneo, neste vazio intelectual, acaba-se por surgir inúmeros oportunistas, verdadeiros gurus, que trazem embaixo do braço as receitas prontas, oferecendo bulas para ser feliz.

O sucesso passa a ser a única responsabilidade, única razão para viver, e o fracasso é a culpa, deturpando a ideia da intercidade do sujeito com a felicidade. Para isto as pessoas tornam-se obrigadas a serem sempre vitoriosas, corajosas, ousadas, ter auto estima, ter iniciativas, serem produtivas a qualquer custo, imediatistas, cada vez mais sem tempo para viver. Como enfatiza filosofo Leandro Karnal quando diz que o mundo foi pulverizado com verdadeiras teologias, ressaltando, por exemplo, a Teologia da Autoajuda, resultado do vazio literário, aonde a cultura filosófica se pulverizou, para ele “A Teologia Autoajuda tem dois dogmas teológicos, sendo o primeiro no qual diz que se você não se amar ninguém mais vai te amar e segundo, se você pensa acontece. Sendo então uma teologia vaidosa por que faz de cada um Deuses, – o que eu penso, acontece… uma “teogonia”.  Karnal diz ainda que surgi também a “teologia associada as religiões neopentecostais (mas não apenas), com a Teologia da Prosperidade – reze e você sairá do SERASA, siga esta religião e você adquirira tal carro, adquira está fé e você se tornara uma pessoa mais bem-sucedida”, com a imagem deste novo Deus da fartura, que deturpa os próprios fundamentos do Cristianismo.  O Professor Karnal, considera a mais sólida de todas as teologias nos dias de hoje a Teologia do “Empreendedorismo”. “Hoje o empreendedorismo é a pedra de toque para todas as pessoas especialmente do mercado, para entender o sucesso. O fracasso só pode existir se você não tiver ou não conseguir controlar seu empreendedorismo, o empreendedorismo é a chave do futuro, tornou-se tudo. O sucesso é sua responsabilidade e o fracasso é sua culpa. Com ele vem inúmeros gurus pessoais,…” como a grande maioria dos Coachs, “que ficam dizendo – Você precisa confiar em você; você precisa ter meta; você precisa se desenvolver; você precisa colocar estas metas em pratica…você tem ficar repetindo, dizendo a si mesmo – eu posso, eu sou vitorioso…. Com uma pitada de esquizofrenia ou bipolaridade, mas que hoje é tido como consistência pessoal…. O inferno atual é o fracasso, vai para o inferno quem não tem iniciativa, vai para o inferno quem não se planeja, vai para o inferno a pessoa que não tem metas, vai para o inferno a pessoa pessimista, …”.

Ser feliz pode ser mais difícil do que se parece ser, por isto talvez esteja faltando entender que esta busca da felicidade vai tirar justamente o tempo necessário para ser feliz. Esta peculiaridade que vai se direcionar fundamentalmente a um dos sintomas que hoje envolve um dos maiores males da sociedade moderna, que é a depressão.  Perceba que somente no Brasil são mais de 17 milhões de pessoas diagnosticadas como depressivas.  Partindo deste pretexto, a depressão pode ser causada pelo simples fato de que nos tornamos verdadeiros atores da própria vida, representando ser o que não somos, ocultando o verdadeiro sentimento que existe dentro de cada um. Esta imagem imposta hoje na sociedade de ser feliz, sempre, não se sustenta, não se pode mentir para si mesmo, não se consegue ser personagem fictício de si mesmo por muito tempo.

Com a sociedade pós-moderna surgem dois mundos: O primeiro mundo é um mundo tradicional, contemplado com os valores pessoais, dentro dos conceitos morais e éticos, com regras claras, definidas, atestado com racionalidade, aonde você assume as suas responsabilidades com a essência para um bom convívio social em comum. O segundo mundo, é mundo da subjetividade, que passa a ser valido se você considerar que o que vale são suas regras, seu modo de olhar e observar, um mundo individualizado, aonde você deixa de ser responsável pelos seus atos, havendo sempre um outro para culpar dos seus próprios erros, uma vida muito menos plena do que já mais foi, robotizados, contidos em uma cegueira social, aonde as pessoas não conseguem enxergar mais as outras, omitindo da própria realidade, da própria vida interagida com outros, tornando-se sobrevivente do próprio mundo, cada vez mais egoísta e virtual. Na subjetividade existe uma única regra que vale para todos, como se fosse uma disputa de quem está melhor, mais feliz, fazendo mais coisas, consumindo mais, e para isto passam a viver dentro do seu próprio “Big Brother”, como se houvesse uma necessidade fantasiosa de provar para todos que você é feliz, que a vida é uma alegria, sempre – quanto mais curtidas, melhor.

Neste mundo contemporâneo, surgiram também as pessoas que se tornaram tão egocêntricas, egoístas consigo mesmo, que não se permitem vivenciar aqueles momentos que nos trazem o furor da felicidade, impedindo-a de acontecer, ficam dentro do próprio vazio, se sabotando, tão pequenas em sua capacidade de compreensão, tão estreita que não conseguem enxergar a vida e tudo que há nela, se acham o centro de toda a atenção, donos da própria verdade, e conseguem contaminar todos a sua volta.

Surgem também aqueles que hoje fazem parte da grande parte da sociedade, que ficaram cegos, tornaram a vida tão insignificantes que insatisfeitos com o momento do simples ato de viver preferem-se deslocar do mundo real, passando a dar importância a tudo aquilo que está distante, virtualmente, e não mais dar valor aos que estão presentes ao seu lado. Este que sente à vontade sempre de não estar onde se está, em uma tentativa de não saborear o momento, negando-o por acontecer.

Todos estes que vivem na subjetividade, acabam-se por fim, perdendo a chance de degustar a plenitude de viver, no aqui e agora, deixando de viver cada momento como seu momento. Para estes, a vida não pode ser feliz. Pensar apenas em si mesmo, nas fantasias e no imediatismo talvez seja querer muito pouco da vida. Este modelo de indivíduo que hoje se formou, acaba por sofrer de um vazio.

Dentro deste contexto, o filosofo e escritor Jean-Paul Sartre apresenta a questão que parece ser o grande equívoco sócio cultural da pós-modernidade, para Sartre primeiro vem a existência, depois a essência”. É amplamente visível que hoje as pessoas projetam somente a essência, mas a verdade é que se deveria viver a existência, a realidade, a plenitude do ser. Vivemos constantemente comparando como deveria ser com o que se tem, distanciando-se de quem realmente somos.

Por isto, não se pode perder a razão da vida que vai muito além do ganhar e perder, vai da capacidade de se reinventar a cada instante através das experiências que a vida proporciona a cada um, individual, entender que a vida é um processo constante de busca, com ideais, razão objetiva daquilo que se deve alcançar, lembrando-se sempre que somente você mesmo tem a capacidade de julgar os valores da sua própria vida, mas não se engane, pois a crença que o ser humano é capaz de administrar a própria felicidade é fracassada como toda crença utópica.

A verdade é que os grandes sistemas do intelecto humano filosóficos e teológicos entraram em colapso na contemporaneidade. Nunca se publicou tantos livros, nunca se leu tanto em toda história humana, nunca se teve tanto acesso a informação, entretanto nunca se disse tanta bobagem, nunca se fez tão pouco e as pessoas se tornaram tão superficiais, banais, adeptos ao senso comum e ao pensamento liquido, baseados em frases prontas. A filosofa Viviane Mosé, reafirma que com o tempo acabamos por nos tornar uma sociedade infantilizada, no qual é imposto a busca doentia por esta felicidade, em uma necessidade de amparar a infelicidade de qualquer forma, como se agora houvesse a seguinte regra: Não podemos ser infelizes!  

Mas então, o que será a felicidade? Como alcança-la?

Claro que a felicidade é um conceito que parece um tanto abstrato, cada pessoa tem seu modo de interpreta-la, não havendo um modelo comum de ser feliz, o que é ser feliz para um com certeza não é para outro, e é isto que é extraordinário, nos torna mais amplos e densos, é a prova mais evidente que ninguém é igual a ninguém.

Santo Tomas de Aquino, cujas obras tiveram enorme influência na teologia e na filosofia, acreditava que “em tudo que nós fazemos é para busca de nossa própria felicidade”, não há nada que alguém neste mundo busque a não ser para encontrar a própria felicidade. A felicidade não é o meio mais sim o fim da nossa busca existencial.

Frei Betto, um escritor e religioso dominicano brasileiro, faz uma concepção sobre a felicidade, começando com uma descrição clara sobre prazer, alegria e felicidade. Para ele “prazer é tudo aquilo que sentimos no dia a dia que nos deixa o sentido de se estar bem, como tomar um bom vinho, estar em uma roda de amigos, uma noite bem dormida. A alegria já é quando por exemplo recebemos uma boa notícia, alcançamos algum desejo, ver o time que torcemos ganhar um campeonato e assim vai, entretanto, a felicidade é um estado de espírito, é algo que nos impregna interiormente, mesmo que ainda estejamos em uma situação de adversidade do sofrimento, como as enfermeiras que trabalham com pacientes terminais, a mãe que cuida do filho invalido por uma doença  e assim por diante…..logo, a felicidade é muito disto, ela é individual a cada pessoa, é a forma como cada um imprime a própria vida.” Frei Betto diz que “ele não conhece ninguém que seja feliz sem fazer os outros felizes, mas o inverso é mais comum, pessoas que estão à volta muito infelizes, aqueles que exalam a amargura, tristeza, ira, ódio”, pessoas egoístas por assim dizer.

Segundo Aristóteles o ser humano é um ser que tem necessidade de se relacionar. Seguindo este raciocínio, para o Frei Betto o relacionamento, o contato humano é a primeira grande regra para ser feliz.  A amizade é algo inerente a qualquer cobrança, “uma verdadeira partilha no universo da gratuidade ”.  Para o Frei, uma segunda condição “é o ideal para a vida altruísta e solidária, toda pessoa feliz, é aquela que tem alta estima, que independe de ter bens e poder, isto não importa. Uma pessoa com alto estima não se apega a funções, cargos, status, ou a qualquer coisa que seja externa de si mesmo, a felicidade está dentro e não fora de si.  A verdade é que todos estão em busca da felicidade, a felicidade é uma infinita saudade da nossa vida e do nosso futuro, uma infinita saudade de Deus, por isto que a felicidade é inassinável, pois e neste apetite que temos do encontro que teremos do outro lado da vida quando “trans-vivenciarmos” com a plenitude do amor. Nada preenche tanto o coração humano como o amor, e a busca da felicidade, conscientemente ou não, não está naquele que põe como objetivo a felicidade como sentido da vida ou aquele que põe dinheiro na conta bancaria ou aquele que põe garanhões de raça na coleção de cavalo, seja o que for. Na realidade está na pessoa que tem de fato uma saudade da plenitude de ser feliz e esta finitude vem somente com uma experiência muita intensa, envolvente e eterna, portanto a vida será eterna se nesta vida ela for terna”, conclui ele.

O professor e filosofo Mario Sérgio Cortella faz sua colocação a uma frase tão comum entre as pessoas, que dizem – “ um dia vou ser feliz” – para Cortella esta é uma frase vazia já que muitas pessoas acabam por achar que felicidade é um lugar, como se ao chegar neste lugar tudo parasse, com um descanso e repouso. A ideia de paraíso foi construída por toda a existência humana, seria como um momento transcendente que vai além da existência do agora, em uma imagem sempre desejada, livre das dificuldades que a vida proporciona, dentro de um sonho coletivo. Para o filosofo a felicidade não é um lugar, mas sim uma ocorrência, uma circunstância virtual, que todos nós somos capazes de alcança-la em momentos de nossa vida. “Jamais teremos uma felicidade continua, se isto acontecesse a felicidade perderia todo o sentido de existir”.

O filosofo grego Aristóteles disse que “a felicidade é a última busca da alma” e se a felicidade é um fim então tudo aquilo que é estável e permanente não pode ser felicidade. Logo, é certo dizer que a natureza humana só dá sentido na necessidade de algo quando se tem carência daquilo. Ninguém pode ser feliz o tempo todo e nem deveria ser assim. O professor Cortella ainda afirma que ninguém é feliz só, a felicidade é partilha, é impossível ser feliz sozinho. Por isto quem diz que um dia será feliz, dificilmente a encontrará, pois não é o horizonte, mas sim a introversão, aquilo que está dentro de cada um, representada em momentos intensos e únicos. Cortella completa dizendo “que felicidade não é euforia, não é mero prazer, não e só a alegria, tudo isto pode fazer parte da felicidade, mas não é o sentido pleno para ser feliz. Felicidade é quando se sente a vida vibrar, quando se sente fertilidade, ou seja, quando você deixa a vida prosperar, dar continuidade, quando você sente que a vida é uma dadiva estupenda, maravilhosa que vibra dentro de você”. 

Talvez as pessoas estejam se esquecendo que nenhum momento da vida irá se repetir novamente, nunca mais voltará a acontecer, necessariamente seremos diferentes do que somos agora daqui a um segundo. O professor e filosofo Clovis Barros diz que “cada instante da vida é uma oportunidade mágica irrecuperável e “virginal”, absolutamente inédita e nunca antes vivida, é este momento que cada um tem para fazer o melhor, de bem consigo mesmo, o melhor que se pode fazer, sabendo que cada um tem a chance de fazer deste momento, melhor que o momento anterior, melhor do que toda a vida vivida, porque hoje somos melhores do que ontem, hoje cada um é mais competente do que ontem, mais preparado e mais experiente do que ontem, então, cada um de nós tem a chance de fazer o melhor da vida, para que possa haver a alegria durante seus movimentos, suas ações, seu trabalho, e não no final”. O quanto antes começarmos a fazer as nossas ações com paixão e com alegria é melhor para a vida porque se for para esperar chegar ao final do dia para ser feliz, ou a sexta feira, ou o final de semana, ou o feriado, ou as férias, é porque a vida vivida é muito ruim, triste, amarga e solitária. Clovis diz que a vida é bem melhor quanto ela começa com alegria, e o quanto antes, melhor, assim ela terá colorido, cada vez que você usar o instante vivido para buscar fazer algo mais aprimorado, a busca da excelência, o pleno desabrochar da própria essência, a busca da própria perfeição, vai acontecer de encontrar este instante raro de ser feliz. “Porque é agora que a vida acontece, e você tem a chance mágica de usar os melhores movimentos, os melhores exemplos, tocar a outra pessoa na alma com a máxima contundência e aí sim você estará fazendo da sua vida uma vida de desafios, colorida e feliz”. Não é quando acabar, é agora!

A felicidade é este raro momento que você não quer que acabe, que você quer que se repita que tenha a chance de vivencia-la novamente. O professor Clovis Barros enfatiza “a felicidade como momento exclusivo, único, aquele segundo de querer mais e mais. Mas como tem que acabar, que você use a inteligência para que ele volte. Podendo acontecer em qualquer lugar. A verdade é que “quando se pode proporcionar a outra pessoa um misero segundo que este alguém gostaria de repeti-lo com você, esta é então a verdadeira e indescritível sensação de ser feliz”.  Com diz Cortella, “não dá para admirar algo lindo como um pôr do sol maravilhoso sem compartilhar esta sensação com alguém, não dá para degustar algo extraordinário imaginando que aquilo é só para você, com certeza tudo isto e muito mais intenso, mais gostoso quando se tem alguém para partilhar”.

 “Todas as pessoas que buscam ser felizes são parecidas umas com as outras, cada pessoa infeliz é infeliz à sua maneira”.

O que somos nós, a não ser um animal frágil, que foi concebido ao mundo com muitos poucos instintos, que luta para esconder seus próprios fantasmas, seus próprios medos, dentro de um corpo que tem começo, meio e fim, preso a uma alma que vislumbra o infinito, que não tem controle sobre a vida, dominado pelo inconsciente e que tem a consciência da trágica história de viver e morrer.  Sobrevivendo sobre duvidas, céu e inferno e entre ser e não ser, que busca incessantemente um sentido da própria vida.

Nesta busca o que acaba por prevalecer é a angustia, a tristeza de não entender quem realmente somos, da onde viemos e para onde iremos. Porém, diferente de tudo e qualquer outro animal, o ser humano veio ao mundo com uma capacidade única de pensar, de tentar compreender a vida e o que há nela, tirar conclusões, perceber o mundo de forma individual. Todo este contexto se reflete na agonia de perceber que no fundo todos somos meros mortais.  Transformando esta percepção em medo, uma carência e indigências refletidas no mais profundo estado de tristeza, ancoradas tanto nas condições fisiológicas como nas condições psicológicas.

Surgi então uma questão apresentada pelo professor Leandro Karnal em uma de suas palestras: “Sem tristeza, pessimismo e angustias teria existido cultura? ”, Karnal apresenta uma lista de alguns depressivos, como: Woody Allen, Hans Christian Anderson, Machado de Assis, Baudelaire, Ernest Hemingway, Federico García Lorca, Martinho Lutero, Michelangelo, Fiódor Dostoiévski, Vincent van Gogh, Liev Tolstói, Friedrich Nietzsche, entre tantos e tantos outros que foram pilares da história humana. Há aqueles que dizem que “a felicidade pode se tornar um dos elementos mais esterilizadores da vida”, e realmente, se ela fosse plena e constante todos viveriam em uma zona de conforto. Sem desafios, seria o fim de todo sentido humano de viver a vida, com certeza já teríamos nos esvaecido e talvez nada mais faria sentido.

A relação e a importância da tristeza na vida humana são refletidas a muito tempo. Na própria concepção humana existe uma fantasia de algo que insiste e se repete, que nada mais é do que a própria tentativa de fugir do sofrimento. Este sentimento que já era percebido pelos gregos, na Grécia antiga. A primeira vez que ela apareceu foi com um filosofo chamado Heráclito, 535 a.C, um filósofo pré-socrático considerado o ” Pai da dialética”. Ele parte do princípio de que tudo é movimento, e que nada pode permanecer parado – Panta rei ou “tudo flui”, “tudo se move”, exceto o próprio movimento. A infelicidade então, torna-se a essência da vida e ela nos move, faz agir e reagir confrontando os desafios da vida.

Não que seja necessário buscar a infelicidade, muito pelo contrário, talvez o que falte é aprender a aceita-la, refletir e compreender sua razão já que ela faz parte de um processo interno intrínseco da nossa própria história de vida, individual, exclusiva, única, capaz de fazer-nos melhor, permitindo o nosso amadurecimento interpessoal através das experiências, que amplia a visão necessária para aprimorar nossas relações, dentro de um processo que começa e termina. E é este tempo que precisa ser dado, para que se possa absorver tudo que ela representa. Desta forma, quebrando barreiras internas, resignificando o verdadeiro sentido da alma. É verdade afirmar que quanto maior nossas experiências, maior pode ser a dor, mas também maiores serão as ferramentas que permitem enfrentar a vida de forma mais suave e precisa. Um verdadeiro ciclo de alto conhecimento e evolução continua.

“O homem é angústia”, (Jean-Paul Sartre)

Acabamos por nos tornar uma sociedade hedonista, incapaz de viver a autenticidade da infelicidade, acabamos por sofrer pelo simples fato de ser impossível não sofrer, passando a maior parte do tempo iludidos, nos apegando a futilidades para suprir forças para esta batalha interna de confrontar nosso próprio vazio. O filosofo Luiz Felipe Pondé, diz que “a infelicidade não é algo que acontece por acontecer, não é algo que entra por uma pequena brecha da sua alma, ela sempre estará ali, sendo parte da sua própria alma, porque a alma é infeliz, porque ela sabe mais do que deve, mas nunca vai saber tudo que precisa”. Está tristeza como sentimento de abatimento, de pesar ou de dificuldade com a vida, este sentimento que nos derruba e nos deixa para baixo, que muitas vezes se relaciona com o luto e com a melancolia, pode ser o momento mais presente e estar interligado com a depressão, mas também é a sua compreensão que muito nos ajuda a viver, ela nos dá ar para perceber o quanto vale a vida.

A tristeza começa a se tornar suportável na medida que passamos a perceber que ninguém está imune a ela, que pertence a todos, que é um sentimento que não diz apenas a vivencia “ontogenético”, como dizia o próprio Freud, mas sim é um sentimento tão particular de cada um, que preside na história individual, social e na própria cultura.

O professor Karnal em sua palestra sobre a Vida, cita uma velha história do Rei Dom João visitando Mafra que pergunta a cada pedreiro, “O que você está fazendo? ”. A resposta eram praticamente as mesmas – cada um dizia suas ocupações, uns “estou quebrando pedra”, outro “estou lixando madeira”, outro “estou pintando”, até que chega ao mais simples que ali estava, que fazia cal, e Rei Dom João então novamente pergunta “O que você está fazendo? E ele responde “estou construindo uma catedral! ”  Percebe-se aqui, como objeto para se compreender, que são aqueles que tem noção do todo que conseguem tornar a vida mais significativa, menos infeliz. É obvio que somente depois de dar sentido a sua obra, dentro dos diversos projetos de vida, é que se pode falar dos obstáculos que eles lhe proporcionarão e nunca o contrário, martirizando-se, ficando em buscas de respostas sobre tudo aquilo que nos aniquilara no dia a dia. O sofrimento gerado pela infelicidade é inerente na vida, do convívio humano, das relações, da natureza, da capacidade de se transformar, e ele vem e vai a cada instante.

A sociedade pós-moderna parte de uma premissa impossível de se realizar de que todos irão viver uma vida plenamente realizada e feliz, esta utopia nos provoca fantasmas, porque a perfeição da vida nunca existira. São estes fantasmas, partindo de uma ilusão que sangra o nosso Eu, a nossa alma, transformando-se na depressão, melancolia, tristeza. Mas ao mesmo tempo estes sentimentos infelizes passam a ser produtivos, podendo fazer as pessoas se dedicarem a algo, como um verdadeiro incomodo. Sem este incomodo, esta dor, a maior parte das pessoas tornam-se somente uma “ostra” em sua vida, definhando literalmente, passando-a sem brilho, sem deixar nada de valor. A filosofa Viviane Mosé diz que “alegrar é a capacidade de sustentar o infinito. O homem é o único animal que sabe da própria morte, que reconhece a exterioridade da vida, vive e sabe que vive, desta forma, todos os homens carregam nas costas o próprio infinito, e o desafio é suportar o infinito, isto implica na capacidade de ser resiliente, de suportar e aguentar os desafios da vida”.

 O homem é responsável por tudo quanto fizer” ( Jean-Paul Sartre)

 O filosofo Oswaldo Giacóia Jr., diz que “somos total e unicamente responsáveis pelo que iremos fazer de nós mesmos e isto possa infundir em nós o medo, que é totalmente compreensivo, mas que isto possa paralisar o nosso pensar e o nosso agir, e é exatamente isto que não deve acontecer. Por esta razão, a ancora, o ponto nerval, a medula desta agenda Nietzschiana da coragem contra o medo, reside precisamente em nossa relação com o tempo e com a finitude, nós teríamos que ser capazes de nos alçar a uma relação com o tempo que fosse tão plena e tão rica que nos permitisse desejar que todos os instantes vividos pudessem ter o sentido de eternidade ou seja, que nós tivéssemos restaurado nossa relação com o tempo e com o passado de tal maneira que pudéssemos ser capazes de jamais nos arrepender de um único gesto, ato ou palavra da nossa vida”, somente assim poderíamos, enfim, ser felizes.  

A infelicidade e a felicidade não são imagens gêmeas ou simétricas uma da outra, pelo menos não o são em termos das suas funções no apoio à sobrevivência. De certa forma, e a maior parte das vezes, é a infelicidade que nos desvia do perigo iminente, que nos ajuda a ser diferentes a buscar novos encontros com a vida, tanto no momento presente como no futuro antecipado. É difícil imaginar que as pessoas e as sociedades que se regem somente pela busca da felicidade, tanto ou ainda mais do que lutam à dor, consigam sobreviver. Alguns dos desenvolvimentos sociais contemporâneos em culturas cada vez mais hedonistas conferem plausibilidade a essa ideia.Há mais variedades da vida no sentido da infelicidade que da felicidade.

REFERÊNCIAS

BAUMAN, Z. Cegueira Moral. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.

CORTELLA, M.S., BOFF, L., BETTO, F. Felicidade.Sempre Um Papo, São Paulo: 2016. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=VUjUqms8pxM&t=18s>. Acesso em: 16 de dezembro, 2016.

DAMASIO, A.R. O erro de Descartes. São Paulo: Schwarcz, 2014.

FERRY, L. Aprender A Viver. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.

FILHO, C. B. Felicidade é aqui e agora. TED, São Paulo: 2016. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=HsQx02JdZ2Q>. Acesso em: 15 de dezembro, 2016.

FILHO, C. B. O Que Estamos Fazendo de Nós Mesmo?  Espaço Ética, São Paulo: 2016. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=MrOHDr9c2po>. Acesso em: 15 de dezembro, 2016.

FILHO, C. B. Negar a fórmula e viver a vida. Espaço Ética, São Paulo: 2016. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=uy7iw-BoCNE>. Acesso em: 7 de janeiro, 2017.

FILHO, C. B. Razão e Sentimentos. Espaço Ética, São Paulo: 2016. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=mTTfdLQLrYM>. Acesso em: 09 de março, 2016.

FILHO, C. B. ExpoGestão 2016. Opera Eventos, São Paulo: 2016. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=gpafUxoApHk&t=2s>. Acesso em: 09 de dezembro, 2016.

KARNAL, L. Palestra para a VIDA. Motivação Grid, São Paulo: 2016. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=F1KySj3pctk>. Acesso em: 09 de dezembro, 2016.

KARNAL, L.. Os velhos e os novos pecados. Espaço CPFL, Campinas: 2016. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=_36Bute_ZHo&t=19s>. Acesso em: 03 de dezembro, 2016.

MOSÉ, V. Anamnese.Trend House Productions, São Paulo: 2016. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=thJxZl0C24Q&t=39s>. Acesso em: 01 de dezembro, 2016.

TIBURI, M. “Felicidade?” – Parte I.Casa Fiat de Cultura, Porto Alegre: 2016. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=jjAkH0yxPcE&t=33s>. Acesso em: 22 de dezembro, 2016.

TIBURI, M. “Felicidade?” – Parte II.Casa Fiat de Cultura, Porto Alegre: 2016. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=2NSyVuJWBf8&t=18s >. Acesso em: 22 de dezembro, 2016.

Os perigos escondidos das lâmpadas LED revelados por um especialista em fotobiologia!

Descubra como a educação pode ser uma forma de proteger o cérebro

A neurociência tem muito a pensar sobre o papel da educação, incluindo os seus impactos da educação no cérebro

Descubra como a educação pode ser uma forma de proteger o cérebro | Fonte: Shutterstock

A neurociência fornece dados concretos para defender que a inteligência e as habilidades de alguém não são uma característica fixa e inalterável. Quando se diz que alguém “é muito inteligente, que é bom em matemática e com novas línguas”, a ideia passada é que sempre foi assim. Mas não é dessa forma que o cérebro funciona: temos que pensar na educação como um desenvolvimento constante do cérebro.

Facundo Manes falou sobre o assunto no Observatorio Iberoamericano de Neurociencias y Educación (OINE), na sua palestra de nome “Educar com o Cérebro em Mente”. Para ele, a educação é uma parte essencial de um cérebro bem desenvolvido, e o primeiro passo para uma educação melhor é perceber que se trata de um desenvolvimento (e agir como tal).

Ao elogiar uma criança pela sua inteligência como se fosse algo nato, e não pelo seu esforço, o educador acaba acidentalmente desencorajando o estudante de aprender mais. Afinal, ele já é inteligente. E o pior: se ele falhar, não verá isso como uma oportunidade de se esforçar mais, mas como um sinal de que o seu título de “inteligente” foi tirado.

Esse é apenas um dos mitos sobre o cérebro que devem ser erradicados dentro do mundo da educação, de acordo com Manes. Outro deles é o de que o ser humano só usa 10% do seu cérebro, e ainda que fazer várias coisas ao mesmo tempo é bom para o cérebro.

Manes cita a crença de que jovens não se cansam porque estão constantemente interagindo com várias mídias ao mesmo tempo, sempre conectados. Para ele, isso não é algo positivo. O cansaço é bom para o cérebro, e cansar a mente é algo que a educação faz muito bem.

Isso é devido ao fato de que nossos recursos cognitivos serem limitados e que precisam ser exercitados. A falta de cansaço significa que o cérebro não está sendo levado aos limites, mas apenas trabalhando em níveis baixos, como em ações que não exigem muito pensamento, que são feitas no “piloto automático”.

O papel da educação nesse cenário é imenso. A ligação permanente provoca estresse na pessoa. Nosso cérebro é o produto de uma evolução de milhares de anos, a alfabetização foi criada há mais de 7 mil anos atrás, mas mesmo que a tecnologia seja fantástica, ela tem um custo de produção na nossa mente. Por isso é preciso ter cuidado e saber educar numa sociedade digital.

Os perigos escondidos das lâmpadas LED revelados por um especialista em fotobiologia!

2017 marcará o início da era dos robôs?

Novo ano pode registrar por um aumento significativo do trabalho automatizado em um mundo assolado pelo desemprego; quais são as consequências?

 Tecnologia está cada vez mais integrada aos ambientes de trabalho. (Foto: Reprodução/BBC)

Tecnologia está cada vez mais integrada aos ambientes de trabalho. (Foto: Reprodução/BBC)

Seus ossos vão virar areia e, sobre essa areia, um novo deus andará.” A frase é da robô Dolores, personagem da série de ficção científica Westworld.

A realidade pode não ser tão ruim assim – mas certamente um muro, uma fronteira ou um novo esquema de permissão de trabalho não serão capazes de detê-los: a ascensão dos robôs pode ser o grande acontecimento de 2017.

É bem verdade que desde a quebra do primeiro tear pelos ludistas, no auge da Revolução Industrial, em protesto contra a industrialização e as novas tecnologias, a mecanização vem tirando o trabalho das pessoas.

Mas o processo está caminhando cada vez mais rápido, acelerando o tempo todo. E a próxima onda pode arrebentar logo – e perto de você.

Temos hoje uma grande diversidade de novas tecnologias aplicadas à robótica avançada e à criação de computadores mais rápidos, melhores e mais brilhantes.

Ainda não se trata da chamada “inteligência geral”, que vai conseguir atingir objetivos complexos em ambientes tão complexos quanto com poucos recursos computacionais e que pode levar ao enigma ético (e até agora fictício) sobre a consciência das máquinas.

Mas equipamentos cada vez mais elaboradas estão realizando mais e mais trabalhos que antes exigiam o cérebro humano e substituindo também a força física.

Impressoras 3D eliminaram vagas de emprego na manufatura. Carros sem motoristas estão bem próximos de virar realidade, assim como os caminhões que não exigirão ninguém atrás do volante – o que não deixa de ser um pouco assustador se pensarmos que o motorista de caminhão é um dos trabalhos mais comuns em muitas partes do mundo, por exemplo.

Uma pesquisa recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sugere que cerca de metade dos postos de trabalho existentes hoje nos EUA serão automatizados até 2033.

Datilógrafos e escriturários já foram extintos há algum tempo. Os próximos podem ser pessoas com boa formação que trabalham em Marketing, Medicina, Direito e, sim, até no Jornalismo.

E lembrem-se dos bancários. Em um artigo recente publicado pela agência Bloomberg, o presidente do banco State Street, de Boston, Michael Rogers, afirmou que atualmente emprega cerca de 30 mil pessoas, mas acredita que até 2020 uma em cada cinco delas será substituída por um algoritmo.

O escolhido de Donald Trump para assumir o Ministério do Trabalho, Andrew Puzder, presidente de uma empresa que controla redes de lanchonetes nos EUA, está feliz em ter menos funcionários e é adepto dos serviços automatizados de atendimento ao consumidor.

“Eles são educados, sempre fazem vendas melhores, nunca tiram férias, chegam atrasados ou ficam doentes e nunca cometem discriminação por idade, sexo ou raça.”

Se você acha que já leu essas previsões todas antes, está certo. Especialistas vêm falando há alguns anos sobre a quarta ou quinta revolução industrial, a terceira onda da globalização e a tecnologia disruptiva. Mas então por que desta vez é diferente? Por conta do contexto político – a questão é essa.

A política

O que deve significar esse novo impulso econômico, chegando aos bastidores da revolta do Cinturão da Ferrugem, região industrial americana que impulsionou a vitória de Trump e um polo dos esquecidos?

Você deve ter percebido que 2016 foi um ano e tanto nos Estados Unidos. E tudo leva a crer que o clima deve continuar intenso em 2017 na Europa, com as eleições na Alemanha, França, Holanda e, provavelmente, Itália. Joe Biden diz que a classe política não tem respostas para a automatização do trabalho

Muitos veem isso como nada menos que um aumento dos desprivilegiados. Se há temas recorrentes, alguns deles são sobre nacionalismo e identidade. Mas também os deslocamentos econômicos e o crescente sentimento de desigualdade.

O professor Richard Baldwin, economista do renomado Instituto Graduate, de Genebra, afirma que isso deve piorar.

Segundo as previsões dele, “alguns quartos de hotéis em Londres poderão ser limpos por pessoas conduzindo robôs diretamente do Quênia ou de Buenos Aires e de outros lugares por menos de um décimo do preço praticado na Europa”.

E ele tem uma visão simples sobre a reação política das pessoas a este cenário: “Elas vão ficar com raiva”.

Alguns políticos reconheceram que 2016 marcou o início dessa raiva. O problema é que, entre paredes e barreiras comerciais, eles têm poucas opções para lidar com o aumento da desigualdade. E o mesmo acontece entre pensadores e legisladores.

O ex-consultor de economia do vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden escreveu recentemente: “Para sermos honestos, precisamos admitir que nenhum dos lados – democratas ou republicanos – tem um plano robusto e convincente para recuperar os postos de trabalho em comunidades que perderam muito da base manufatureira”.

E admite: “Eu mesmo estudei esse problema durante vários anos e não cheguei nem perto de uma resposta”.

A economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, defende o uso de políticas para impulsionar as pessoas a novas vagas de emprego. Mas, para isso, as vagas precisam existir. E nada garante que elas existirão.

Soluções exóticas

Há décadas se fala sobre a importância das habilidades e da formação – e não parece que a indústria britânica seja tão bem sucedida ou dinâmica nesses quesitos. Ao contrário: está aquém das mais básicas e óbvias habilidades, dos pedreiros à tecnologia da informação.

Vamos considerar um cenário: o Reino Unido está com déficit de clínicos gerais, e muitos médicos em hospitais são estrangeiros. Apesar disso, há uma grande competição para se tornar médico – somente os alunos mais brilhantes e aplicados, com as melhores notas, têm alguma chance. A conta não fecha.

Mas talvez seja hora de ser otimista. Algumas soluções são bastante exóticas: uma das que mais me chamou atenção é o movimento conhecido como FALC (Fully Automated Luxury or Leisure Communism ou “comunismo de luxo e lazer totalmente automatizado”).

O argumento básico dos apoiadores desse movimento é que tudo o que precisamos logo vai ser tão barato que nós poderemos ter muito – isso, claro, se os atuais proprietários não ficarem com o lucro só para eles.

Alguns pensadores da esquerda são muito mais pessimistas e alertam que essas tendências podem terminar com uma guerra entre os pobres – o extermínio dos trabalhadores, literalmente.

“Robô” – termo usado pela primeira vez por um autor de ficção científica – é apenas a palavra tcheca para “servo”. Com a lógica do FALC, todos nós seríamos donos do fruto do trabalho dos robôs, como proprietários de escravos sem culpa. Algo como “o dinheiro é pobreza”. As sociedades pós-escassez não precisam disso.

Mas tudo isso depende de quem serão os proprietários dos robôs. Isso também poderia significar uma revolução na forma como nós encaramos o trabalho.

Uma versão menos radical de tudo isso poderia ser o salário dos cidadãos, uma renda básica universal. Isso significa que todos receberiam essa quantia mínima, estejam trabalhando ou não.

Em uma entrevista recente à revista “Wired”, o presidente Barack Obama já disse que a discussão sobre a renda universal básica é inevitável nos próximos anos.

Mas isso vai na contramão do espírito da época. A raiva dos eleitores com as circunstâncias econômicas está frequentemente atrelada com a reclamação de que a elite está paparicando aqueles que não fazem por merecer, sejam os beneficiários domésticos ou os trabalhadores imigrantes.

Claramente um projeto para aumentar drasticamente os benefícios sociais a todos e sem distinção – dos bilionários fúteis aos trabalhadores da base da pirâmide – pode não conquistar tanto apelo político da população.

E também não há nenhuma certeza de que uma vida mais “básica” seria mais satisfatória, enobrecedora ou menos dividida e desigual que a vida com benefícios do governo como o seguro-desemprego. Parece que não há soluções fáceis ou óbvias nem para a revolta do Cinturão de Ferrugem nem para a ascensão dos robôs.

Mas uma boa resolução de Ano Novo pode ser uma promessa de procurar por soluções, sejam elas cinzentas, otimistas, pessimistas, estranhas, manjadas ou otimistas.

Demorou tempo demais para que os políticos acordassem para o fato de que o fim da velha era industrial teria consequências graves para todos. Melhor que não leve o mesmo tempo para pensar em um futuro que está ali, dobrando a esquina.

Os perigos escondidos das lâmpadas LED revelados por um especialista em fotobiologia!

Artigo da ‘Science’ analisa as causas e formas da mentira

A revista Science publicou nesta quarta-feira (4) um estudo sobre a mentira, no qual aborda seus propósitos, técnicas, meios e consequências. O objetivo é explorar as muitas dimensões da mentira e por que as pessoas mentem, assim como entender se a tecnologia mudou nossas idéias ou opiniões sobre mentir. Esta lição faz parte de um grupo de lições que se concentram nas ciências sociais, comportamentais e econômicas, desenvolvidas pela Associação Americana para o Avanço da Ciência, e são financiadas pela National Science Foundation. Nesta lição, os alunos aprendem sobre os diferentes aspectos da mentira – o que é, por que o fazemos e como o fazemos. Eles também exploram se o advento da tecnologia mudou nossas idéias ou opiniões sobre mentir.

É importante considerar fatores ambientais e de desenvolvimento ao estudar a mentira. As crianças nascem em um ambiente social e cultural que afeta como aprendem a pensar e a se comportar, por meio da instrução, do exemplo, das recompensas e do castigo. Eles também são influenciados por amigos, pessoas próximas, parentes e pelos meios de comunicação. Como os indivíduos vão responder a todas essas influências tende a ser imprevisível. Há, no entanto, alguma semelhança substancial na forma como os indivíduos respondem ao mesmo padrão de influências – isto é, de serem criados na mesma cultura. Além disso, os padrões de comportamento induzidos culturalmente, como os padrões de fala, a linguagem corporal e até mesmo a mentira, ficam tão profundamente inseridos na mente humana que operam com frequência sem que os próprios indivíduos sejam plenamente conscientes deles. Pode se dizer que a mentira é um subproduto natural dessas influências.

Cada cultura inclui uma teia um pouco diferente de padrões e expectativas de comportamentos que são aceitáveis ou não. Comportamentos incomuns podem ser considerados meramente divertidos, desagradáveis ou punitivamente criminosos. As consequências sociais consideradas apropriadas para comportamentos inaceitáveis também variam amplamente entre si e de acordo com diferentes sociedades. Na área da mentira, os estudos giram em torno da compreensão de como as conseqüências sociais afetam a probabilidade e a natureza de mentir. O estudo científico da mentira é bastante complexo e difícil de se estudar.

Os alunos descobrem nesta lição que a tecnologia há muito tempo desempenha um papel no comportamento humano, mesmo na área da mentira. Na verdade, o crescimento tecnológico continua a influenciar e perpetuar o tipo, grau e frequência com que contamos mentiras. O advento dos telefones celulares e da Internet deu às pessoas mais meios e oportunidades através das quais podem contar mentiras, muitas vezes com mais segurança do que se estivessem mentindo pessoalmente. Por outro lado, observamos que os esforços da aplicação da lei ao longo dos anos para encontrar melhores meios tecnológicos para detectar a verdade da mentira. Tal como acontece com os seres humanos, estes esforços até agora têm sido pouco expressivos.

Os estudos sobre a mentira consideram as consequências pessoais e sociais de escolhas individuais em muitas áreas da vida. Eles precisam avaliar também acontecimentos que ocorrem na vida de seus amigos (ou seus próprios) e oferecem apenas escolhas indesejadas. Desta forma começamos a estudar os custos sociais da mentira e os benefícios de ser verdadeiro, que a maioria das pessoas aprende à medida que envelhece.

Existem muitos fatores sobre a mentira que não podem ser unicamente examinados de forma científica. Da mesma forma, existem crenças que – por sua própria natureza – não podem ser provadas ou refutadas. O esforço científico nessas áreas pode, no entanto, contribuir para a discussão de questões como a mentira, identificando as prováveis consequências de ações particulares, o que pode ser útil para avaliar alternativas.

Um equívoco para se manter em mente durante o estudo sobre a mentira é o de não perceber que  valores, crenças e atitudes podem diferir de cultura para cultura ou que as pessoas de outras culturas têm idéias diferentes porque suas situações são diferentes.

A ciência da mentira é um aspecto muito complexo, embora comum da vida. Devemos considerar as seguintes questões:

1. Que tipos de pessoas mentem?

2. Que habilidade única da comunicação humana torna a mentira possível?

3. Qual é a diferença entre mentir e se enganar, como forma de se defender?

4. Quais são alguns efeitos negativos da mentira na sociedade?

5. Por que é difícil para as pessoas reconhecer um mentirosos?

6. O que acontece às pessoas fisicamente quando mentem?

7. Por que os resultados de um teste de polígrafo não podem ser precisos?

8. Que outros métodos são usados para detectar a mentira?

9. Em que áreas você deve se concentrar na tentativa de detectar um mentiroso?

10. Quais são alguns sinais da mentira?

11. O que são “verdadeiras mentiras” e por que fazem a compreensão e a detecção de mentir tão difíceis?

Questões básicas da mentira verdadeira

Como é a sensação de mentir? E de falar a verdade?

Que tipo de preço os mentirosos pagam nessas situações?

Esta atividade fez de você um melhor detector de mentiras?

E se essa pessoa lhe dissesse a mesma história por e-mail? Você seria capaz de detectar se ele ou ela estava mentindo?

(Aceite todas as respostas razoáveis. Incentive os alunos a elaborarem suas respostas.)

Você também pode querer apontar as diferenças culturais na aceitabilidade de mentir. Em vendas, por exemplo, o exagero de reivindicações de produtos é bem conhecido, levando ao aviso, “Deixe o comprador tomar cuidado.” Além disso, em nossa cultura, é geralmente mais aceitável para as pessoas no poder, como os políticos, mentir para o Público, para os homens a mentir para as mulheres, e para os pais a mentir para as crianças.

Ao longo das últimas décadas, a mentira se manteve no mesmo ritmo que o avanço da tecnologia. Conclui-se que as pessoas não se limitam a mentir pessoalmente, mas utilizam o telefone, por fala ou através de mensagens de texto, por e-mail, posts, blogs, sites e salas de bate-papo pela Internet.

Os perigos escondidos das lâmpadas LED revelados por um especialista em fotobiologia!

Você é o que você come: a dieta pode afetar a mente humana

“Você é o que come” é uma frase-mantra da nutrição que encerra verdades científicas e é instigante para quem entende a alimentação como uma questão cultural, incluindo tabus alimentares e interdições religiosas temporárias e perenes. Há comidas sagradas, profanas e de preceito!”

Se “você é o que você come”, como dizem nutricionistas e muitas pesquisas da área, a dieta pode afetar a mente humana também! Vide gerações perdidas de crianças, no mundo, pela desnutrição!
Sabe-se que “uma dieta rica em azeite de oliva aumenta a quantidade disponível de serotonina”. “A maioria dos antidepressivos age para manter mais serotonina no cérebro”. Quando o nível de serotonina aumenta, a dopamina diminui, e vice-versa. Suplementos nutritivos podem ter efeito positivo nos níveis de dopamina do cérebro, melhorando o foco, resultando em melhora da concentração e do controle de impulso…

Pesquisas demonstraram: a depressão é ligada ao baixo consumo de peixe – rico em ômega 3, essencial para o bom funcionamento do cérebro; há evidências epidemiológicas de que esquizofrênicos apresentam baixos níveis de ácidos poli-insaturados, mas não sabemos ainda que mudanças na dieta seriam necessárias; alguns estudos sugerem que a doença de Alzheimer pode melhorar com grande consumo de legumes e verduras, que protegem contra enfermidades cerebrais; e sobre a Síndrome do Déficit de Atenção (SDA) há dados que mostram que crianças portadoras apresentam baixos níveis de ferro e de ácidos graxos.

Na Grã-Bretanha, a Sustain e a Fundação de Saúde Mental estudam os efeitos das mudanças na alimentação sobre o cérebro e o comportamento humano. Conforme o Relatório Sustain (“Mudança de Dieta, Mudança nas Mentes”, 2006): “A comida pode ter um efeito imediato e duradouro na saúde mental e no comportamento pela maneira como afeta a estrutura e a função do cérebro”.

Sabe-se que as gorduras saturadas, cujo consumo vem sendo ampliado pela ingestão de comida pronta congelada, deixam os processos cerebrais mais lentos. E Andrew McCulloch, diretor executivo da Fundação de Saúde Mental, informa que “as pessoas estão conscientes dos efeitos da dieta na nossa saúde, mas mal começaram a entender como o cérebro é influenciado pelos nutrientes (…); o tratamento de doenças mentais a partir de mudanças na alimentação está mostrando melhores resultados em alguns casos do que drogas ou terapia”.

Uma pesquisa realizada por cientistas espanhóis, das universidades de Las Palmas e Navarra, constatou que pessoas que seguem a dieta mediterrânea têm 30% menos chances de desenvolver depressão. Eles pesquisaram 10.094 adultos saudáveis durante quatro anos.

A dieta mediterrânea consiste de alimentos tradicionalmente consumidos na região do mar Mediterrâneo: grãos integrais, hortaliças, oleaginosas, azeitonas, azeite de oliva extravirgem e menos carnes vermelhas e um consumo maior de peixe. É uma dieta rica em ácidos graxos monossaturados, como o azeite de oliva; consumo moderado de álcool e laticínios; e alto consumo de legumes, verduras, frutas, castanhas, cereais e peixe. Estudos informam que essa dieta “protege contra doenças cardíacas e o câncer e pode ajudar a prevenir a depressão”.

Sou de uma família que preserva a gastronomia religiosa, as ditas “comidas de preceito”, na Semana Santa, no São João e no Natal. Defendo a filosofia “slow food”. Comer bem é um direito humano fundamental, da qual decorre a ecogastronomia – “a responsabilidade de defender a herança culinária, as tradições culturais que tornam possível esse prazer”.

por, Fatima Oliveira é médica e escritora. É do Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução e do Conselho da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe. Indicada ao Prêmio Nobel da paz 2005.

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De 7 Em 7 Anos a sua vida muda completamente: Você precisa conhecer essa teoria

A teoria dos setênios é um dos pilares da antroposofia, linha de pensamento criada pelo filósofo Rudolf Steiner que estabelece uma espécie de “pedagogia do viver” do ser humano, interagindo com todo o universo.

Dentro desse pensamento filosófico há a ideia de ver a vida de forma cíclica, a partir da observação dos ritmos da natureza, divididos em fases de sete anos.

O que são os setênios

O número 7 é, por natureza, um número místico dotado de muito poder em quase todas as culturas conhecidas. Dessa forma, os ciclos da natureza também respeitam uma subdivisão possível de múltiplos de 7.

Nos três primeiros ciclos, que compreendem dos 0 a 21 anos, chamados “setênios do corpo”, é quando se amadurece o corpo físico e também acontece a formação da personalidade.

Os três ciclos seguintes, dos 21 aos 42 anos, são conhecidos como “setênios da alma”. É a fase em que, superadas as experiências básicas da vida, a pessoa se insere na sociedade e faz as escolhas.

Só a partir dos 42 anos, nos últimos setênios, há usufruto da vida com maturidade, profundidade e espiritualidade.

No caso das mulheres, a divisão por setênios ajuda a entender os processos do feminino, que vão do amadurecimento à capacidade reprodutiva até a menopausa, quando as forças da reprodução se transformam em força do pensar mais ligadas à introspecção, possibilitando uma ampla visão de vida.

A seguir, conheça um pouco das características de cada setênio.

Dos 0 as 7 anos de idade: ninho

Interação entre o individual (adormecido) e o hereditário. Há ainda o encontro entre a parte espiritual da individualidade e a parte biológica, preparada após a fecundação no ventre materno.

A hereditariedade está bem marcada nas células do corpo no 1º setenio, pela ação das forças herdadas, e são armazenadas nos rins para a vida inteira. Nessa idade, porém, a presença da mãe é fundamental, até que aos sete anos a criança se torne autônoma

Dos 7 aos 14 anos: troca

Começam a surgir os dentes permanentes e os órgãos do sistema rítmico, aqueles contidos na caixa torácica (coração e pulmão), amadurecem.

É nesta fase que o mundo externo aparece e, se descobre como se manifestar nesse mundo. Esquematizando de forma gráfica este movimento, há forças entrando e forças saindo. A característica desse setênio é a troca.

Dos 14 aos 21 anos: puberdade/adolescência e crise de identidade

A mulher começa a menstruar e o homem se torna fértil.

Essa é a fase onde o ser humano sai do mundo mais paradisíaco e cósmico da infância e entra no mundo terreno. Ele se torna cidadão terrestre, coparticipante da cidadania, de seu lugar, sociedade, e do mundo.

Dos 21 aos 28 anos: limites

Músculos e ossos estão fortes e homem e mulher atingem o ápice da fertilidade.

Como se inicia a fase da alma, surge a emoção e dúvidas como: “Escolhi a profissão certa? Quais talentos e aptidões eu deixei para trás? Consegui uma boa relação com o mundo, com o trabalho, com a família e comigo mesma?”

Dos 28 aos 35 anos: fase organizacional

O baço-pâncreas não sustenta mais a carne e o rosto começa a enrugar.

Nesta fase vem a crise do talento: “Será que estou no caminho? Qual o caminho a seguir?” Também há questões sobre intelecto e índole próprios: “Ocorreu alguma mudança importante na minha vida nos últimos tempos?”

Dos 35 aos 42 anos: crise de autenticidade

O fígado perde metade de suas funções e o cabelo começa a cair e esbranquecer.

É a fase da alma e da consciência. As perguntas são: “O que farei daqui pra frente, agora que já passou metade da vida? Acrescentei novos valores à minha vida? Encontrei minha missão?”

Dos 42 aos 49 anos: altruísmo x manter a fase expansiva

Os pulmões perdem mais capacidade de oxigenar o sangue, o rosto se torna descolado, a andropausa e a menopausa chegam nesse setênio.

“Estou desenvolvendo alguma criatividade nova? Como está meu casamento? E meus relacionamentos, a relação com meus filhos? Estou procurando ou já encontrei um novo lazer para esta fase?”

Dos 49 aos 56 anos: ouvir o mundo

A vitalidade declina, a energia dos rins e do fígado está mais fraca e surge a incapacidade de eliminar mais toxinas.

Vem a fase inspirativa ou moral, e com isso, as perguntas: “Consegui encontrar um novo ritmo de vida? Como está meu ritmo anual, mensal, semanal e diário?”

Dos 56 aos 63 anos: abnegação

Os dentes começam a cair, a visão e a audição se tornam mais fracos, os reflexos e a mobilidade passam a sofrer alterações em razão do declínio energético dos órgãos sólidos (coração, baço-pâncreas, fígado e rins).

É a etapa mística ou intuitiva: “O que eu consegui realizar? Como estou cuidando do corpo, da memória, dos órgãos dos sentidos? Como estão meus bens e aposentadoria?”

Dos 63 aos 70 anos: sabedoria

É a ‘fase do mestre’.

A criança tem em volta de si uma aura e luz, pois ainda não está totalmente encarnada.

Nessa fase no 10º setênio, essa aura está interiorizada e luminosa por dentro, desde que a pessoa não esteja doente.

Se tiver respeitado o ritmo de cada fase, sua luz interior também brilhará.

(Autora: Camila Silva )
(Fonte: vix.com )

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Ano novo, conhecimento novo

A investigação científica e tecnológica produz conhecimento novo todos os anos. Todas as áreas do conhecimento científico avançam, umas mais, outras menos, mas todas progridem no sentido de nos apresentarem uma melhor compreensão do Universo. Alguns avanços são, contudo, mais mediáticos, pois colocam em causa, ou melhoram, as teorias até aí estabelecidas e aceites pela comunidade científica internacional.

Neste contexto, no novo ano de 2017 poderemos testemunhar algumas descobertas científicas que serão notícia nos órgãos de comunicação social. E quais serão elas? As revistas Science e Nature todos os anos exercitam previsões de quais serão. Apresento de seguida algumas delas.

Muito da evolução científica das últimas décadas deve-se ao papel desempenhado pelo uso de computadores cada vez mais potentes, que permitem cálculos e tratamentos de dados colossais antes impossíveis.

Assim, as investigações sobre o desenvolvimento de computadores quânticos, em que os chips são “substituídos” por átomos, aumentando consideravelmente a capacidade de cálculo, continuarão a ser notícia durante este ano que agora começa.

Em Abril próximo, astrônomos usarão nove telescópios localizados em vários locais do globo terrestre para formar um grande observatório planetário. Um dos objetivos será o de tentar conseguir obter a primeira “fotografia” da região que limita exteriormente um buraco negro. O escolhido é um buraco negro super massivo situado no centro da Via Láctea.

A teoria da relatividade de Einstein continuará a ser testada e confrontada com novos dados experimentais, aliás como todas as teorias o são, eventualmente provenientes dos observatórios LIGO e VIGO, situados respectivamente nos Estados Unidos e em Itália, centrados na detecção de novas ondas gravitacionais.

A imunooncologia, uma nova estratégia na luta contra o cancro, que tem vindo a ser desenvolvida nos últimos três anos, na qual as células do nosso sistema imunitário são “instruídas” para detetar e destruir as células cancerosas, é uma área da biomedicina que estará na mira do nosso maior interesse.

O avanço nas técnicas de sequenciação de genomas, que as torna cada vez mais rápidas e baratas, permitirá que, em 2017, se publiquem muitos estudos sobre os genomas de seres vivos ainda não sequenciados.

Com particular destaque estará a compreensão que daí advirá para a interação entre os microrganismos que vivem no nosso corpo (o nosso microbioma) e a sua influência sobre o nosso estado de saúde. Entre outros, o Projeto do Microbioma Humano, a decorrer nos Estados Unidos, trará muitas novidades nos próximos meses.

Termino esta breve e obviamente incompleta lista (imposta pela limitação de espaço para esta cronica) sublinhando as grandes expectativas que existem com o desenvolvimento e aplicação de técnicas de edição do genoma, principalmente com a designada genericamente por CRISPR. A possibilidade de corrigir “letra a letra” genes que possam estar envolvidos em doenças, para além de levantar várias questões éticas, potencia uma nova revolução na investigação biomédica e tratamento de doenças.

Que 2017 nos traga o melhor da Humanidade!

Autor: Antonio Piedade é Bioquímico e Comunicador de Ciência. Publicou mais 500 artigos e crónicas de divulgação científica na imprensa portuguesa e 20 artigos em revistas científicas internacionais. É autor de seis livros de divulgação de ciência: “Íris Científica” (Mar da Palavra, 2005 – Plano Nacional de Leitura),”Caminhos de Ciência” (Imprensa Universidade de Coimbra, 2011), “Silêncio Prodigioso” (Ed. autor, 2012), “Íris Científica 2” (Ed. autor, 2014), “Diálogos com Ciência” (Ed. autor, 2015) prefaciado por Carlos Fiolhais, “Íris Cientìifca 3” (Ed. autor, 2016).

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